A Look at the Portuguese World

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2ª edição de cumplicidades

Written by  Mafalda Simões fts José Fernandes Maozorra e Sim Sakaoğlu

  

O festival cumplicidades reapropria-se dos palcos portugueses novamente com lotações limitadas e online com uma programação variada e adequada à pandemia, a partir do dia 23 de Setembro até o próximo ano deixe-se contagiar pela dança, movimento e música. 

O Cumplicidades configura-se como um novo acontecimento em cada edição, variando no formato e na linha programática. Tal acontece com a cumplicidade de um/a programador/a que é diferente de cada vez, assegurando um olhar renovado sobre o panorama criativo na área da dança. Em torno desta programação articulam-se outras propostas de parcerias locais e internacionais. Cultiva-se esta diversidade de olhares e de intervenções no fórum público, acreditando que, assim, a arte pode alcançar um verdadeiro diálogo transversal na sociedade.

Este evento de dança contempla artistas portugueses e estrangeiros, emergentes ou já reconhecidos, cujas áreas de trabalho podem ir da dança a disciplinas artísticas que trabalham o corpo e o movimento. Igualmente, é diversificada a tipologia de organizações que acolhem o festival e que contribuem para a dinâmica urbana através de um programa que visa a admiração e a inquietação, ambicionando alcançar e estimular um público também ele plural. Francisco Camacho.

MULTIVERSO

Escolhemos o termo Multiverso como conceito agregador das propostas nacionais e internacionais da nova edição do CUMPLICIDADES. Trazendo-o para o contexto do próximo festival, encontrámo-lo na diversidade de linguagens, biografias, cronologias e distintas geografias, locais, regionais e transnacionais dos artistas aqui reunidos. No momento histórico presente, o CUMPLICIDADES, enquanto plataforma artística, deseja contribuir para a convocação de um humanismo anti-nacionalista, uma prática da diversidade na qual os direitos humanos e democráticos serão denominadores comuns, elementares e essenciais. André Guedes e equipa do festival

Programador Convidado | André Guedes
André Guedes é artista plástico. Estudou Arquitetura e Antropologia do Espaço e é atualmente doutorando no Curso de Belas Artes da FBAUL. Colabora regularmente
como cenógrafo em Teatro e Dança. Recebeu em 2007 o Prémio de Artes Plásticas União Latina.. A sua prática artística combina frequentemente o trabalho de campo com a pesquisa de documentação visual e escrita, explorando questões da história social e política, resultando em instalações, performances, espetáculos de teatro, intervenções no espaço público e projetos editoriais. Os seus trabalhos têm sido expostos, entre outros, na Kunsthalle Lissabon, De Appel, Museu Calouste Gulbenkian, Museu de Serralves, Centro Cultural Montehermoso, Biennale de Rennes, Fondazione Pistoletto, Athens Biennale, Palais de Tokyo e David Roberts Art Foundation.

Enquanto curador foi responsável, entre outros projetos, pela edição de 2005 dos ‘Quadros de Dança’ do Núcleo de Experimentação Coreográfico, e ‘Almanaque’ no contexto do Laboratório de Curadoria de Guimarães Capital da Cultura em 2012.

1. Programação Setembro/ Outubro 2020


YOUR TEACHER PLEASE | ANA RITA TEODORO (PT)
Largo de Residências - Palácio Visconde da Graça
23, 24, 25 Set > 19h30 | M/6 | 80 minutos

Ficha artística
Conferência Dançada Ana Rita Teodoro Apoio Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa)– Bolsa de aperfeiçoamento Artístico, CND (Pantin, França) - Aide à la recherche et au Patrimoine en Danse, Devir-Capa (Faro) e o Kazuo Ohno Dance Studio (Kamihoshikawa, Japão)
Produção Executiva Associação Parasita / Sinara Suzin
Tradução para Inglês - Sabine Macher
Design do libreto Isabel Lucena Figurino Olga Rego

