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2ª edição de cumplicidades

Written by  Mafalda Simões fts José Fernandes Maozorra e Sim Sakaoğlu

  

Na sequência do comunicado emitido pelos espaços associados ao festival: São Luiz Teatro Municipal, Museu de Lisboa - Palácio Pimenta, Rua das Gaivotas 6, CCB, CAL - Primeiros Sintomas e Bibliotecas Municipais (segundo o Plano Nacional de Preparação e Resposta à Doença por novo Coronavírus (Covid-19); e devido ao cancelamento de voos provenientes de zonas de risco o Festival informa, que as atividades se encontram neste momento canceladas. 

Iremos apenas terminar os espetáculos já em curso: "I Could Write a Song" de Nuno Lucas, "Dançar em Tempo de Guerra" da Companhia Nacional de Bailado e a exposição aberta da Casa da Cerca que não irá ter inauguração; até aviso contrário. Agradecemos a compreensão de todos e esperamos voltar em breve com novidades sobre os espetáculos que ficaram pendentes.

O Festival CUMPLICIDADES configura-se como um novo acontecimento em cada edição, variando no formato e na linha programática. Tal acontece com a cumplicidade de um/a programador/a que é diferente de cada vez, assegurando um olhar renovado sobre o panorama criativo na área da dança. Em torno desta programação articulam-se outras propostas de parcerias locais e internacionais. Cultiva-se esta diversidade de olhares e de intervenções no fórum público, acreditando que, assim, a arte pode alcançar um verdadeiro diálogo transversal na sociedade.

Este evento de dança contempla artistas portugueses e estrangeiros, emergentes ou já reconhecidos, cujas áreas de trabalho podem ir da dança a disciplinas artísticas que trabalham o corpo e o movimento. Igualmente, é diversificada a tipologia de organizações que acolhem o festival e que contribuem para a dinâmica urbana através de um programa que visa a admiração e a inquietação, ambicionando alcançar e estimular um público também ele plural. Francisco Camacho.

MULTIVERSO

Escolhemos o termo Multiverso como conceito agregador das propostas nacionais e internacionais da nova edição do CUMPLICIDADES. Trazendo-o para o contexto do próximo festival, encontrámo-lo na diversidade de linguagens, biografias, cronologias e distintas geografias, locais, regionais e transnacionais dos artistas aqui reunidos. No momento histórico presente, o CUMPLICIDADES, enquanto plataforma artística, deseja contribuir para a convocação de um humanismo anti-nacionalista, uma prática da diversidade na qual os direitos humanos e democráticos serão denominadores comuns, elementares e essenciais. André Guedes e equipa do festival

Programador Convidado | André Guedes
André Guedes é artista plástico. Estudou Arquitetura e Antropologia do Espaço e é atualmente doutorando no Curso de Belas Artes da FBAUL. Colabora regularmente
como cenógrafo em Teatro e Dança. Recebeu em 2007 o Prémio de Artes Plásticas União Latina.. A sua prática artística combina frequentemente o trabalho de campo com a pesquisa de documentação visual e escrita, explorando questões da história social e política, resultando em instalações, performances, espetáculos de teatro, intervenções no espaço público e projetos editoriais. Os seus trabalhos têm sido expostos, entre outros, na Kunsthalle Lissabon, De Appel, Museu Calouste Gulbenkian, Museu de Serralves, Centro Cultural Montehermoso, Biennale de Rennes, Fondazione Pistoletto, Athens Biennale, Palais de Tokyo e David Roberts Art Foundation.

Enquanto curador foi responsável, entre outros projetos, pela edição de 2005 dos ‘Quadros de Dança’ do Núcleo de Experimentação Coreográfico, e ‘Almanaque’ no contexto do Laboratório de Curadoria de Guimarães Capital da Cultura em 2012.

A edição 2020 do CUMPLICIDADES assentará em 3 eixos

1. Programação Artística | Nacional e Internacional 2. Atividades Paralelas | Workshops, Talks e Estúdios Abertos 3. Projeto Educativo | Dançar a Memória e Passaporte da Dança

PROGRAMAÇÃO
Uma parte significativa da programação nacional foi definida com base nas propostas submetidas à convocatória lançada em Dezembro de 2018. Pensar esta área do programa levou à reflexão (inevitável) sobre os fatores que definem e balizam, atualmente, o conceito de “nacional”, versus o de “internacional” ou estrangeiro. Ele inclui não só os artistas nascidos no país, como também, e cada vez mais, os artistas estrangeiros que aqui residem, e todos aqueles portugueses que desenvolveram (ou desenvolvem) uma formação e um percurso profissional fora de Portugal. Assim, à sua modesta escala, desejamos que esta secção apresente uma leitura, parcial, é certo, da paisagem de criação artística mais imediata, “nacional”.
Já a programação internacional continua a fomentar o diálogo com o Mediterrâneo e o Médio Oriente, regiões que se assumiram prioritárias desde a conceção do festival. Em resposta às constantes alterações políticas e sociais de que muitos países são alvo, a dança contemporânea surge como uma voz indagadora, um discurso acelerado e pujante que reclama a importância da criação artística, da necessidade em preservar o património coreográfico, de reativar um repertório.

UMA TARDE NO MUNDO

É uma secção pensada para acontecer durante uma tarde em dois espaços expositivos da cidade, o Museu de Lisboa e a Culturgest, com espetáculos e performances em diálogo com os seus contextos espaciais, institucionais e museográficos.Decorrendo em diferentes áreas de cada edifício, as performances reunidas durante estas duas tardes existirão assim, simbolicamente, enquanto omissão de tudo o que existirá fora destes locais.

ATIVIDADES PARALELAS
Ao longo do festival serão organizados um conjunto de Workshops, Talks e Estúdios Abertos, promovendo o encontro cúmplice e a partilha de experiências. As atividades paralelas têm como principal objetivo proporcionar novos conhecimentos e metodologias a todos os participantes, quer sejam profissionais, entusiastas ou simplesmente curiosos.

PROJETO EDUCATIVO
O projeto educativo divide-se este ano em 2 atividades diferentes, que promovem o acesso à cultura e à dança através de diferentes contextos. O projeto Dançar a Memória,  com a intenção de formação da comunidade universitária sobre a história da dança e importância do repertório; Passaporte da Dança , que proporciona o acesso gratuito a diversas aulas de dança, voltadas a todos os públicos.

