Um olhar sobre o mundo Português

Esta é a primeira edição do ano, não queria começar com uma nota melancólica, mas aconteceu. É o mundo intropia e os seus protagonistas. Espero que gostem e feliz ano.

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Um dia no baltazar dias

Escrito por  yvette vieira fts bárbara fernandes

 

Acompanhe-me pelos passadiços e labirintos do vetusto teatro municipal do Funchal que celebra os seus 130 anos de serviço público aos madeirenses.

Logo pela manhã deixámos para atrás o dia tormentoso na ilha para mergulhar no interior aconchegante, numa espécie de lusco fusco, do teatro Baltazar Dias onde já se fazem os últimos ajustes para o cenário da peça de teatro “O ano da morte de Ricardo Reis”. No centro da sala há um bulício constante que obedece a um ritmo compassado ditado pelo ranger das tábuas do palco e das seguras indicações do responsável técnico do teatro.

 

Como se de uma peça de teatro se tratasse, de rompante entram em cena os luminotécnicos, que com determinação e rapidez, testam cada um dos focos, recolocam os projectores e verificam todos os cabos do velho teatro. Com a mesma ligeireza com que estes “personagens” entram e saem de cena, inesperadamente, surge a equipa de limpeza que aspira a sala, limpa o cenário e sacode os panos do palco. Nada é deixado ao acaso, como esclarece o jovem Tiago Aguiar, um dos técnicos de palco “a minha função é gravar os programas de luz em rede para poder criar os efeitos de luminosidade que forem necessários durante o espectáculo. Em “O ano da morte do Ricardo Reis” temos um plano pré-definido que nos é entregue, é para isso que serve o desenho de luz e uma ideia geral do produtor. Por vezes temos de fazer adaptações nas luzes do palco, porque em muitas ocasiões aquilo que nos pedem em termos de equipamentos técnicos não estão disponíveis no teatro, como foi o caso desta peça de teatro”.

  


Num dia com um programa muito preenchido, a meio da manhã, começam os ensaios do grupo “The new generation” que vai apresentar um recital de violino e piano intitulado “Essential Romantics”, onde irão interpretar obras de F. Chopin, W.A. Mozart e J. Brahms. A equipa técnica do Baltazar Dias, sob o olhar atento de Cristina Bliousnila, coloca cuidadosamente o Steinway de 1,200 quilos na frente do palco, o jovem duo constituído por Rafael Kyrychenko no piano e Filipe Fernandes no violino testam a acústica dos seus instrumentos no espaço, é vital que os acordes se façam ouvir com limpidez por todo este teatro aveludado.

 
Discretamente, quase como se tivessem ensaiado todos os que são supérfluos ao momento que se avizinha saem de cena, o silêncio abate-se sobre o palco, e um olhar cúmplice dá início a sonata in G. minor, D. 408, de Johannes Brahms para violino. A música invade a sala, mas de vez em quando a melodia é interrompida pela voz decidida da professora e mestra que fornece indicações precisas sobre os tempos de entrada do violino e a gravidade ou a suavidade com que as teclas do piano devem ser tocadas. Uma e outra vez pequenos excertos da sonata vão sendo repetidos com o intuito de apaziguar e agradar o ouvido apurado de Bliousnila. São horas intensas de um ensaio que mais se assemelha ao concerto propriamente dito, com uma variante, ali, no palco, uma e outra vez todos os potenciais erros são antecipados e os pormenores decisivos corrigidos antes do grande momento que irá decorrer às 18 horas deste mesmo dia.


Mais tarde, é tempo de um períplo pelas entranhas do velhinho teatro, entre corredores serpenteados por uma alfombra vermelha e salas semiluminadas vamos descortinando pouco a pouco os profissionais que diariamente fazem desta casa um espaço que acolhe calorosamente o público que o visita e não pense que são poucos, muito pelo contrário é necessária mais gente do que imagina para manter de pé esta instituição teatral centenária que se quer manter activa por mais um século, de preferência. Mas quais são os desafios de um espaço com 130 anos de existência?

 

Ricardo Martins, chefe técnico do Baltazar Dias responde, “São desafios que tem a ver com a rotina do teatro, porque na minha opinião temos um excesso de espectáculos para uma casa com 130 anos. Não era suposto ter tanta actividade, mas como somos a única sala que tem por função trazer toda a gente até nós, porque é um teatro municipal, temos que ir até o máximo das possibilidades desta casa. Torna-se uma rotina exigente, porque são muitos espectáculos e uns a seguir dos outros com uma equipa que é muito pequena, embora tenhamos ajuda pontuais, que nos ajudam bastante, que se inserem no programa de ocupação em contexto de trabalho, acaba por ser um trabalho duplo, já temos que fazer o que é necessário diariamente e ensinar também. Somos oito pessoas, mas precisávamos desse mesmo número de efectivos e que fossem técnicos de palco, que na sua maioria não são”.

 

E quais são os espectáculos que mais “problemas” acarretam à vossa equipa?
“Principalmente os musicais e ballets, porque exige muita luz técnica, tem linóleos, muito tempo de montagem e preparação propriamente dita para o espectáculo. Os musicais envolvem muita gente e temos de garantir a segurança dos equipamentos e das pessoas. Nos ballets, por vezes, vêm miúdos das escolas da região e temos de ter cuidados com os corredores laterais, eles não tem a noção de que as lâmpadas são tão fortes que podem queimá-los, embora tenhamos luzes leds que não se aproximam em termos de temperatura as incandescentes, mas na mesma temos de ter cuidados redobrados”.