Sinopse
Your Teacher, Please é uma conferência-dançada onde Ana Rita, enquanto aluna, atravessa as práticas de dança butô que lhe foram transmitidas por Yoshito Ohno no seu estúdio. Com o desaparecimento gradual da primeira geração de bailarinos de butô, torna-se essencial voltar aos seus estúdios e coletar os modos de transmissão desta dança, prestando atenção aos efeitos gerados no corpo e na presença dos alunos. Ao pensar a transmissão em dança, procura-se restaurar os processos dinâmicos de fabricação do butô, para melhor se afastar de uma estética que parece congelada no tempo e sem fundo poético restaurado.

ESTÚDIOS ABERTOS | CAL - Primeiros Sintomas | 23 Set
FRAMEWORK | MÁRIO AFONSO (PT)
23 Set > 20h30 | 40 minutos | M/18

Ficha artística
Conceção e Interpretação Mário Afonso Edição
Áudio Bruno de Azevedo
Música “Splanky”, Cout Basie
Produção Carta Branca
Apoios CML - Câmara Municipal de Lisboa, Forum Dança, O Rumo do Fumo, TNDMII - Teatro Nacional Dona Maria II
Agradecimentos Catarina Saraiva, Eduardo Hall, Marília Maria Mira, Miguel Pereira, Nuno Luz, Sofia Campos, Teresa Dias, Rita Bernardes.

Sinopse
Este trabalho surge do interesse em criar um objeto cénico no qual se assume a palavra, o desenho e o gesto como elementos centrais. Um “dueto” com um quadro branco, cuja superfície plana oferece a possibilidade de registar a concretude da palavra e a subjetividade do desenho, nos interstícios da ação determinada do gesto que apaga, que faz tábua rasa para prosseguir. Nesta reflexão em torno do real há uma qualidade festiva, pois não esqueci, naturalmente, a poética do tempo e do lugar em que me encontro. The show must go on!

KAMA | ANA RENATA POLÓNIA (PT)
23 > 21h30 | 30 minutos | M/18

Ficha artística
Criação, Espaço Cénico e Interpretação Ana Renata Polónia
Apoio à Criação e Interpretação Henrique Furtado Vieira
Espaço Sonoro Jorge Queijo
Apoio à Dramaturgia Cristina Planas Leitão
Ilustração Marta Ramos
Desenho de Luz/ Apoio Técnico Pedro Vieira de Carvalho
Apoio à Residência Festival Cumplicidades 2020, Teatro Municipal do Porto, em Campo Alegre, Companhia Instável, Circolando Cooperativa Cultural CRL

Sinopse
“Tudo no mundo é sobre o sexo, exceto o sexo. Sexo é sobre poder.” Oscar Wilde KAMA representa o espaço sobre o qual se propõe explorar o relacionamento entre diferentes géneros. Esta pesquisa coreográfica pretende cruzar técnicas de contacto improvisação com as ilustrações do antigo texto indiano, Kama Sutra de Vātsyāyana, explorando a possível soberania individual que ocorre nestes encontros. Dois corpos que constroem uma narrativa sobre a história dos géneros e os seus eternos conflitos.

DREAM IS THE DREAMER | CATARINA MIRANDA (PT)
CAL - Primeiros Sintomas - Estreia em Lisboa
25 e 26 Set > 21h30 | 27 Set > 19h30 | M/6 | 45 minutos