1. Programação Artística | Nacional e Internacional

SANDÁLIAS DE PELE DE PORCO | JOÃO PENALVA (PT)
APPLETON - Nova criação | Estreia absoluta
06 Mar > 19h - 07 Mar > 20h - 08 Mar > 16h | M/12 | 65 minutos

Ficha artística
Direção João Penalva Intérpretes Annabelle Barnes, Catarina Lourenço e Brent Williamson - Bailarinos da Companhia Nacional de Bailado e Rui Lopes Graça Agradecimentos Companhia Nacional de Bailado

Sinopse
Sandálias de pele de porco apresenta uma nova versão de uma peça de João Penalva, de 1999, intitulada Wallenda, em que o artista assobiou na íntegra A Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky.
Nesta versão, João Penalva justapõe a história e o processo deste seu empreendimento com a experiência de outros artistas que, como bailarinos, foram intérpretes desta peça musical que, em 1913, no Théâtre des Champs Elysées, de Paris, revolucionou a história da música e da dança do século XX. Sandálias de pele de porco combina voz, projeções de vídeo, textos, e som gravado, e
continua a tradição de revisitar essa peça musical ímpar.


GLIMPSE | JOSEFA PEREIRA (BR/PT)
GALERIAS MUNICIPAIS | Galeria Quadrum - Nova criação | Estreia absoluta
06 e 07 Mar > 19h30 - 08 Mar > 18h | M/12 | 45 minutos

Ficha artística
Conceção e Performance Josefa Pereira Luz Luis Moreira Fotografia Aline Belfort Assistência de Produção Mafalda Jacinto Ambiente Sonoro Cigarra Colaborações Daniel Lühman, Elisabete Finger, Maura Grimaldi, Natália Mendonça, Patrícia Bergantin, Taygoara Schiavinoto Moura Ramos Residências EM TRÂNSITO -Temps d'Images, Estúdios Victor Córdon [Lisboa-PT); Musibéria (Serpa-PT); AS Graduate School; Espaços de trabalho - Forum Dança; Polo Cultural Gaivotas Agradecimentos Vitor George, Lucas Camargo de Barros, Jeroen Fabius

Sinopse
Glimpse é um vislumbre, uma visão breve e parcial de algo. Nesta peça, um corpo oscila entre os seus próprios opostos. Lado direito e lado esquerdo tensionam simultaneamente entre continuidade e interrupção, a partir de um dispositivo que propõe possíveis reentrâncias geradas pela fissura dessa bipartição supostamente simétrica.


Um corpo pode ser dividido ao meio: em cima embaixo, direita e esquerda, frente e trás. Podemos também dividir o mundo em norte e sul, leste e oeste, nomear dois géneros: masculino e feminino. Ou ainda traçar indivíduo e comunidade, o humano e o animal, ou o humano e o inumano - o homem e seus monstros, movidos pelo desejo de limitar, contornar, ou planificar dimensões complexas. Mas a cada bipartição arbitrariamente traçada, poderíamos também rastrear outras dimensões que revelam novas fissuras e frestas para serem adentradas e tomadas como novos modos de existir, com facetas e dimensões potencialmente desconhecidas em multiplicidade, direções e durações.


BANANAS | ADRIANA GRECHI (BR/PT)
GALERIAS MUNICIPAIS | Galeria Quadrum - Estreia em Lisboa
06 e 07 Mar > 21h - 08 Mar > 19h30 | M/16 | 40 minutos

Ficha artística
Conceção e Direção Adriana Grechi Performance e Co-criação Bruna Spoladore, Lívia Seixas e Nina Giovelli Provocadores Robert Steijn e Marcelo Evelin Trilha Sonora Dudu Tsuda | Produção Amaury Cacciacarro Filho|imgem Jónia Guimarães

Sinopse
BANANAS examina o género enquanto invenção de poder. O trabalho expõe a reiteração dos gestos que formatam corpos considerados masculinos. As performers modulam comportamentos  iscerais, primitivos, espelhando construções imaginárias de uma cultura viril. Insaciável no seu desejo de consumir e descartar coisas, lugares, tempos e pessoas. BANANAS fricciona, desorienta e desempodera fronteiras entre géneros, entre espetador e performer, entre produtor e consumidor de imagens, sentidos, perceções.

ALL ABOUT THE HEART | CANAN YüCEL PEKIÇTEN (TR) 

TEATRO TEATRO TABORDA – Estreia em Lisboa
06 e 07 Mar > 21h | M/6 | 45 minutos

Ficha artística
Conceito, Coreografia e Performance Canan Yücel Pekiçten Som e Design da Música Etem Kaplan Gravações de Voz Umut Tingür (Basso), Ozan Zencir (Piano) and Burcu Soysev (Soprano) Vídeo Canan Yücel Pekiçten, Metin Çavuş Cinematografia Canan Yücel Pekiçten, Soetkin Verstegen | Design de Luz Utku Kara Agradecimentos Kone Foundation, The Swedish Arts Grants Committee, Tuğçe Tuna, Bora Pekiçten, Ayrin Ersöz, Nurten Özata, Gun Lund. Imagem Murat Dürüm

Sinopse
Inserida dentro da dança contemporânea, Canan Yücel Pekiçten abre para o público as portas do coração de três mulheres, ao trazer para o palco a sua visão não convencional de três personagens femininas icónicas de três obras primas diferentes. A Rainha de Der Zwerg Lied; Pohjan Neito, personagem que dá título à primeira ópera escrita em finlandês e Cio-Cio-San de Madame Butterfly são as personagens a quem são concedidas uma nova vida através desta performance com um centro e perspetiva feminino. Com estas três peças solo podemos testemunhar a metamorfose de três personagens femininas que foram criadas através de um ponto de vista sexista.

