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3º Festival Literário Internacional de Querença

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O Ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, vai entregar ao escritor algarvio Gastão Cruz a Medalha de Mérito Cultural, no próximo sábado, 4 de agosto, numa iniciativa integrada na 3ª edição do Festival Literário Internacional de Querença (FLIQ)

Gastão Cruz é um notável autor que mudou o rosto da literatura portuguesa contemporânea. Poeta, crítico literário, encenador e tradutor, ligado à Poesia 61 e a Os Cadernos do Meio-Dia e a traduções de Blake, Cocteau e Shakespeare. Gastão Cruz recebeu o Prémio D. Dinis com Crateras, em 2000, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores com Rua de Portugal quatro anos depois e o Correntes d'Escritas com A Moeda do Tempo, em 2009.

Em Querença, estará entre especialistas, amigos e interessados na sua visão do mundo e das letras. Além de uma exposição que refletirá o seu percurso poético e de vida, estão previstas leituras e uma conferência de que farão parte nomes como o de António Carlos Cortez e Fernando Martins. A escritora Lídia Jorge conduzirá a conversa.
O Festival Literário Internacional de Querença abre portas e janelas ao diálogo ente a Literatura e a Ilustração, tema desta 3ª edição. Entre 3 e 5 de Agosto a Fundação Manuel Viegas Guerreiro cumpre os objetivos que estiveram na génese da sua criação, pela mão de Luís Guerreiro, o “Engenheiro das Letras” e Patrícia de Jesus Palma, historiadora do livro: promover sem restrições o gosto pela leitura e pela escrita; reforçar um ambiente literário estimulante na região, difundindo reflexões "glocais".
Gastão Cruz, Lídia Jorge, Nuno Júdice, Luís Filipe de Castro Mendes, Guilherme d’Oliveira Martins, Cristina Sampaio, Cécile Bertrand, Rayma Suprani, António Jorge Gonçalves, Eduardo Salavisa e Luís Vicente são alguns dos muitos nomes que fazem o FLIQ deste ano e que irão mobilizar diálogos em torno da Literatura e das Artes, traduzindo pressões político-sociais e a liberdade de expressão.

Na abertura, o FLIQ propõe Poesia do Mundo, dita por jovens estrangeiros a residir em Loulé e de países tão diversos como Cabo Verde, República Dominicana, Índia, Venezuela e Nepal. Sob a égide da multiculturalidade, irão ler poetas do mundo.
A lente africanista do patrono da Fundação, o antropólogo, etnógrafo e pedagogo Manuel Viegas Guerreiro, dará continuidade a esse olhar global com a exibição, em estreia absoluta, de slides captados nas suas expedições em África. A sessão será comentada pelo investigador de Pré-história Nuno Ferreira Bicho, diretor do Interdisciplinary Center for Archaeology and the Evolution of Human Behavior e professor na Universidade do Algarve desde 1994. Complementarmente será feita uma viagem pelas grutas das Solestreiras, Querença, visitadas no séc. XIX por uma equipa de investigadores britânicos, através do trabalho que tem vindo a ser realizado pelo arqueólogo Frederico Tátá Regala.

Ainda no primeiro dia da edição dedicada à Ilustração, esta ganha dimensão com o assinalar do Centenário de Nascimento de Tóssan, como era conhecido António Fernando dos Santos, ilustrador, pintor, decorador e gráfico. O lançamento de um livro, uma conferência e uma exposição celebrarão o artista com trabalho disseminado em solo nacional e estrangeiro. A moderação do painel de conferencistas está a cargo de Dália Paulo, especialista em museologia e diretora municipal da Câmara Municipal de Loulé.

O escritor Nuno Júdice integrará o painel Ilustração e Artes Plásticas, no domingo, dia 5, ao lado de Mário Avelar e Carlos Martins Jesus, antecedido de leituras por Luís Vicente, diretor artístico da ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve. Também no domingo, a cartunista Rayma Suprani, venezuelana exilada em Miami na sequência de ameaças do governo de Hugo Chávez, colocará a tónica no desenho e no humor como formas de chamar a atenção para a liberdade de expressão, numa apresentação a solo. Uma conferência juntará na mesma mesa a cartunista belga Cécile Bertrand e os portugueses Cristina Sampaio em ilustração e Eduardo Salavisa,desenhador do quotidiano.
Guilherme d’Oliveira Martins, CEO da Fundação Calouste Gulbenkian e grande interessado em BD, encerrará o FLIQ’18.
Ao todo, o Festival Literário Internacional de Querença irá receber mais de 40 participantes convidados ao longo de três dias. São escritores, poetas, ensaístas, investigadores, professores, guionistas, ilustradores, desenhadores, performers, encenadores, atores, compositores, músicos, cantautores de várias nacionalidades que trarão o “seu mundo” para a aldeia de Querença.

Em permanência, decorrerá a Feira do Livro FLIQ, mostra de slides África e Querença: Património Cultural, exposições, diálogos e leituras de poesia, oficinas de ilustração, desenho e animação ao ar livre, e muito mais haverá por revelar do Programa preparado para o primeiro fim de semana de agosto.

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