Ficha artística
Direção Artística, Cenografia, Texto Catarina Miranda Performance André Cabral Conceção Coreográfica Catarina Miranda, André Cabral Suporte Dramatúrgico, Música - Jonathan Saldanha Desenho de Luz Letícia Stryckry Produção Executiva Joana Cardoso Produção SOOPA Co-Produção Teatro Municipal do Porto Difusão Sara Abrantes/Materiais Diversos Suporte DGARTES/ Ministério da Cultura, Materiais Diversos (Lisboa, Portugal), Festival Explore Dance (Romênia), Be My Guest International Network Residências de Criação Pact Zollverein (Essen, Alemanha), Nave (Santiago, Chile), Grand Studio (Bruxelas, Bélgica), WASP (Bucareste, Romênia); EXERCE/CCN-ICI (Montpellier, França), O Espaço do Tempo (Montemor o Novo, Pt), Srishti Institute (Bangalore, Índia) Programas de Formação e Pesquisa EXERCE/CCN-ICI (Montpellier, França), TTT/ Traditional Theatre Training in NOH (Kyoto/Jp) Agradecimentos Cristina Planas Leitão, Luísa Saraiva, Sara Abrantes, Sofia Matos. |imagem José Caldeira

Sinopse
“Dream is the dreamer” é o título para uma evocação espacial, um exercício cénico onde uma topografia ficcional é ativada, estabelecendo um imaginário coletivo, através do desenvolvimento da palavra e do gesto. O palco vazio é intercetado por um protocolo de coordenadas, onde uma sequência de eventos é descrito e incorporada, estabelecendo uma temporalidade cénica. A construção da experiência sensível do corpo começa a partir do exercício de contemplação, onde uma personagem solitária se encontra em contraste com a linha do horizonte. Através da manipulação de matérias plásticas, as dimensões monstruosas e humanas de um corpo-pele-carne, são colocadas em relação e evidência.

UMA TARDE NO MUNDO. MUSEU DE LISBOA
03 Out > A partir de 15h
SEM TÍTULO (####) | VÂNIA ROVISCO (PT)
MUSEU DE LISBOA – Palácio Pimenta
03 Out | M/6 | 90 a 120 minutos

Ficha artística
Conceção Vânia Rovisco
Atmosfera Sonora Marcus Rovisco
Assistência ao Objeto figurino Mafalda Fialho

Sinopse
Um fractal é um padrão sem fim. Fractais são padrões infinitamente complexos, similares a si próprios em diferentes escalas. São criados repetindo um processo simples num loop de feedback contínuo. Impulsionados por uma repetição infinita, os fractais são imagens de sistemas dinâmicos - imagens do Caos. Existem, enquanto formas geométricas na nossa dimensão mais familiar. Os padrões fractais são extremamente habituais, uma vez que a Natureza está cheia de fractais. Por exemplo: árvores, rios, linhas costeiras, montanhas, nuvens, conchas do mar, furacões, etc. Existem também fractais abstratos, como o Mandelbrot Set, gerados por computador, que calculam uma equação simples repetidas vezes. A instalação é inspirada na escultura Burning in a Forbidden Sea (2011) de Rui Chaves.
... nothing is solid, everything is energy, radiating, repeating
... vibration of absorption to reflection and dispersion of form in matter

SALÃO PARA O SÉCULO XXI | ISABEL COSTA (PT)
MUSEU DE LISBOA – Palácio Pimenta / M/6

Ficha artística
Criação - Isabel Costa
Intérpretes - Filipa Matta, Frederico Barata, Isabel Costa e João
Pedro Mamede
Apoio à Dramaturgia - Daniel Gamito Marques

Sinopse
Salão Para o Século XXI é uma peça de Isabel Costa desenvolvida na residência Interferências, na Companhia Olga Roriz, em 2019. Um salão de arte é habitado por seres humanos que gastam o seu tempo a refinar a sua forma de falar, de conversar. Nada existe além dos seus corpos e da natureza escorregadia dos seus pensamentos. Neste salão, privilegiam-se as conversas, o pensamento e o ócio que move o mundo.

