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Indústrias do mobiliário com perdas de 50% na facturação

Written by  Catarina Castro ft direitos reservados

Uma em cada três empresas estima quedas de faturação superiores a 50%, no ano de 2020

Um inquérito conduzido pela APIMA a Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins, junto dos associados, revela que, no final do mês de março,44% das empresas do cluster tinham interrompido a laboração. Ao longo do próximo mês, a percentagem de empresas em regime de lay-off,parcial ou total, deverá atingir os 66%. Em 70% das empresas inquiridas estimam-se perdas de faturação superiores a 50%, já no mês de abril.

As conclusões do inquérito, que procurou perceber o impacto da pandemia da COVID19 na atividade económica do cluster, são, de acordo com Gualter Morgado, diretor
executivo da APIMA, são "preocupantes. Historicamente, sabemos que estes setores são dos mais lentos a assegurarem a retoma, tendo em conta que os bens que produzem não são de primeira necessidade".
Neste sentido, a APIMA clama por "uma estratégia e medidas de apoio a médio e longo prazo, que permitam fazer face ao esforço de tesouraria realizado no imediato". Simultaneamente, o diretor executivo da Associação aponta correções urgentes às medidas disponibilizadas, "É fundamental que a Banca e as demais entidades envolvidas facilitem o acesso às linhas de financiamento anunciadas, quer ao nível das garantias, quer, sobretudo, das taxas de juro, que se encontram a níveis inaceitáveis,face à atual conjuntura".

As principais dificuldades sentidas pelas empresas inquiridas prendem-se com a diminuição das encomendas em 88%, problemas na cadeia de distribuição nos 60% e nos
fornecimentos de 45%. Paralelamente, 42% dos auscultados revelam ter sido prejudicados pelo cancelamento de eventos, como é exemplo o Portugal Home Week,principal evento da Fileira Casa Portuguesa.
Fruto destas dificuldades, um terço das empresas revela perdas superiores a 50%, já no mês de março, em relação ao período homólogo. Em abril, 21% dos inquiridos estima
quedas de faturação na ordem dos 25%, com 70% a calcular uma descida superior a 50%. No que concerne às previsões anuais, apenas 4% estima perdas até 10%, com quase dois terços das empresas inquiridas a expectarem uma redução de 25% e cerca de 30% a calcularem uma queda superior a 50%, face ao ano de 2019.

Para responder ao impacto da pandemia, a esmagadora maioria das empresas pretende recorrer às medidas de apoio anunciadas pelo Governo, nomeadamente ao lay-off
simplificado de 66%), à flexibilização fiscal e contributiva 62%, às linhas de crédito 48% e à moratória aos créditos bancários 6%.
Os resultados do questionário demonstram, ainda, que a maioria das empresas 93% encontra dificuldades na interpretação e no acesso aos mecanismos de apoio. Para fazer face a esta carência, a APIMA tem vindo a promover a realização de um ciclo de webinares, com a participação de especialistas nas diferentes áreas abrangidas, nomeadamente da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), das sociedades de advogados PLMJ e Nuno Cerejeira Namora, Pedro Marinho Falcão, bem como das empresas PwC e XC Consultores. O inquérito foi promovido pela APIMA junto do universo de Associados, composto por cerca de 200 empresas, entre os dias 23 de março e 7 de abril.

O cluster do mobiliário e afins é um dos mais exportadores da economia nacional, com cerca de 90% da produção a ser destinada ao exterior, em particular aos mercados francês e espanhol. Em 2019, os setores que o compõe, que totalizam 4 500 empresas e 31 000 trabalhadores, atingiram um valor recorde de exportações, superando os 1,9 mil milhões de euros.

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