DANÇA SEM VERGONHA | DAVID MARQUES (PT)
RUA DAS GAIVOTAS 6 - Nova criação | Estreia absoluta
06 e 07 Mar > 21h30 | M/16 | 50 minutos

Ficha artística
Criado e Dançado por David Marques DJ set ao vivo Joe Delon Espaço Tiago Cadete Vídeo Diogo Brito Figurino Tiago Loureiro Olhar Exterior Patrícia Milheiro Residências Estúdios Victor Córdon e EIRA/Teatro da Voz Produção executiva Vítor Alves Brotas - Agência 25 Co-produção PARCA, EIRA/Festival Cumplicidades Apoio Curtas de Dança 2019 – Festival DDD Dias de Dança (para o desenvolvimento do vídeo), Self-Mistake – Bolsa de Experimentação Fotografia promocional Ágata Xavier

Sinopse
'Nos últimos anos, tenho procurado formas de dançar e razões para dançar. Apercebi me, enquanto dançava em casa, nos estúdios e em discotecas, de um prazer comum nestes contextos que me fazia continuar. Com poucas ou nenhumas testemunhas, esta dança paralela de prazer pareceu-me surgir entre um formalismo musical e uma expressividade emocional sem constrangimentos. A minha 'dança sem vergonha' talvez exista apenas no teatro e só seja possível pelo cruzamento de vários espaços, tempos e motivações: o quarto que associo ao tempo da infância, a discoteca que associo ao tempo da adolescência e o estúdio que associo à idade adulta. Ao teatro associo o tempo do presente, durante uma performance, de ambos espetadores e intérpretes. Dançada por mim, esta dança-sensação é imediata e refletida, simples e complexa, referencial e naif, abstrata e simbólica, séria e divertida, íntima e partilhada, técnica e despreparada.' David Marques, Novembro de 2019

ORÁCULO | SARA ANJO E TERESA SILVA (PT)
TEATRO DO BAIRRO ALTO - TBA - Nova criação | Estreia absoluta
07 Mar > 21h30 - 08 Mar > 17h30 | M/6 | 60 minutos

Ficha artística
Direção Artística Sara Anjo e Teresa Silva Criação em Colaboração com Ana Maria Silva, Artur Pispalhas, Filipe Pereira e Jean-Baptiste Veyret-Logerias Co-produção Teatro do Bairro Alto em colaboração com Eira/Festival Cumplicidades Apoio Fundação Calouste Gulbenkian e República Portuguesa-Cultura/Direção-Geral das Artes Apoio residências O Espaço do Tempo, Estúdios Victor Córdon, O Rumo do Fumo e Pólo Cultural das  Gaivotas Agradecimentos Sara Machado, Cátia Mateus e Anabela Mendes. | Imagem Joana Linda

Sinopse
Pode o corpo ser um oráculo? Este é um exercício hipotético que, mais do que procurar respostas, escuta, observa, lê, interpreta sinais e símbolos de forma a criar possibilidades. Confronta-nos no presente com o momento da ação e suspende a obsessão pelo futuro. O escuro do teatro torna se o meio para iluminar algo menos visível e mais oculto e a experiência teatral pode revelar-se como uma perspetiva real e transformadora. Oráculo lança o convite para juntos praticarmos outras formas de vidência.

HEROES | KHOULOUD YASSINE (LB)
SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL – Estreia em Lisboa
11 e 12 Mar > 19h | M/6 | 50 minutos

Ficha artística
Conceito e Coreografia Khouloud Yassine Cenografia Fadi Yeni Turk Música Khaled Yassine Produção Rami Nihawi Fotografia Greg Demarque Assistência Nisrine Yassine Comunicação be:kult Coprodutores e outros Parceiros Arab Fund For Art And Culture (AFAC), Mophradat, Focus Liban, Instituto Francês do Líbano, Zoukak Theatre Company. Imagem Greg Demarque

Sinopse
Uma criação focada no tema das representações do corpo na relação com o poder, questionando o corpo como um meio de influência mediatizado através da imagem de si próprio. “É o poder que cria a imagem? Como é que o corpo de alguém se torna um símbolo de poder?”, são algumas das perguntas trabalhadas em Heroes.

I COULD WRITE A SONG | NUNO LUCAS (PT)

CASA INDEPENDENTE
11, 12, 13 Mar > 19h | M/6 | 60 minutos

Ficha artística
Coreografia, Texto e Performance Nuno Lucas Co-escritor e Dramaturgo Frédéric Danos Desenho de Som Cristián Sotomayor Desenho de Luz Bertrand Saunier Fotografia Esther Quade Produção Association Petit Plus Co-produção Festival Artdanthé - Théâtre de Vanves Difusão O Rumo do Fumo Apoio CAMPO (Bélgica), Ménagerie de verre (França), Centre National de la Danse (França), Fórum Dança (Portugal), ACCCA (Portugal). O Rumo do Fumo é uma estrutura financiada pela República Portuguesa - Cultura | DGArtes - Direcção Geral das Artes.

Sinopse
"Não falamos nada mais do que de nós próprios". É esta frase do psicanalista francês Jacques Lacan, que está sem dúvida na origem deste monólogo do coreógrafo e performer Nuno Lucas. Desta vez, ele está sozinho em palco. Mas convoca personagens que o assombraram e que o assombram, trazendo-as para o presente. A sua avó, os seus pais, namoradas, amigos, colegas de trabalho, companheiros, estranhos, todos eles fazem parte do universo deste imigrante português que vive em Paris. Não são apenas recitações de memórias ou factos pessoais, mas sim um mergulho poético e lúdico no espaço interior das nossas emoções. Todas estas experiências são transpostas num campo semântico de palavras, criando um ritmo que poderia parecer tratar-se de uma canção ("I Could Write a Song"). Uma partitura de palavras que não são mais do que uma chamada à interioridade de cada espetador. Nuno Lucas parte de situações simples, por vezes anedotas, que não podem evitar de reenviar o público para as suas próprias histórias. Uma tentativa de criar laços de intimidade e proximidade com algo que nos é desconhecido.

 

CHRONICLE | MARTHA GRAHAM (EUA) / COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO (PT)
TEATRO CAMÕES - CNB
11, 12, 13 Mar > 21h - 14 Mar > 18h30 | M/6 | 60 minutos (em sessão dupla com A
Mesa Verde)

Ficha artística
Coreografia e Figurinos Martha Graham Música Wallingforg Riegger Desenho de Luz original Jean Rosenthal Reconstrução de Desenho de Luz original de Steps In The Street David Finley  reconstrução de Desenho de Luz original de Spectre - 1914 e Prelude To Action Steven L. Chelley | Interpretação Bailarinos da CNB Estreia Absoluta Nova Iorque, Guild Theatre, 20 De Dezembro De 1936

Sinopse
Estreado em dezembro de 1936, Chronicle é uma resposta da coreógrafa americana Martha Graham à ameaça do fascismo na Europa. Não traduzindo uma representação realista dos acontecimentos, a intenção é antes universalizar a tragédia da guerra. Originalmente criado em cinco secções, foi, entretanto, remontado pela Martha Graham Dance Company, e é hoje apresentado numa versão reduzida a três secções: Spectre-1914, Steps in the Street e Prelude to Action. Esta é a primeira obra de Martha Graham a integrar o repertório da CNB. Dançar em Tempo de Guerra é um programa que reúne duas obras e coreógrafos de grande referência do século XX, Martha Graham e Kurt Jooss. Chronicle e A Mesa Verde, ambas criadas na década de 30 do século passado, refletem as inquietações dos seus autores sobre a ideia de guerra.