SEM TÍTULO (REENCONTROS NO PALÁCIO DE VERÃO) | RITA VILHENA (PT)
MUSEU DE LISBOA – Palácio Pimenta
03 Out > | M/16 | Duracional

Ficha artística
Conceito/ Criação/ Performance Rita Vilhena
Música Diogo Alvim, "Run the World (Girls)" de Beyoncé Produção Partícula Extravagante e Baila Louca

Sinopse
Um solo adaptado, desmantelado e reconstruído para o Palácio Pimenta (séc XVIII). Recuperando a personagem do solo #VIBRA #DOR, Rita Vilhena faz uma performance descontínua pelos espaços do palácio. Esta performance reflete as questões do feminino, o estereótipo da mulher e do corpo domesticado. Uma peça com visão não binária e interseccional da realidade, que pretende exagerar a diferença entre dentro e fora, por cima e por baixo, masculino e feminino, com e contra, com o propósito de questionar uma aparência de ordem. O desafio é fazer uma fricção temporal deste corpo mulher neste espaço onde os objetos se tornaram peças de museu.

INSÓLIDO | SÉRGIO MATIAS (PT)
MUSEU DE LISBOA – Palácio Pimenta
03 Out | M/12 | Duracional

Ficha artística
Direção Artística, Figurino, Música Sérgio Diogo Matias
Apoio à Dramaturgia Ivo Saraiva e Silva e Telma João Santos
Texto Ivo Saraiva e Silva
Documentação e Investigação Telma João Santos
Fotografia Teresa Lopes da Silva
Residências Artísticas Companhia Olga Roriz, Forum Dança, 23 Milhas em Ílhavo, Musibéria, Estúdios Victor Córdon, Teatro Campo Alegre, no Porto.
Apresentações Galeria – Espaço Santa Catarina, Festival Cumplicidades, Musibéria.

Sinopse
Há uma dança que me acompanha. Um movimento que caminha ao meu lado. O meu ser. Ser Sérgio. Ser antes de Sérgio. Ser enquanto Sérgio. Ser sério. Ser a sério. - Ivo Silva “Insólido” é uma performance-instalação-concerto em torno de um corpo que procura inscrever-se. Ele percorre o limbo entre a ilusão e o foco, em contínuo alerta. Um olhar sobre a memória interseccional e dinâmica. Uma viagem por várias questões que permeiam a criação artística e que têm sido recorrentes no percurso de Sérgio Diogo Matias: a importância do corpo-memória, a reconstrução contínua desse corpo, e a persistência num lugar de multiplicidades e referências entre as artes visuais, a performance e a dança. A descoberta do som, da voz, da palavra e do texto participam como novas ferramentas e novos geradores de sentido. O corpo como centro desformatado, desvirtuado e, no entanto, possível.

 

A BESTA, AS LUAS (trabalho em processo) | ELIZABETE FRANCISCA (PT)
MUSEU DE LISBOA – Palácio Pimenta
03 Out | M/12 | 30 minutos

Ficha artística
Criação e Interpretação Elizabete Francisca
Conceção Sonora e Operação ao Vivo Kino
Sousa Figurino Carlota Lagido
Produção Elizabete Francisca e O Rumo do Fumo
Agradecimentos Associação Luzlinar/ Projeto Pontes, A Casa do Burrikórnio, Damas Bar, Carlos Manuel Oliveira e em especial a Julia Salem
O Rumo do Fumo é uma estrutura financiada pela República Portuguesa - Cultura | DGArtes.

Sinopse
Fortemente baseada no verso “eu não obedeço porque sou molhada” da canção “Banho” interpretada por Elza Soares, proponho enunciar, através de gestos e sons, uma representação possível da geografia política de um corpo não submisso. Perante “uma vida absurda como a que nos fazem as leis”*, ordens políticas com dramático impacto sobre a existência da diferença e da multiplicidade, na qual tantos corpos e tantas vozes dificilmente podem existir, é urgente reivindicar um lugar de resistência, transformando possíveis fragilidades em flechas e potências. O corpo como arma política, o último reduto de qualquer experiência, pois se é nele que se pode rever verdadeiramente as consequências de um sistema, é através dele que se pode reverter processos e por isso realidades: um grito. De afirmação de uma individualidade, em reconciliação profunda com a sua identidade e sexualidade: do sexo à cabeça, da cabeça ao cosmos, do cosmos ao chão. Uma possível reza em linha reta para nos mantermos de pé.
*frase retirada do livro Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett, 1846

