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Fotografias de Charles F.R. Blandy, a ilha no final do séc. XIX

Written by  Yvette Vieira fts Charles F.R. Blandy

 

Patente na Quinta do Revoredo em Santa Cruz, esta uma exposição inédita de uma centena de fotografias de Charles F. Raleigh Blandy, que visa não só homenagear o benemérito da cidade, como assinalar o 25º aniversário deste espaço cultural. A mostra ficará patente até dia 9 de fevereiro de 2019, data prevista para a requalificação do imóvel orçada em 300 mil euros. 

A Casa da Cultura de Santa Cruz (CCSC) decidiu festejar o seu quarto de século de existência como espaço cultural com uma homenagem à Charles F. Raleigh Blandy, através de uma exposição de cerca de uma centena das suas fotografias inéditas sobre à ilha da Madeira, no final do século XIX.
Uma ligação entre o passado e o presente deste espaço cultural que surge quando a Quinta do Revoredo é mandada construir em 1840 por John Blandy, o avô de Charles F. Raleigh Blandy, como casa de férias da família. Depois de concluir os seus estudos em engenharia naval na Escócia, ele regressa à Madeira e decide fixar a sua residência em Santa Cruz. Só em 1988 a propriedade é adquirida pela edilidade local para ser adaptada como espaço cultural, tendo sido inaugurada à 6 de dezembro desse mesmo ano, respeitando as pré-existências do prédio, preservando, assim, as características do imóvel.
Para Emanuel Gaspar, coordenador da CCSC, todo este enquadramento temporal foi relevante, porque “depois de apresentar o espólio de pinturas de Charles F. R. Blandy decidimos mostrar uma outra faceta deste benemérito de Santa Cruz, desta feita, através do seu trabalho de fotografia. É a primeira vez que estas imagens são apresentadas, são uma homenagem a casa e pretendem assinalar as comemorações dos 25 anos de existência deste espaço dedicado à cultura”.
Isabel Santa Clara, professora doutora em arte e uma das consultoras desta mostra, sublinhou a importância “deste conjunto de fotográfico que reflete a atividade dos fotógrafos amadores da altura. Charles F.R. Blandy tinha o seu próprio estúdio, deste seu gosto pela fotografia fazia parte a partilha de conhecimento com os profissionais da altura para o desenvolvimento da técnica e também para poder ter acesso aos materiais de revelação. Através destas imagens podemos recuperar uma certa forma de olhar o mundo de uma maneira particular. Não são apenas registos casuais, há preocupações com a escolha temática, com as composições, temos um olhar influenciado pela prática da pintura, nas fotografias de paisagem ele procura o contraste nas grandes massas de arvoredo, das zonas acidentadas e escarpadas, como o exemplo, da imagem do temporal. A sua fotografia reflete a sua sensibilidade e a forma como ele a retrata, é também fruto de uma época e um estilo romântico. E temos também as cenas familiares, passeios e lidas campestres, temas relacionados com o seu trabalho como construtor naval”.


No final, Élia Ascensão, a atual vereadora da cultura e eventos da Câmara Municipal de Santa Cruz vislumbrou os projetos de futuro para a CCSC, “voltando um pouco atrás, é um orgulho enorme ser a cara de toda uma equipa de trabalho que faz desta casa o que esta a vista de todos. Quando começámos a trabalhar há cinco anos, este espaço carecia de vida, é claro que é muito subjetivo, haverá pessoas que dirão o contrário, mas do nosso ponto de vista não havia atividade. Para o próximo ano, já planeámos a requalificação desta propriedade que exige alguns milhares de euros e temos um empréstimo de 300 mil euros, mas que ficam muito aquém do que esta casa precisa. Em 2015 foi efetuado um mapeamento dos equipamentos culturais no concelho de Santa Cruz, na altura nomeamos cerca de vinte. Como não tínhamos muitas orientações, estávamos no começo de mandato, algumas das infraestruturas que incluímos nem sequer estavam qualificadas como municipais, embora já tivéssemos a ideia de criar um preâmbulo para os equipamentos culturais. A verdade é que a equipa de gestão dos fundos comunitários apenas escolheu cinco desses equipamentos, sem consultar ninguém e para a nossa surpresa, o espaço mais importante do concelho foi excluído desse mapeamento. A nossa esperança era usufruir desses apoios comunitários para a merecida e carecida requalificação desta casa e o projecto morreu. Entristece-me que responsáveis políticos ponham à frente de trabalhos tão importantes outras motivações. Mas, nada disto nos vai deitar abaixo, vamos a continuar a trabalhar com todo o mérito, com toda a força e tudo faremos com os recursos à nossa disposição para tornar a casa da cultura de Santa Cruz uma referência regional”.

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