A MESA VERDE | KURT JOOSS (DE) / COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO (PT)
TEATRO CAMÕES - CNB
11, 12, 13 Mar > 21h - 14 Mar > 18h30 | M/6 | 60 minutos (em sessão dupla com
Chronicle)

Ficha artística
Coreografia Kurt Jooss Música Fritz Cohen Projeto Hein Heckroth Libreto Kurt Jooss Desenho de Luz Hermann Mankard Interpretação Bailarinos da CNB Estreia Absoluta Paris, Théâtre des Champs-Elysées, 3 de julho de 1932 | Estreia CNB - Lisboa, São Luiz Teatro Municipal, 13 de maio de 1984.| Imagem Rodrigo Ferreira

Sinopse
Em Julho de 1932, o coreógrafo alemão Kurt Jooss estreou A Mesa Verde no Théâtre des Champs-Elysées em Paris. Inspirado por uma dança da morte medieval e pelo rescaldo da I Guerra Mundial, esta obra retrata várias facetas da guerra: o debate, a mobilização, o combate, a especulação de guerra, os refugiados e, novamente, o debate; a morte está sempre presente. Considerada uma das obras coreográficas mais marcantes do século XX, A Mesa Verde é também o mais emblemático trabalho de Jooss, tendo recebido o primeiro prémio do Concurso de Coreografia organizado por Les  Achives International de la Danse em Paris. A Mesa Verde integrou o repertório da CNB em 1984 e foi dançada pela última vez por esta Companhia há 33 anos.

Dançar em Tempo de Guerra é um programa que reúne duas obras e coreógrafos de grande referência do século XX, Martha Graham e Kurt Jooss. Chronicle e A Mesa Verde, ambas criadas na década de 30 do século passado, refletem as inquietações dos seus autores sobre a ideia de guerra.

MINA | CARLOTA LAGIDO (PT)
SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL – Nova criação | Estreia absoluta
12 Mar > 20h - 13, 14 Mar > 21h - 15 Mar > 17h30 | M/16 | 90 minutos

 Ficha artística
Conceção e Direção Artística Carlota Lagido Consultoria Ana Cristina Cachola, Shahd Wadi, Filipa Valladares Interpretação Aurora Pinho, Carlota Lagido, Elizabete Francisca, Francisca Manuel,  Joana Castro, Joana Levi, Lula Pena, Mafalda Oliveira, Marta Moreira, Shahd Wadi, Tita Maravilha, Thamiris Carvalho, Xana Novais Design de Cena Carlota Lagido Vídeo Carlota Lagido, Francisca Manuel Luz Mafalda Oliveira Fotografia de Cena Joana Linda Produção e Gestão ORG.I.A Produção Executiva Marta Moreira Coprodução EIRA, Festival Cumplicidades e São Luiz Teatro Municipal Apoio PI- Produções Independentes, Bolsa Self Mistake, Programa de Residências Artísticas- Alkantara, Latoaria, Fundação GDA, República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes 

Sinopse
Mina é um projeto que se assume feminista, transfeminista e interseccional. É um manifesto sobre mulheres que viveram diferentes épocas, viveram conflitos de desigualdade e violência de género específicos de cada época, muitos presentes hoje. Outras revolucionaram o mundo e muitas foram aniquiladas pelo poder patriarcal. Muitas dessas mulheres não estarão presentes agora, mas as suas auras fantasmáticas sim, através do seu pensamento, dos seus percursos de vida, profissionais e artísticos.


THE BALLET OF PAUL ACE AND SUNNY LOVIN | RAÚL MAIA E THOMAS STEYAERT (AT/PT)
CENTRO CULTURAL DE BELÉM/ BLACK BOX - Estreia em Lisboa
12 e 13 Mar > 21h | M/6 | 70 minutos

Ficha artística
Direção Artística e Performance Thomas Steyaert / Raúl Maia Som Peter Kutin/ Raúl Maia/ Thomas Steyaert Cenografia Raúl Maia / Thomas Steyaert Luz Sabine Wiesenbauer Figurinos Irma Saje Assistente de Produção Clélia Colonna Financiamento Cidade de Viena MA7 e Bundeskanzleramt Österreich Kunst und Kultur BKA Co Produção WUK e Im-Flieger Apoio Wild Card programme as part of Life Long Burning project Residências Jatka 78 (CZ), Tala Dance Center (HR), Espaço do Tempo (PT), Sítio / casa do Pombal (PT), Rivoli Teatro Municipal do Porto (PT), Im Flieger (AT).| Imagem Ulli Koch

Sinopse
“The Ballet of Paul Ace and Sunny Lovin“é o terceiro trabalho de palco da dupla de criadores Raúl Maia e Thomas Steyaert. Como em todas as suas criações, a prática artística “non-representational physical communication” está na origem de todos os materiais desenvolvidos, com o principal objetivo de desenvolver formas de comunicação/linguagem física sustentável entre intérpretes sem o uso de gestos/movimentos reconhecíveis. Cada novo projeto, reformula e repensa o potencial artístico da prática, de maneira a criar um novo discurso artístico e uma nova experiência estética. Este terceiro trabalho de palco introduz objetos como mediadores do ato comunicativo entre os intérpretes. Os objetos tornam-se animados como consequência dos diálogos físicos. Maia e Steyaert, comunicam confinados a configurações físicas estáticas, ou restritas que parecem impor uma nova forma de linguagem entre os intérpretes. A soma das diferentes linguagens físicas descortina uma experiência repleta de absurdos, onde o aleatório e o predefinido coexistem numa linguagem só.