ATO INVISÍVEL | SEZEN TONGUZ (PT)
MUSEU DE LISBOA – Palácio Pimenta
03 Out | M/12 | 35 minutos

Ficha artística
Conceção, Direção Artística, Interpretação Sezen Tonguz
Assistência Artística e Fotografia Vera Francisco
Residências de Criação Tanzquartier Wien, Buitenwerkplaats
Apoios Kultur Kontakt Austria, Tanzquartier Wien Agradecimentos Özlem Alkış, Walter Heun, Marko Milic, Müge Olacak

Sinopse
Territórios que nunca pisamos antes estão na ponta dos dedos. Os limites entre o que nos pertence e onde pertencemos tendem a mudar de um minuto para o outro. Formamos um corpo coletivo que pertence a várias origens, idiomas, geografias e nações que recompõem continuamente o nosso ecossistema. Ato invisível reflete a natureza das nossas menores ações e os seus efeitos no mundo em que vivemos e convida-nos a refletir sobre uma ecologia do agora com ênfase na efemeridade da existência humana na Terra. O solo e o corpo da performer compõem uma tela de paisagens em constante mudança e esculpem um terceiro corpo em movimento. O solo torna-se a extensão do corpo e cobre tudo. Devir-se solo. Devir-se terra.


TALK on-line sobre o seu trabalho | SINA SABERI (IR)
04 Out > 16h | 30 minutos | Plataforma www.festivalcumplicidades.pt

Sina Saberi foi um dos artistas internacionais selecionados para a edição do Cumplicidades 2020. A apresentação de seu espetáculo Damnoosh estava prevista para acontecer em Março de 2020, mas devido ao COVID-19 precisou ser cancelada. Para que o público português não perdesse de todo a oportunidade de conhecer um pouco do Sina e do seu trabalho, convidamo-lo a participar de uma Talk on line onde o artista irá falar um pouco de si e de seu trabalho que seria apresentado em Lisboa.

Sobre Sina Saberi
Artista e intérprete independente nascido no Teerão em 1988; e com uma bagagem nas áreas de literatura, instrução e comunicação, Sina encontrou o seu caminho nas artes performativas em 2012. Primeiramente como performer em várias produções iranianas e rapidamente passando para teatro físico e finalmente para movimento. Em 2017, realizou Damnoosh, uma crítica à sua própria posição como bailarino adventício do Irão, onde a dança é “proibida”. Sina encontra-se em colaboração com vários artistas e autores pelo mundo fora, fundindo a prática através de diferentes disciplinas e comunidades. Em 2017 fundou Kahkeshān, uma organização comunitária dedicada à pesquisa e criação de dança.

HIP. A PUSSY POINT OF VIEW | PINY (PT)
CENTRO CULTURAL DE BELÉM/ BLACK BOX
30 e 31 Out > 19h | M/16 | 60 minutos
31 Out > Período da manhã | Workshop

Ficha artística
Conceito, Coreografia, Interpretação e HIPzine Piny
Sonoplastia Pedro Coquenão
Design de Iluminação Carolina Caramelo
Edição Vídeo Maria Antunes
Figurinos Veronique Divine e Piny
Pesquisa de Dança com Blaya, Louise L'Amour, Catarina Branco, Stella Capapelo, Carina Russo e Ariane Magri
Coprodução Teatro Municipal do Porto / DDD - Festival Dias da Dança Residências Artísticas Teatro Municipal do Porto, Teatro do Campo Alegre; O Espaço do Tempo; Estúdio Victor Córdon em Residências Artísticas.

