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Os per7umes entram na 3ª dimensão

Escrito por 

A banda que arrasou as tabelas nacionais em 2009, entra num novo ciclo com um álbum em 3D já em Agosto

Quando editaram o segundo álbum mudo, sentiram-se de alguma forma pressionados, quer pelo público, quer pela indústria, para ultrapassar o êxito do 1º disco?

Penso que não. Nunca foi nossa intenção fazer comparação de sucessos ou de outros parametros, já que se trata de música e cultura. Não é quantizável, nem comparável. Queríamos, isso sim, dar o nosso melhor e sermos capazes de criar honestamente uma obra de acordo com um conceito, e nesse sentido estamos muito satisfeitos como os resultados.

Qual é o balanço que fazem ao segundo álbum, depois de um certo distanciamento?

Neste momento estamos com a reedição do disco e, apesar de não ter sido um sucesso tão esplosivo como o anterior, ficamos muito contentes pelo single homólogo - "mudo" ter sido um fenómeno de airplay, segundo as rádios. O facto de estarmos a fazer uma nova edição do disco é a consolidação do sucesso do mesmo e uma boa perspectiva para a continuação do desenvolvimento da carreira, que é a nossa prioridade.

As letras das vossas músicas são autobiográficas? Em “mudo” os temas parecem ser mais pessoais. 

Como no primeiro disco os temas são inter-pessoais, alguns baseados nas nossas vivências, mas reflexo do que a maioria das pessoas pensa. Este projecto é, sem qualquer dúvida, mainstream, interessa-nos que as pessoas se identifiquem com as nossas experiências pessoais, daí ser tão directo.

Sentem já algum cansaço quando tocam o tema "Intervalo"?

Nunca. esse tema fará sempre parte da nossa história e do sucesso do nome da banda. Há sempre uma sensação de prazer quando o interpretamos.
Remete-nos sempre para um sentimento de nostalgia, para a altura em que tudo começou...

O que é mais desafiante e que dá mais adrenalina, tocar em grandes palcos, como nos festivais, ou preferem as salas mais pequenas, mais
intimistas?

Cada uma das experiências no seu espectro. Nos palcos grandes tocamos para mais público, com mais som e luz, porém nas salas mais reduzidas conseguimos ter melhor percepção da reacção do público, das suas caras e expressões, comunicamos com ele de forma mais directa, como se não existisse uma barreira. Parece-me que há fases em que estamos mais dedicados a uma ou outra forma de nos apresentarmos.

Qual foi o concerto que mais vós marcou até hoje? E porquê?

Penso que terá sido o da queima das fitas do Porto em 2009. Porque tocámos num palco muito grande e para muitos milhares de pessoas, por partilharmos o palco com o Rui Veloso, nosso colega e companheiro do dueto de Intervalo, momento que recriámos nesse evento, e sobretudo porque todos os nossos familiares,  fãs e simpatizantes fizeram questão de estar presentes.

O que sentem quando o público canta as vossas músicas nos concertos?

É o reconhecimento da forma ortodoxa como chegamos a eles. Para além dos singles que tocaram nas rádios, houve uma massa de canções muito densa em sincronização com novelas de TV. No 1º disco quase todas as canções estiveram presentes nestas séries, e no segundo disco, logo ao lançamento, para além de um genérico com o Intervalo, vimos 3 dos singles do disco fazerem parte de uma novela de sucesso. Esta foi uma forma rápida e eficaz de fazer com que as pessoas se familiarizassem com muitas canções e conhecessem as letras e as cantassem, de trás para a frente, ao vivo.

Sentem como músicos portugueses ainda uma certa discriminação nas rádios, ou nos meios de difusão de música que são preteridos em relação a música anglo-saxónica?

Muito pelo contrário. Depois de termos assolado todos os Tops, sem qualquer pretensão nesta afirmação, sentimos que somos acarinhados e que os meios anseiam por música deste colectivo. É um balão de oxigénio ter um tema muito desejado pelo público, permite-nos garantir o nosso espaço e não ter que "convencer" os radialistas e playlisters a darem-nos uma oportunidade.

Por serem uma banda do Norte, foi mais difícil de editar o primeiro álbum, já que os centros de decisão estão concentrados na capital?

Até foi muito fácil. Quando nos predispusemos a apresentar o trabalho a editoras já tinhamos tudo feito, o disco, as fotos, o conceito, o website, o dueto... tudo! Quando chegamos às mesmas foi ao contrário, estas estavam ávidas de ficar com o produto, e coube-nos a nós fazer a gestão das melhores propostas. Acho que muito e cada vez mais as bandas, os artistas, os projectos têm de ser self-made. A Indústria mudou muito, há que ter esta
consciência!

Como vêem o panorama musical em Portugal? E no Norte?

É muito suigeneris. É preciso conhecer os meandros, o modus operandis e saber quando o melhor timing e produto para injectar no mercado. Penso que poderá ser fácil se este estudo tiver sido bem feito, e difícil se for por tentativas e ao acaso, como nos "tiros-aos-pardais".

Para quando um terceiro álbum? Pelo que sei já esta a ser gravado, o que podemos esperar dele?

O nosso 3º disco (3D), como o próprio nome indica terá todas as inerências das 3 dimensões, as fotos, os videos, o encarte, o merchandising, o site, etc, através de um par de óculos anaglíficos fornecidos na compra do disco quando este chegar aos escaparates.  O próprio produto trará um DVD por causa dos elementos multimédia nas mesmas circunstâncias, mas também porque este suporte trará os temas do álbum em mistura surround 5.1 para lhe conferir toda a espacialidade do conceito. Estamos em fase de arranjo das novas canções, deveremos concluir o processo de gravação em Agosto do corrente ano. Acho que, pelo factor novidade, dará muito que falar. A banda está a 100% dedicada em fazer deste o melhor trabalho de sempre.


www.per7ume.com

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