 

HIP. A PUSSY POINT OF VIEW | PINY (PT)

CENTRO CULTURAL DE BELÉM/ BLACK BOX
15 Mar > 18h - 16 Mar >21h | M/16 | 60 minutos

Ficha artística
Conceito, Coreografia, Interpretação e HIPzine Piny Sonoplastia Pedro Coquenão Design de Iluminação Carolina Caramelo Edição Vídeo Maria Antunes Figurinos Veronique Divine e Piny Pesquisa de Dança com Blaya, Louise L'Amour, Catarina Branco, Stella Capapelo, Carina Russo, Ariane Magri Coprodução Teatro Municipal do Porto / DDD - Festival Dias da Dança Residências Artísticas Teatro Municipal do Porto - Teatro do Campo Alegre; O Espaço do Tempo; Estúdio Victor Córdon - Residências Artísticas. |Imagem Pedro Jafuno

Sinopse
Este solo é um quase manifesto. Cru, cheio de dúvida. É um combate, um discurso, um desfile, um cabaret e um espaço sagrado. Não existe narrativa, só um corpo de referências, como um sonho desorganizado numa noite sem descanso. É acerca da anca. Da carne, da massa, do contentor. É um grito contido. Tudo sem geografia definida, a não ser a do corpo. O feminino e masculino de ser mulher num espaço social e político de poder e vulnerabilidade, na reivindicação de liberdade, diversão, prazer e dor.

YOUR TEACHER PLEASE | ANA RITA TEODORO (PT)
RUA DAS GAIVOTAS 6
18, 19, 20 Mar > 21h30 | M/6 | 80 minutos

Ficha artística
Conferência Dançada Ana Rita Teodoro Apoio Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) – Bolsa de aperfeiçoamento Artístico, CND (Pantin, França) - Aide à la recherche et au Patrimoine en Danse, Devir-Capa (Faro) e o Kazuo Ohno Dance Studio (Kamihoshikawa, Japão) Produção Executiva Associação Parasita / Sinara Suzin Tradução para Inglês - Sabine Macher Design do libreto Isabel Lucena Figurino Olga Rego. | Imagem Pi-Cheng Wang

Sinopse
Your Teacher, Please é uma conferência-dançada onde Ana Rita, enquanto aluna, atravessa as práticas de dança butô que lhe foram transmitidas por Yoshito Ohno no seu estúdio. Com o  desaparecimento gradual da primeira geração de bailarinos de butô, torna-se essencial voltar aos seus estúdios e coletar os modos de transmissão desta dança, prestando atenção aos efeitos gerados no corpo e na presença dos alunos. Ao pensar a transmissão em dança, procura-se restaurar os processos dinâmicos de fabricação do butô, para melhor se afastar de uma estética que parece congelada no
tempo e sem fundo poético restaurado.


DREAM IS THE DREAMER | CATARINA MIRANDA (PT)
CAL - Primeiros Sintomas - Estreia em Lisboa
19, 20, 21 Mar > 21h30 | M/6 | 45 minutos

Ficha artística
Direção Artística, Cenografia, Texto Catarina Miranda Performance André Cabral Conceção Coreográfica Catarina Miranda, André Cabral Suporte Dramatúrgico, Música - Jonathan Saldanha Desenho de Luz Letícia Stryckry Produção Executiva Joana Cardoso Produção SOOPA Co-Produção Teatro Municipal do Porto Difusão Sara Abrantes/Materiais Diversos Suporte DGARTES/ Ministério da Cultura, Materiais Diversos (Lisboa, Portugal), Festival Explore Dance (Romênia), Be My Guest International Network Residências de Criação Pact Zollverein (Essen, Alemanha), Nave (Santiago, Chile), Grand Studio (Bruxelas, Bélgica), WASP (Bucareste, Romênia); EXERCE/CCN-ICI (Montpellier, França), O Espaço do Tempo (Montemor o Novo, Pt), Srishti Institute (Bangalore, Índia) Programas de Formação e Pesquisa EXERCE/CCN-ICI (Montpellier, França), TTT/ Traditional Theatre Training in NOH (Kyoto/Jp) Agradecimentos Cristina Planas Leitão, Luísa Saraiva, Sara Abrantes, Sofia Matos. |imagem  José Caldeira


Sinopse
“Dream is the dreamer” é o título para uma evocação espacial, um exercício cénico onde uma topografia ficcional é ativada, estabelecendo um imaginário coletivo, através do desenvolvimento da palavra e do gesto. O palco vazio é intercetado por um protocolo de coordenadas, onde uma sequência de eventos é descrito e incorporada, estabelecendo uma temporalidade cénica. A construção da experiência sensível do corpo começa a partir do exercício de contemplação, onde uma personagem solitária se encontra em contraste com a linha do horizonte. Através da manipulação de matérias plásticas, as dimensões monstruosas e humanas de um corpo-pele-carne, são colocadas em relação e evidência.


DAMNOOSH | SINA SABERI (IR)
LARGO RESIDÊNCIAS - Palácio Visconde da Graça - Estreia em Lisboa
20 Mar > 21h - 21 Mar > 19h | M/12 | 60 minutos

Ficha artística
Conceito e Criação Sina Saberi Música Mohammadreza Shajarian & Mohammad Alizadeh - Remisturação Farbod Maeen Figurino Lida Noba Design de Luz Ali Kouzehgar Apoio MaHa dance projects & Kahkeshān. |Imagem Guilia di Vitantonio

Sinopse
Damnoosh é um infusão criada a partir da necessidade de unidade e singularidade. Tem como ponto de partida o Naqqali (uma história dramática clássica da literatura oral iraniana), para reunir as pessoas e convidá-las para um momento de presença coletiva. Sete plantas de sete lugares diferentes do Irão estão presentes no espaço, cada uma trazendo a sua história particular e uma oferenda para o corpo, a mente e para a alma.


UMA TARDE NO MUNDO

AO ESCAPAR O MEU CADÁVER | CATARINA DE OLIVEIRA (PT)
CULTURGEST
08 Mar > 15h30 | M/6 | 30 minutos

Ficha artística
Interpretação, Conceção, Produção Catarina de Oliveira Agradecimentos Zoology
Museum at Cambridge University e Maria Teresa Antunes

Sinopse
Ao Escapar o meu cadáver é narrado pelo fantasma de um Phyllium (inseto folha) que está preso ao seu cadáver, que se encontra nos arquivos do Museu de Zoologia da Universidade de Cambridge (UK). Quando finalmente consegue separar-se do seu cadáver, passa a assombrar uma rapariga que visita os arquivos do museu e tenta manipulá-la de forma a que ela viaje até às plantas onde sempre viveu.

