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Selvagem

Written by  Rita Pina fts direitos reservado

 

A rubrica regular da Biblioteca Municipal de Loulé, “Livros Abertos”, do próximo dia 17 de fevereiro, pelas 18h30, contará com a presença de Salvador Santos, autor de “Selvagem”, que será aqui apresentada pela escritora Lídia Jorge e no dia seguinte, pelas 10h00, se apresenta “Meia-História Encaixa”, a partir da obra “Memorial do Convento”, de José Saramago, por Dança em Diálogos.

A noite é mais clara do que o dia. Em “Selvagem”, o primeiro livro do autor, a voz angustiada do sujeito e a violência errática do discurso são acompanhadas pela presença constante da noite. A noite enquanto metáfora da dor, da cegueira do pensamento e da barbárie a que o homem regressa constantemente. A passagem do tempo – a ruína das coisas e a aproximação da morte –, o avanço continuado das cidades sobre o litoral e a agonia do mundo rural são alguns dos temas tratados no livro. Nos poemas comprometidos com o real nota-se uma sensibilidade lírica afetada pelo medo do futuro. O agravamento das desigualdades, as ameaças às liberdades fundamentais, a dissolução do passado e da memória, a destruição ambiental. “Selvagem” é a reação do autor à angústia de não encontrar, em si, ou ao seu redor, a capacidade para construir um mundo perfetível. O desejo de que a noite seja um raio de luz na claridade do dia.
Nascido em Chaves, em 1979, Salvador Santos vive no Algarve desde os 4 anos de idade, tendo crescido em Salir. Após estudar em Loulé rumou para Faro para frequentar o curso de Estudos Portugueses na Universidade do Algarve e por ali ficou a viver, tendo, entretanto, assumido funções de editor da “Sul, Sol e Sal”. Há cerca de quatro anos mudou-se de malas e bagagens para Loulé e foi aí que nasceu, de forma inesperada, “Selvagem”, um livro de poesia editado pela D. Quixote e que apanhou de surpresa o próprio autor.

Partindo da obra literária “Memorial do Convento” de José Saramago, “Meia-História Encaixa” surge como parte integrante do programa educativo associada à criação do bailado “Memorial do Convento”. Como primeiro contacto com a obra de Saramago, esta leitura coreografada e oficina para crianças une o universo literário às possibilidades da dança enquanto expressão narrativa que parte do corpo e do movimento.
A sonoridade da palavra e a narração da história encontram eco no corpo do intérprete que se encadeia num movimento narrativo entre os personagens. Poderá um só corpo coreográfico fazer surgir a fluência que narra as histórias de Baltasar, Blimunda, Frei Lourenço e de outras personagens do romance? E de onde surgem as vontades? E como surge a construção de um convento como cenário de uma história de amor que se rodeia das maiores complexidades da atitude humana. Após a leitura coreográfica segue-se uma oficina onde as crianças são convidadas a explorar a base narrativa do movimento e como este se propõe a caracterizar as figuras, o espaço e o tempo da ação do romance.
A sessão tem uma duração aproximada de 55 minutos e destina-se a turmas do 2º ciclo. Já no dia seguinte, sábado, 19 de fevereiro, pelas 10h30, a iniciativa tem como público-alvo crianças dos 8 aos 12 anos, acompanhadas por um adulto. As inscrições podem ser feitas em biblioteca@cm-loule.pt
Este é um evento limitado em termos do número de participantes devido às recomendações da DGS

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