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Samba de Guerilha

Escrito por  Ricardo Rodrigues fts Direitos reservados

O novo disco de conceito samba ópera com múltlipas expressões culturais, com música, narração e ilustração, que estará disponível a partir do dia 17 de Fevereiro de 2021. 

"Samba de Guerrilha" é uma viagem no tempo, onde conhecemos histórias e personagens do combate ao racismo, à escravidão e às desigualdades. Um samba que está permanentemente a testar os limite das suas possibilidades musicais, um samba reinventado, eletrificado, nascido a um oceano de distância da tradição. Depois de dois álbuns ,"Bandeira" e "Conversa de Fila" , de registo suave, em que Luca Argel nos apresentou com doçura e bom humor a poesia de seus sambas, é chegada a hora de embarcar numa nova viagem.

Este é o  mais recente projeto do cantautor carioca, radicado em Portugal há quase 10 anos e leva-nos através da centenária história do samba, marcado por muita luta, glória e desventuras. Ao invés de suporte físico em CD ou vinil este trabalho, será editado na forma de um jornal ilustrado, com a íntegra dos textos e canções gravadas. Também será editado no digital em todas as plataformas.

"Samba de Guerrilha" não se assume apenas como um disco, mas sim uma obra que reúne múltiplas expressões artísticas em si: da música à narração, ilustração e poesia. É uma samba opera, conceito emprestado da rock opera popularizado por Pete Townshend (The Who). Para compreender este disco importa também perceber as origens do seu conceito. "Samba de Guerrilha" é um projeto que começou em 2016, e cresceu durante 5 anos até se transformar em disco. Nasceu como um concerto-workshop sobre a história política do samba. Fora dos palcos, este conceito desenvolvido por Luca Argel tomou a forma de artigos escritos, seminários, programas de rádio, até finalmente se efetivar num 4.º álbum do cantauto, e o primeiro de versões.

Entre clássicos e jóias pouco conhecidas do repertório do género, dois singles já foram apresentados e os restantes temas são todos eles versões de sambas já existentes mas que, juntos neste trabalho, contam a história deste género musical.

“Pesadelo”, o atual tema de apresentação, foi uma composição censurada pela ditadura militar brasileira na década de 1970. O single anterior, “Almirante Negro”, conta com um teledisco em animação que recria em fantasia a história da Revolta da Chibata, um dos episódios mais marcantes da luta anti-racista no século XX brasileiro.

O álbum completo sai em Fevereiro e ainda guarda mais convidados especiais, como os rappers Vinicius Terra e Frankão (a.k.a. O Gringo Sou Eu), a autora angolana Telma Tvon, e a cantora e compositora brasileira Karla da Silva.

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