LEVANTAR O MUNDO | GUSTAVO SUMPTA (PT)
CULTURGEST
08 Mar > 16h a 18h30 | M/6 | Duracional

Ficha artística
Criação e Performance Gustavo Sumpta | Ano - 2017 | Produção Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Anozero 2017 Apoios Fundação Calouste Gulbenkian, Artworks Agradecimentos Carlos Antunes, Silvia Gomes, Jorge Neves, Delfim Sardo. | Imagem Adriana Muller

Sinopse
Primeira posição: arranque. Segunda posição: equilíbrio instável. Terceira posição: horizontalidade da estrutura. Quarta posição: preparação da saída. Quinta posição: saída. Repete. Projeto desenvolvido por base na frase de Arquimedes, “Dai-me um ponto de apoio e levantarei o Mundo”. Principio da Alavanca de Arquimedes, Fp x Bp = Fr x Br | Fp é aForça potente, Fr é a Força resistente, Bp é o Braço potente, Br é o Braço resistente.

SEQUÊNCIAS NARRATIVAS COMPLETAS | JOÃO SOUSA CARDOSO (PT)
CULTURGEST - Pequeno Auditório
08 Mar > 17h | M/12 | 60 minutos

Ficha artística
Texto A partir de Álvaro Lapa Criação e Interpretação João Sousa Cardoso Cenografia André Sousa Direção Técnica Miguel Ângelo Carneiro Fotografia de Cena Maria Begasse Produção Isalinda Santos Assistente de Produção Ana Pinto Coprodução Teatro Nacional D Maria II, Teatro Nacional São João, Teatro Viriato, Centro Cultural Vila Flor, Confederação Ano de produção 2019. | Imagem Maria Begasse

Sinopse
Sequências Narrativas Completas é um espetáculo concebido pelo artista João Sousa Cardoso, a partir da obra homónima do escritor e pintor Álvaro Lapa, numa construção, diferente a cada representação – entre o teatro e a conferência. No cruzamento entre as artes performativas e o labor do pensamento tornado visível, o espetáculo cruza a dramatização do texto, o monólogo interior, o relato diarístico e o ensaio sobre a vida íntima, doméstica e pública portuguesas, no encalço da revolução e da democracia.

UMA TARDE NO MUNDO. MUSEU DE LISBOA

SEM TÍTULO (####) | VÂNIA ROVISCO (PT)
MUSEU DE LISBOA – Palácio Pimenta
21 Mar > 15h | M/6 | 90 a 120 minutos

Ficha artística
Conceção Vânia Rovisco Atmosfera Sonora Marcus Rovisco Assistência ao Objeto- figurino Mafalda Fialho. |Imagem José Caldeira

Sinopse
Um fractal é um padrão sem fim. Fractais são padrões infinitamente complexos, similares a si próprios em diferentes escalas. São criados repetindo um processo simples num loop de feedback contínuo. Impulsionados por uma repetição infinita, os fractais são imagens de sistemas dinâmicos - imagens do Caos. Existem, enquanto formas geométricas na nossa dimensão mais familiar. Os padrões fractais são extremamente habituais, uma vez que a Natureza está cheia de fractais. Por exemplo: árvores, rios, linhas costeiras, montanhas, nuvens, conchas do mar, furacões, etc. Existem também fractais abstratos, como o Mandelbrot Set, gerados por computador, que calculam uma equação simples repetidas vezes. A instalação é inspirada na escultura Burning in a Forbidden Sea (2011) de Rui Chaves.

... nothing is solid, everything is energy, radiating, repeating
... vibration of absorption to reflection and dispersion of form in matter

 


SALÃO PARA O SÉCULO XXI | ISABEL COSTA (PT)
MUSEU DE LISBOA – Palácio Pimenta
21 Mar > 15h30 a 17h30 | M/6 | Duracional

Ficha artística
Criação - Isabel Costa | Intérpretes - Filipa Matta, Frederico Barata, Isabel Costa e João Pedro Mamede | Apoio à Dramaturgia - Daniel Gamito Marques. |Imagem Leonor Fonseca. 

Sinopse
Salão Para o Século XXI é uma peça de Isabel Costa desenvolvida na residência interferências, na Companhia Olga Roriz, em 2019. Um salão de arte é habitado por seres humanos que gastam o seu tempo a refinar a sua forma de falar, de conversar. Nada existe além dos seus corpos e da natureza escorregadia dos seus pensamentos. Neste salão, privilegiam-se as conversas, o pensamento e o ócio que move o mundo.


SEM TÍTULO (REENCONTROS NO PALÁCIO DE VERÃO) | RITA VILHENA (PT)
MUSEU DE LISBOA – Palácio Pimenta
21 Mar > 15h30 a 17h30 | M/16 | Duracional

Ficha artística
Conceito/ Criação/ Performance Rita Vilhena Música Diogo Alvim, "Run the World
(Girls)" de Beyoncé Produção Partícula Extravagante e Baila Louca

Sinopse
Um solo adaptado, desmantelado e reconstruído para o Palácio Pimenta (séc XVIII). Recuperando a personagem do solo #VIBRA #DOR, Rita Vilhena faz uma performance descontínua pelos espaços do palácio. Esta performance reflete as questões do feminino, o estereótipo da mulher e do corpo domesticado. Uma peça com visão não binária e interseccional da realidade, que pretende exagerar a diferença entre dentro e fora, por cima e por baixo, masculino e feminino, com e contra, com o propósito de questionar uma aparência de ordem. O desafio é fazer uma fricção temporal deste corpo
mulher neste espaço onde os objetos se tornaram peças de museu.


INSÓLIDO | SÉRGIO MATIAS (PT)
MUSEU DE LISBOA – Palácio Pimenta
21 Mar > 15h30 a 17h30 | M/12 | Duracional

Ficha artística
Direção Artística, Figurino, Música Sérgio Diogo Matias Apoio à Dramaturgia Ivo Saraiva e Silva e Telma João Santos Texto Ivo Saraiva e Silva Documentação e Investigação Telma João Santos Fotografia Teresa Lopes da Silva Residências Artísticas Companhia Olga Roriz, Forum Dança, 23 Milhas - Ílhavo, Musibéria, Estúdios Victor Córdon, Teatro Campo Alegre - Porto
Apresentações Galeria – Espaço Santa Catarina, Festival Cumplicidades, Musibéria. Imagem Teresa Lopes Silva. 

