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Veados voltam à serra da lousã

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Como em outros países europeus, o nosso país tem experimentado um aumento no número e distribuição de ungulados selvagens nas últimas décadas.

Actualmente cerca de três mil veados-vermelhos (cervus elaphus) no centro de Portugal tudo graças ao programa de reintrodução da espécie, sendo que um dos mais emblemáticos aconteceu na Serra da Lousã, segundo um estudo intitulado de “the success of species reintroductions: a case study of red deer in Portugal two decades after reintroduction” de Ana Valente, Jorge Valente, Carlos Fonseca e Rita Torres.

A espécie que tinha deixado de ser avistada há quase século e meio no território nacional, devido principalmente à pressão da caça e fragmentação e destruição do habitat, foi alvo do plano global de gestão para a população de ungulados selvagens, que visou aumentar e restaurar a biodiversidade herbívora da região, bem como, teve a finalidade de permitir no futuro a caça controlada.
O projecto científico, que teve lugar entre 1995 e 1999, promovido pelo Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pesca, em parceria com a Universidade de Aveiro, colocou um total de 96 indivíduos, 25 machos, 56 fêmeas e 15 cervos, de outras zonas do sul de Portugal, nomeadamente, das zonas de caça em Vila Viçosa e Herdade da Contenda, numa área com o total de 92.053ha, entre Figueiró dos Vinhos, Penela, Miranda do Corvo, Góis, Castanheira de Pêra e Pampilhosa da Serra..

Entre Março de 2013 a Junho de 2014, os autores do estudo referem que “foram contados grupos de veado-vermelho em parcelas de amostragem colocadas ao longo de um total de 61 transectos distribuídos aleatoriamente, cada um com 1000m de comprimento, para estimar a abundância destes ungulados selvagens usando o método de amostragem de distância baseado em paletes (grupos com mais do que seis animais), para estimar a corrente densidade e distribuição de populações desta espécie na Serra da Lousã, duas décadas após sua reintrodução. Os resultados demonstram que, o projeto de reintrodução de veados-vermelhos nas montanhas da Lousã foi um sucesso, à medida que a população aumentava em número e se expandia para novos territórios".

Outra das conclusões realça que “políticas de gestão apropriadas devem beneficiar das informações geradas a partir desses estudos e alcançar um equilíbrio entre os diferentes interesses envolvidos, com uma compreensão abrangente da dinâmica populacional. Considerando o potencial ecológico e social do veado-vermelho, os futuros programas de monitoramento devem continuar a ser desenvolvidos, para dar conta de possíveis ameaças, bem como para identificar e minimizar possíveis situações de conflito".

http://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/21513732.2016.1277265

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