Sinopse
Este solo é um quase manifesto. Cru, cheio de dúvida. É um combate, um discurso, um desfile, um cabaret e um espaço sagrado. Não existe narrativa, só um corpo de referências, como um sonho desorganizado numa noite sem descanso. É acerca da anca. Da carne, da massa, do contentor. É um grito contido. Tudo sem geografia definida, a não ser a do corpo. O feminino e masculino de ser mulher num espaço social e político de poder e vulnerabilidade, na reivindicação de liberdade, diversão, prazer e dor.

 

2. Programação entre Fevereiro/ Março 2021
CHRONICLE | MARTHA GRAHAM (EUA) / COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO (PT)
M/6 | 60 minutos (em sessão dupla com A Mesa Verde)

Ficha artística
Coreografia e Figurinos Martha Graham
Música Wallingforg Riegger
Desenho de Luz original Jean Rosenthal
Reconstrução de Desenho de Luz original de Steps In The Street David Finley
Reconstrução de Desenho de Luz original de Spectre - 1914 e Prelude To Action Steven L. Chelley
Interpretação Bailarinos da CNB
Estreia Absoluta Nova Iorque, Guild Theatre, 20 De Dezembro De 1936

Sinopse
Estreado em dezembro de 1936, Chronicle é uma resposta da coreógrafa americana Martha Graham à ameaça do fascismo na Europa. Não traduzindo uma representação realista dos acontecimentos, a intenção é ntes universalizar a tragédia da guerra. Originalmente criado em cinco secções, foi, entretanto, remontado pela Martha Graham Dance Company, e é hoje apresentado numa versão reduzida a três secções, a primeira Spectre-1914, depois Steps in the Street e a terceira Prelude to Action. Esta é a primeira obra de Martha Graham a integrar o repertório da CNB. Dançar em Tempo de Guerra é um programa que reúne duas obras e coreógrafos de grande referência do século XX, Martha Graham e Kurt Jooss. Chronicle e A Mesa Verde, ambas criadas na década de 30 do século passado, refletem as inquietações dos seus autores sobre a ideia de guerra.

A MESA VERDE | KURT JOOSS (DE) / COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO (PT)
M/6 | 60 minutos (em sessão dupla com Chronicle)

Ficha artística
Coreografia Kurt Jooss
Música Fritz Cohen Projeto Hein Heckroth
Libreto Kurt Jooss
Desenho de Luz Hermann Mankard
Interpretação Bailarinos da CNB
Estreia Absoluta Paris, Théâtre des Champs-Elysées, 3 de julho de 1932 | Estreia CNB em
Lisboa, São Luiz Teatro Municipal, 13 de maio de 1984

Sinopse
Em Julho de 1932, o coreógrafo alemão Kurt Jooss estreou A Mesa Verde no Théâtre des Champs-Elysées em Paris. Inspirado por uma dança da morte medieval e pelo rescaldo da I Guerra Mundial, esta obra retrata várias facetas da guerra: o debate, a mobilização, o combate, a especulação de guerra, os refugiados e, novamente, o debate; a morte está sempre presente. Considerada uma das obras coreográficas mais marcantes do século XX, A Mesa Verde é também o mais emblemático trabalho de Jooss, tendo recebido o primeiro prémio do Concurso de Coreografia organizado por Les Archives International de la Danse em Paris. A Mesa Verde integrou o repertório da CNB em 1984 e foi dançada pela última vez por esta Companhia há 33 anos. Dançar em Tempo de Guerra é um programa que reúne duas obras e coreógrafos de grande referência do século XX, Martha Graham e Kurt Jooss. Chronicle e A Mesa Verde, ambas criadas na década de 30 do século passado, refletem as inquietações dos seus autores sobre a ideia de guerra.

