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O infinito do azulejo português

Written by  Yvette Veira fts Bárbara Fernandes

 

Rosário Salema de Carvalho é investigadora e coordenadora do projecto AZ infnitum, um guia de inventário sobre o património dos azulejos portugueses em constante atualização. Uma plataforma digital que permite registar e confrontar dados relativos a imóveis, espaços, revestimentos, autorias, referências bibliográficas e documentais e imagens. Toda esta informação esta organizada em cinco grandes áreas, In situ, Autores, Padrões, Iconografia, Bibliografia de modo a que qualquer investigador, privado, ou instituição se quiser pode fazer o inventário dos azulejos para uma tese de investigação, para guias de visitas, ou mesmo para roteiros turísticos.

Quando começou o projecto AZ infinitum?
Rosário Salema de Carvalho: O projecto começo em 2010 precisamente com esta ideia que fazia todo o sentido ter uma plataforma, ou ter um local agregador da informação sobre azulejos. Eu trabalho com estes dados há imenso tempo, a minha tese de doutoramento foi sobre este tema, mesmo antes da plataforma digital ter existido, eu mesma criei e usei à minha própria base de dados, porque o volume de dados era imenso e é difícil de lidar com tanta informação, tão vasta e diversificada. A ideia do AZ infinitum parte deste princípio de que a azulejaria em Portugal é imensa, há muita informação nesta matéria e é muito diversificada. Desde informação textual ou visual importava conseguir criar um espaço onde tudo isto possa ser reunido, articulado, interligado e tem vastas vantagens para a investigação. O poder fazer pesquisas de uma outra forma, faz-nos ver “padrões” que não estávamos à espera, faz-nos ter uma outra perspetiva e ver coisas que já tínhamos interiorizado que eram assim e isso permite-nos olhar para o património de outra forma. Trata-se de um sistema de documentação, mas orientado para a investigação, para a potenciar também e muito do que os investigadores possam acrescentar a resposta.

 

Mas, há uma certa dificuldade de aquisição deste conhecimento sobre o azulejo em outras línguas?

RSC: O AZ infinitum é uma plataforma agregadora e tem vários níveis de leitura com textos numa versão mais livre, que podem ser lidos e facilmente compreendidos por qualquer pessoa. E à medida que as pessoas vão querendo saber mais, vão-se abrindo diversos campos nas suas leituras, ou toda esta informação pode ser utilizada conforme quisermos. Isto só para mostrar que os conteúdos podem ser reutilizados e aí já pode ser traduzido de várias outras formas, conforme as nossas necessidades. Na verdade, isto funciona como um banco de dados que esta em português, mas tenho pena que não esteja acessível em outras línguas, mas a reutilização da informação pode ser feita em termos turísticos, quer para roteiros de visitas e aí será traduzida esses fins.

 

E quais são as maiores dificuldades que enfrenta o AZ infinitum?
RSC: Temos as dificuldades habituais, gostaríamos ter outros investimentos que nos permitissem renovar, a página inicial, por exemplo, o site já tem algum tempo, porque foi lançado em 2012 e embora tenhamos tido o cuidado que não fosse algo de modas, tem uma apresentação mais clássica para aguentar mais tempo, mas hoje em dia necessitava de ter outro design. Precisávamos de renovar uma série de coisas mesmo em termos de funcionalidades, embora o feedback das pessoas seja positivo, gostam como funciona e de facto são essas opiniões que nos permite melhorar e perceber quais são as dificuldades. Eu tenho uma lista de coisas que gostaria de mudar, nem sempre é fácil e muitas destas dificuldades têm a ver com recursos tecnológicos. Depois precisamos de mais gente a investigar e trabalhar nessa matéria, é necessário mais investimento financeiro para alimentar no fundo essa ferramenta.

Esse investimento seria também aplicado na ferramenta Match?
RSC: Que era o que nós gostávamos muito de evoluir em termos de reconhecimento de imagem. Não é fácil, hoje em dia, em termos tecnológicos possuir uma ferramenta que a partir de uma imagem de um azulejo possa reconhecer o padrão e o local onde pode ser visitado. Mas, eu tenho fé que em breve e não assim tão longe vamos ter várias aproximações, ou algo não tão dinâmico, mas que pelo menos nos permita pesquisar dentro dos próprios padrões de azulejos que temos inseridos.

http://redeazulejo.letras.ulisboa.pt/

*imagens de azulejos foram gentilmente cedidas pelo Museu Frederico de Freitas 

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