Sinopse
Há uma dança que me acompanha. Um movimento que caminha ao meu lado. O meu ser. Ser Sérgio. Ser antes de Sérgio. Ser enquanto Sérgio. Ser sério. Ser a sério. - Ivo Silva “Insólido” é uma performance-instalação-concerto em torno de um corpo que procura inscrever-se. Ele percorre o limbo entre a ilusão e o foco, em contínuo alerta. Um olhar sobre a memória interseccional e dinâmica. Uma viagem por várias questões que permeiam a criação artística e que têm sido recorrentes no percurso de Sérgio Diogo Matias: a importância do corpo-memória, a reconstrução contínua desse corpo persistência num lugar de multiplicidades e referências entre as artes visuais, a performance e a dança. A descoberta do som, da voz, da palavra e do texto participam como novas ferramentas e novos geradores de sentido. O corpo como centro desformatado, desvirtuado e, no entanto, possível.


A BESTA, AS LUAS (trabalho em processo) | ELIZABETE FRANCISCA (PT)
MUSEU DE LISBOA – Palácio Pimenta
21 Mar > 16h30 | M/12 | 30 minutos

Ficha artística 
Criação e Interpretação Elizabete Francisca Conceção Sonora e Operação ao Vivo Kino Sousa Figurino Carlota Lagido Produção Elizabete Francisca e O Rumo do Fumo Agradecimentos Associação Luzlinar/ Projeto Pontes, A Casa do Burrikórnio, Damas Bar, Carlos Manuel Oliveira e em especial a Julia Salem O Rumo do Fumo é uma estrutura financiada pela República Portuguesa - Cultura |
DGArtes - Direcção Geral das Artes

Sinopse
Fortemente baseada no verso “eu não obedeço porque sou molhada” da canção “Banho” interpretada por Elza Soares, proponho enunciar, através de gestos e sons, uma representação possível da geografia política de um corpo não submisso. Perante “uma vida absurda como a que nos fazem as leis”*, ordens políticas com dramático impacto sobre a existência da diferença e da multiplicidade, na qual tantos corpos e tantas vozes dificilmente podem existir, é urgente reivindicar um lugar de resistência, transformando possíveis fragilidades em flechas e potências. O corpo como arma política, o último reduto de qualquer experiência, pois se é nele que se pode rever verdadeiramente as consequências de um sistema, é através dele que se pode reverter processos e por isso realidades: um grito. De afirmação de uma individualidade, em reconciliação profunda com a sua identidade e sexualidade: do sexo à cabeça, da cabeça ao cosmos, do cosmos ao chão. Uma possível reza em linha reta para nos mantermos de pé.

 

ATO INVISÍVEL | SEZEN TONGUZ (PT)
MUSEU DE LISBOA – Palácio Pimenta
21 Mar > 17h | M/12 | 35 minutos

Ficha artística
Conceção, Direção Artística, Interpretação Sezen Tonguz Assistência Artística e Fotografia Vera Francisco Residências de Criação Tanzquartier Wien, Buitenwerkplaats
Apoios Kultur Kontakt Austria, Tanzquartier Wien Agradecimentos Özlem Alkış, Walter Heun, Marko Milic, Müge Olacak. 

Sinopse
Territórios que nunca pisamos antes estão na ponta dos dedos. Os limites entre o que nos pertence e onde pertencemos tendem a mudar de um minuto para o outro. Formamos um corpo coletivo que pertence a várias origens, idiomas, geografias e nações que recompõem continuamente o nosso ecossistema. Ato invisível reflete a natureza das nossas menores ações e os seus efeitos no mundo em que vivemos e convida-nos a refletir sobre uma ecologia do agora com ênfase na efemeridade da existência humana na Terra. O solo e o corpo da performer compõem uma tela de paisagens em constante mudança e esculpem um terceiro corpo em movimento. O solo torna-se a extensão do corpo e cobre tudo. Devir-se solo. Devir-se terra.

 

2. Atividades Paralelas | Workshops, Talks e Estúdios Abertos

WORKSHOPS
Com o intuito de aproveitar a presença de artistas internacionais em Lisboa, o
Cumplicidade convidou alguns dos artistas para transmitir os seus conhecimentos a
artistas e público em geral. Serão 5 workshops ao longo das 3 semanas de Festival e
ocorrem na Eira/Teatro da Voz.

CANAN YÜCEL PEKIÇTEN | Turquia
4 e 5 Mar > 10h a 13h
RAÚL MAIA E THOMAS STEYAERT | Aústria, Portugal
9 e 10 Mar > 14h a 17h
KHOULOUD YASSINE | Líbano
12 Mar > 10h a 13h; 13 Mar > 14h a 17h
MARIEM GUELLOUZ | Tunísia
13 e 14 Mar 11h a 13h
SINA SABERI | Irão
19 e 20 Mar > 10h a 13h

EXPOSIÇÃO

William Forsythe: Tecnologias de Improvisação
CASA DA CERCA
14 a 21 Mar das 10h a 18h (encerra dia 16 Mar)
Desde o início dos anos 90 que o coreógrafo William Forsythe tem vindo a criar um corpo de trabalhos que saem do palco e que se intitulam de "Objetos Coreográficos". No vídeo apresentado, que integra esta série, Forsythe ensina métodos para a dança improvisada. o seu corpo transforma-se, através de uma animação digital, em desenho, e o desenho em dança.


TALKS

“Dança e Política: Que sentido tem a revolução, se não (a) podemos dançar?”
07 Mar > 16h | Biblioteca Camões | Acauã, Adriana Grechi, Burcu Yilmaz, Sílvia Pinto
Coelho
Dançar a revolução; nesta talk refletimos como a dança tem o poder, e serve como um meio e um fim para criar ligações entre todos nós e o que nos rodeia. Como pode a dança buscar e ser
a mudança no contexto político onde se insere e como homenageamos todos aqueles que lutam, das mais diversas formas, pela visibilidade da dança contemporânea. “Dança e Feminismo: Ir além de mais um "ismo"

14 Mar > 16h| Biblioteca Camões | Carlota Lagido, Mariam Guellouz, Piny
Atualmente falamos muito de feminismo, mas como o vemos representado no nosso espaço social e político? Nesta talk falamos sobre o poder e vulnerabilidade do corpo e voz feminina e na sua atual reivindicação pela liberdade do movimento e na dança contemporânea. Uma reflexão sobre mulheres e por mulheres que atualmente procuram derrubar os estereótipos, a objetificação e formulações do corpo, género e sexualidade feminina.