MINA | CARLOTA LAGIDO (PT)
SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL – Nova criação | Estreia absoluta
4 Mar > 20h | 5 e 6 Mar > 21h | 7 Mar> 17h30 | M/16 | 90 minutos

Ficha artística
Conceção e Direção Artística Carlota Lagido
Consultoria Ana Cristina Cachola, Shahd Wadi, Filipa Valladares
Interpretação Aurora Pinho, Carlota Lagido, Elizabete Francisca, Francisca Manuel, Joana Castro, Joana Levi, Lula Pena, Mafalda Oliveira, Marta Moreira, Shahd Wadi, Tita Maravilha, Thamiris Carvalho, Xana Novais
Design de Cena Carlota Lagido Vídeo Carlota Lagido, Francisca Manuel Luz Mafalda Oliveira
Fotografia de Cena Joana Linda Produção e Gestão ORG.I.A Produção Executiva Marta Moreira Coprodução EIRA, Festival Cumplicidades e São Luiz Teatro Municipal Apoio PI- Produções Independentes, Bolsa Self Mistake, Programa de Residências Artísticas Alkantara, Latoaria, Fundação GDA, República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes

Sinopse
Mina é um projeto que se assume feminista, transfeminista e interseccional. É um manifesto sobre mulheres que viveram diferentes épocas, viveram conflitos de desigualdade e violência de género específicos de cada época, muitos presentes hoje. Outras revolucionaram o mundo e muitas foram aniquiladas pelo poder patriarcal. Muitas dessas mulheres não estarão presentes agora, mas as suas auras fantasmáticas sim, através do seu pensamento, dos seus percursos de vida, profissionais e artísticos.

I COULD WRITE A SONG | NUNO LUCAS (PT)
BIBLIOTECA DE MARVILA
5 e 6 Mar 2021 | M/6 | 60 minutos

Ficha artística
Coreografia, Texto e Performance Nuno Lucas
Co-escritor e Dramaturgo Frédéric Danos
Desenho de Som Cristián Sotomayor
Desenho de Luz Bertrand Saunier
Fotografia Esther Quade
Produção Association Petit Plus
Co-produção Festival Artdanthé -Théâtre de Vanves Difusão O Rumo do Fumo Apoio CAMPO (Bélgica), Ménagerie de verre (França), Centre National de la Danse (França), Fórum Dança (Portugal), ACCCA (Portugal). O Rumo do Fumo é uma estrutura financiada pela República Portuguesa -Cultura | DGArtes - Direcção Geral das Artes

Sinopse
"Não falamos nada mais do que de nós próprios". É esta frase do psicanalista francês Jacques Lacan, que está sem dúvida na origem deste monólogo do coreógrafo e performer Nuno Lucas. Desta vez, ele está sozinho em palco. Mas convoca personagens que o assombraram e que o assombram, trazendo-as para o presente. A sua avó, os seus pais, namoradas, amigos, colegas de trabalho, companheiros, estranhos, todos eles fazem parte do universo deste imigrante português que vive em Paris. Não são apenas recitações de memórias ou factos pessoais, mas sim um mergulho poético e lúdico no espaço interior das nossas emoções. Todas estas experiências são transpostas num campo semântico de palavras, criando um ritmo que poderia parecer tratar-se de uma canção ("I Could Write a Song"). Uma partitura de palavras que não são mais do que uma chamada à interioridade de cada espetador. Nuno Lucas parte de situações simples, por vezes anedotas, que não podem evitar de reenviar o público para as suas próprias histórias. Uma tentativa de criar laços de intimidade e proximidade com algo que nos é desconhecido.


EQUIPA CUMPLICIDADES 2020
Direção Artística
Francisco Camacho
Curadoria Nacional
André Guedes
Curadoria Internacional
Sara Machado
Direção de Produção
Marta Vieira
Tiago Sgarbi
Produção e Comunicação
Sara P. Mendes
Administrativo/ Financeiro
Teresa de Brito
Direção Técnica
João Chicó
Design
Ana Freitas - Many Islands
Web Development
Héloïse Marechal

 

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