Um olhar sobre o mundo Português

Paixão é a palavra que define e motiva os meus convidados desta semana. São os criativos que motivam os outros a ganhar coragem e também concretizar os seus sonhos. Venhas conhecer estas pessoas especiais. 

                        

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Recôncavo

Escrito por 

 

Apresentação do livro e exposição de Fernanda Grigolim surge no âmbito do congresso internacional Herberto Helder, a vida inteira para fundar um poema.

A obra de Fernanda Grigolim não obecede aos parâmetros de outras entrevistas que realizei, limito-me a extrair uma parte da conversa da artista sobre a sua obra na galeria porta 33 e mostrar as várias formas de descobrir, sentir e fruir o seu trabalho.
“A minha relação com a fotografia sempre foi um acto de sobrevivência. Comecei a fotografar logo depois da morte do meu avô. Eu tinha dezenove anos e havia ganhado uma Pentax MX e resolvi entender o que era tudo aquilo que vinha nela. Lembro que o primeiro lugar que fotografei com a câmera foi Bariri, a cidade natal do meu avô Luiz Grigolin.
As fotos nunca foram reveladas, perdi o filme em casa ou no laboratório do Museu Lasar Segal, o lugar onde fiz meu primeiro curso de fotografia. Depois, na faculdade, enveredei por questões sociais e passei anos e anos da minha vida usando a fotografia para e com o meu ativismo.
"Retratos da Garoupa" é um livro lançado em 2010 que demorou três anos para ser realizado. É uma ficção que nasceu da necessidade de criar o contato com o passado, fazer presente a história de vida de meu pai, João José Moraes, morto aos 31 anos, quando eu tinha apenas sete meses.
João José Moraes, conhecido pelos amigos e familiares como Moraizinho, era catarinense, natural de Rio Negrinho, nascido em 16 de janeiro de 1949. Ele passou a primeira infância em um sítio em Congonhas, Camboriú, Santa Catarina. Aos dez, mudou para Porto Belo com a família.
"Retratos da Garoupa" é uma ficção, meu pai nada deixou escrito. Construí um narrador masculino que tinha um primeiro encontro com a escrita. Também era meu primeiro encontro como filha com meu pai e com minha escrita ficcional.
Meu pai era um homem de classe média baixa, que viveu no Brasil no final dos anos 1970 em plena ditadura militar. Ele é personagem e narrador, e é apresentado nas imagens e no texto. A história se desenrola entre os anos de 1978 e 1980. O livro tem 64 páginas, 20 x 20 (fechado). O narrador comenta sobre sua vida na cidade de São Paulo, em Curitiba. Contudo, suas digressões e flashbacks remetem sempre à Porto Belo, em Santa Catarina. O nome faz alusão ao primeiro nome da cidade, a enseada da Garoupa. E a Garoupa do livro é muito mais uma cidade imaginária à qual o narrador sempre recorre ao escrever suas memórias. "Retratos da Garoupa" não é um livro de literatura, apesar de haver texto, o livro parte do fotográfico".

 

 

Http://www.porta33.com/exposicoes/content_exposicoes/Fernanda_grigolin/fernanda_grigolin_filme.html

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