"Herança Futura: O passado no contemporâneo"
21 Mar > 16h | Biblioteca Camões | Alexandra Lourenço, Ana Bigotte Vieira, Daniel
Tércio, Maria José Fazenda, Mário Afonso 

Como cuidamos do nosso património coreográfico, e o que iremos deixar para gerações futuras? Nesta talk pretendemos abordar a importância da preservação da Dança no futuro e como conceitos de património, legado, repertório e arquivo podem ser atualmente abordados não apenas nas escolas de dança mas também pelos próprios artistas, procurando suscitar o interesse de diferentes públicos para a dança e preservação de património cultural.


ESTÚDIOS ABERTOS | CAL - Primeiros Sintomas | 14 Mar

FRAMEWORK | MÁRIO AFONSO (PT)
> 18h | 40 minutos | M/18

Ficha artística
Conceção e Interpretação Mário Afonso Edição Áudio Bruno de Azevedo Música
“Splanky”, Cout Basie Produção Carta Branca Apoios CML - Câmara Municipal de
Lisboa, Forum Dança, O Rumo do Fumo, TNDMII - Teatro Nacional Dona Maria II
Agradecimentos Catarina Saraiva, Eduardo Hall, Marília Maria Mira, Miguel Pereira,
Nuno Luz, Sofia Campos, Teresa Dias, Rita Bernardes.

Sinopse
Este trabalho surge do interesse em criar um objeto cénico no qual se assume a palavra, o desenho e o gesto como elementos centrais. Um “dueto” com um quadro branco, cuja superfície plana oferece a possibilidade de registar a concretude da palavra e a subjetividade do desenho, nos interstícios da ação determinada do gesto que apaga, que faz tábua rasa para prosseguir. Nesta reflexão em torno do real há uma qualidade festiva, pois não esqueci, naturalmente, a poética do tempo e do lugar em que me encontro.
The show must go on!

ONCE AGAIN | LANA SCHMEIT (SY)
> 19h | 30 minutos | M/6

Ficha artística
Coreógrafa - Lana Schmeit | Design de Som e Música - Aamen Alarand | Fotografia - Sam
Lens | Co-produtora, Produtora em Tour - A Corner in the World

Sinopse
Esta criação tem como inspiração fotografias que foram tiradas na Síria nos últimos 7
anos. Estas imagens são a base de uma peça multimedia e multidisciplinar que explora através da fotografia, música e dança, 6 temas ligados à guerra na Síria: Choque, Frio, Fome, Migração, Perda, Morte e Vida. Lana Schmeit procura iniciar um diálogo e troca com a diversa comunidade artística e de dança e abrir novas possibilidades para

colaborações.
Durante a sua residência no festival CUMPLICIDADES, Lana desenvolverá a peça e trabalhará com 4 a 5 bailarinos selecionados em 2 novas partes: Frio e Perda. Lana pretende trabalhar com bailarinos residentes em Portugal, na coreografia que preparou para a peça, com a música especialmente composta para a mesma. Cada parte foi coreografada com base nas fotos de Sam Lens na Síria. No final da residência, Lana e os bailarinos apresentarão os resultados do seu trabalho e ensaios ao público. O trabalho será apresentado com as imagens projetadas de Sam Lens e a música de Aamen Alarand.

KAMA | ANA RENATA POLÓNIA (PT)
> 20h | 30 minutos | M/18

Ficha artística
Criação, Espaço Cénico e Interpretação Ana Renata Polónia Apoio à Criação e
Interpretação Henrique Furtado Vieira Espaço Sonoro Jorge Queijo Apoio à
Dramaturgia Cristina Planas Leitão Ilustração Marta Ramos Desenho de Luz/ Apoio
Técnico Pedro Vieira de Carvalho Apoio à Residência Festival Cumplicidades 2020,
Teatro Municipal do Porto – Campo Alegre, Companhia Instável, Circolando-
Cooperativa Cultural CRL

Sinopse
“Tudo no mundo é sobre o sexo, exceto o sexo. Sexo é sobre poder.” Oscar Wilde KAMA representa o espaço sobre o qual se propõe explorar o relacionamento entre diferentes géneros. Esta pesquisa coreográfica pretende cruzar técnicas de contacto improvisação com as ilustrações do antigo texto indiano, Kama Sutra de Vātsyāyana, explorando a possível soberania individual que ocorre nestes encontros. Dois corpos que constroem uma narrativa sobre a história dos géneros e os seus eternos conflitos.


3. Projeto Educativo | Dançar a Memória e Passaporte da Dança

Dançar a Memória

AUDITÓRIO BIBLIOTECA DE MARVILA
20 Mar > 19h - 21 Mar > 18h | M/12

“Dançar a Memória” estreia-se este ano no CUMPLICIDADES em parceria com a Faculdade de Motricidade Humana abordando conceitos como património coreográfico, legado da dança, repertório e arquivo coreográfico. Esta atividade tem como objetivos principais realçar a importância da preservação da Dança no futuro do Ensino Universitário especializado e incentivar a comunidade académica a abordar diferentes públicos. É objetivo do Festival dar continuidade ao projeto nas edições futuras, ampliando-o a diferentes escolas e universidades.

 

PASSAPORTE DA DANÇA 

Depois da surpreendente adesão em 2018, o "Passaporte da Dança" voltará de 02 a 07 de Março de 2020. Esta iniciativa pioneira compreende um circuito amplo e diversificado de aulas de dança, congregados intensivamente durante uma semana. Pretende que os moradores de Lisboa, de distintas faixas etárias, possam experimentar os diferentes estilos de dança lecionados nas escolas das diferentes freguesias (mas que quiçá desconhecem, total ou parcialmente). Reclama assim uma maior proximidade e interacção entre os fregueses lisboetas e uma exponenciação dos recursos já existentes na freguesia. São mais de 180 aulas, em  aproximadamente 40 escolas, dividias em 16 Juntas de Freguesia de Lisboa. Desde as tradicionais aulas como Ballet, Flamenco, Sevilhanas, Jazz, Salsa, Tango e Contemporânea, há ainda as aulas de Swing Dance, Fit Gipsy Dance, Lyrical Jazz, Bharata

Natyam, entre outras, como novidade.

www.festivalcumplicidades.pt



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