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Os pobres californianos

Escrito por  yvette vieira ft luís barbosa

Os Dead Combo encerram Lisboa e as suas influências na sua música instrumental. São uma banda de culto em Portugal e graças a um programa de televisão americano, pertencem agora ao world music.

Os Dead Combo passaram de practicamente desconhecidos do público português, a serem reconhecido internacionalmente por causa de um programa de culinária que vos catapultou para a fama, não é esquisito?

Tó Trips: É um pouco estranho, porque andámos nisto há dez anos e embora fossemos uma banda de culto e nesse período fomos ganhando um publico, de facto essa catapulta foi o maior reconhecimento do que fazemos. Foi estranho também porque se trata de um programa de televisão, mas hoje em dia essas coisas funcionam, quer tu queiras ou não, é um meio de divulgar a tua música. Esse é um bom exemplo de como é possível exportar a música, através de uma entidade, no nosso caso foi o Anthony Bourdain.

O facto de agora serem mais reconhecidos por um público mais vasto torna-os mais comerciais? Porque como disseram antes eram uma banda de culta.

Pedro Gonçalves: Acho que uma coisa não implica a outra. És reconhecido por mais pessoas e a tua música passa a ser mais reconhecida e não tem necessariamente a ver com ser mais ou menos comercial, no nosso caso não tem nada a ver, porque continuámos a fazer a mesma música que fazíamos em 2003, acontece é que há mais pessoas a gostar dela. Não andámos a fazer cedências, nem músicas para passar na radio, não fazemos isso, nem nunca haveremos de fazer.

Então partilham a opinião de que as rádios e os meios de comunicação em geral passam pouca música portuguesa?

TT: Não.

PG: Não, as rádios passam música portuguesa, tem mais a ver com a música de qualidade, com rádios de qualidade, com as questões financeiras associadas as playlist que não nada tem a ver com a música. Acho que é uma conversa que não faz sentido, é a minha opinião.

Isso é porque sendo a vossa música de fusão, que engloba vários tipos de influências musicais, estão numa patamar á parte?

TT: Não, para já esta banda não tem singles. Não tem voz, não tem refrões, é instrumental. Não somos uma banda para passar em rádio e não estamos de parte, se queres te diga, acho que Portugal é um dos melhores países da europa ao nível de rádios se não o melhor, porque tem várias emissoras independentes. A antena 3, a radar em Lisboa e Porto, a Vodafone fm que apostam em coisas novas e diferentes. Se calhar são minorias que as ouvem. Não sou adepto de passarem só música portuguesa, há tanto a boa, como a má e o mesmo se pode dizer da música em inglês.

Em relação as tournées agora que são mais famosos notam que o público mudou?

TT: A única coisa que muda é as pessoas não nos conhecerem quando vamos lá fora. O que acontece é que somos reconhecido e que temos uma boa recepção. A única diferença que notámos cá é que as pessoas já conhecem o nosso trabalho.

Lá fora eles associam-vos a Portugal? O vosso look alternativo não os remete de imediato para um estilo dito português.

TT: Não, aliás é uma das coisas que dizemos logo no inicio dos concertos é que somos do sul, de Portugal e que é Califórnia do sul só que sem dinheiro.

Neste momento estão a pensar em gravar um novo álbum?

TT: Não. Continuámos a tocar o nosso repertório.

De todos os trabalhos que gravaram qual foi o que mais o marcou, ou que deu maior prazer?

TT: Em todos os discos há sempre uma história e uns são gravados de uma maneira, outros num sítio diferente, somos uma banda em que se calhar todos os temas poderiam estar num único disco e podia ser gigante. Somos um duo que constrói um caminho. Se queres que te diga um disco, não sei qual, cada um teve o seu percurso.

Se tivesses de dar um nome a esse disco gigante qual seria?

TT: Acho que seria Dead Combo. Ambos apostámos em ser livres, fazemos o que queremos e até somos abençoados, porque somos aquilo que fazemos, ao fim ao cabo é isso, temos sorte que as pessoas gostem de nós, quando começámos não estávamos à espera de absolutamente nada. Tudo isto ensinou-me uma coisa na vida, a não ser ansioso com as coisas, foi algo que aconteceu, nem teve estudos de mercado e não foi programada.

http://deadcombo.net/

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