 
Porquê a necessidade destas obras? “Na minha opinião a obra principal que devia ser feita era o palco. Isto porquê? Já tem muitos anos, é de madeira e ao longo do tempo foi lixado várias vezes, porque estava em mau estado foi envernizar novamente e cada passagem de máquina gasta um milímetro, há 20 anos tínhamos madeiras com 19 milímetros de espessura, agora tem 15 e isso vai enfraquecendo o palco. Temos de tirar todas as ripas do palco, mas o que estámos a fazer agora é compor algumas que estão em muito mau estado aos poucos para não termos que fechar, porque o teatro como tem muita actividade um mês não seria suficiente para isso. O palco, para além disso, tem uma inclinação de 4%, tem a ver com os desenhos de palcos italianos, se verificar a plateia tem também uma inclinação com a mesma percentagem e assim ambos coincidem na ribalta e o público tem uma outra perspectiva, uma visão mais ampla do palco. Este estilo de teatros já não se fazem, porque as salas agora são usadas para múltiplos eventos e por norma, os bailarinos não gostam deste tipo de palco inclinado, querem uma área lisa e nivelada, estão a habituados a ensaiar nesse tipo de espaços e quando vêm para cá tem de passar mais de 3 a 4 horas de ensaio extra só para se habituarem à inclinação”.

 
Continuando o nosso tour pela estrutura centenária, contornámos a plateia e depois de descer umas pequenas escadas encontrámo-nos mesmo por debaixo do palco, trata-se de uma estrutura robusta que é sustentada por várias vigas de madeira e de onde se ouvia uma espécie de ribombar ensurdecedor por cima das nossas cabeças que mais pareciam trovões misturados com o som abafado de Schubert. Num pequeno cubículo deparamo-nos com outro dos técnicos de palco, Pedro Nunes que nos conta o que faz no Baltazar Dias diariamente, “eu trato de tudo o que se passa em cima do palco, desde manutenção, trabalho de luzes e afinações. Lidámos muito com as “pernas” que é o que vai preencher no fundo a cena, seja de uma peça de teatro, um concerto, ou um bailado. Como “O ano da morte de Ricardo Reis” foi produzida pelo teatro fomos nós que fizemos o cenário também”.

 

 
Seguimos caminho deixando para atrás a alegre cacofonia até um novo corredor, onde habitam os rostos que se encarregam de o manter vivo e activo o venerável senhor teatro e entrámos na primeira porta que encontrámos onde estão afectas Lucilina Gouveia, uma das adminstrativas, cuja função é “fazer os planos de férias, trato dos atestados e de toda a parte burocrática” e Fátima Henriques, a contabilista que trata “das facturas, faço as receitas dos espectáculos, distribuo os relatórios provenientes da ticketline, ou seja, o que cada produtor vendeu nesse dia e também faço trabalho suplementar como os mapas de horas que os trabalhadores estão a fazer e ofícios a fechar os eventos”.

 

 
Ao virar de mais uma esquina, entrámos na sala de espelhos que os artistas ensaiam e no final de vários de nossos reflexos deparamo-nos com Carla Freitas, uma das guias, da secção educativa, que esclarece, “faço visitas guiadas no teatro, especialmente para as escolas, também fazemos esse trabalho com os grupos que nos contactam quer sejam de terceira idade, ou ateliers de actividades lúdicas. Por norma, fazemos tours pelo interior do teatro, as pessoas conhecem o foyer, a sala de espectáculos, o camarote presidencial, a plateia e o salão nobre. Vamos contando a história do que era feito neste espaço há 130 anos atrás e acabam por viajar um pouco pelo tempo. Abordámos a monarquia, a altura em que o teatro foi construído e os vários nomes que já teve ao longo do tempo”.

 

 

Outra das equipas que avistámos neste périplo e porventura a sala com mais jovem desta instituição é constituída por designers em que Juan Abreu, o abençoado homem entre muitas mulheres, é o eleito porta-voz da equipa que nos elucida sobre o trabalho que desenvolve este grupo, “nós temos várias tarefas, trabalhámos a parte da comunicação institucional, não só para o teatro como para os museus municipais. Ao nível do Baltazar Dias tratámos de toda a programação do mês, até para os próprios funcionários, tudo é enviado por email em termos visuais e o que é afixado lá fora na bilheteira. Muitas vezes as companhias não tem cartazes e somos nós que os executámos aqui. As agendas do teatro são também concebidas neste departamento, por norma, são quadrimestrais e uma edição trimensal, porque no mês de agosto não temos quase actividades. Tudo o que é material gráfico desde certificados de participação, de workshops, actividades, agradecimentos e material para informar seja como for, somos nós que produzimos. Se calhar o maior desafio é comunicar todas as actividades mantendo uma linha clássica e ao mesmo tempo tentando ser diferente, adequado à actualidade. Têm de haver um equilíbrio destes dois aspectos, embora tentámos ser um pouco um pouco mais arrojados para tentar atrair o público mais jovem que se calhar esta mais afastado do teatro, que associam o espaço aos turistas que nos visitam”.

 

Agora é vez da nossa cicerone pelos passadiços deste labirinto requintado falar sobre si, Ana Raquel Fernandes, é o rosto da comunicação do teatro, nesse âmbito refere, “sou responsável pelas redes sociais e faço a ponte entre o teatro e os jornalistas. Criámos eventos no Facebook que terão lugar no teatro e carregámos todas estas actividades nas restantes plataformas digitais. Actualizo também o site e escrevemos notas de imprensa para os espectáculos que enviámos a todos os meios de comunicação social para publicar, porque eles não tem tempo para o fazer. Trato do mailing list, verifico os conteúdos, envio as agendas, faço também o clipping, que é juntar todas as noticias que saem sobre os espectáculos e que no fim enviámos aos produtores. Também faço a comunicação do Museu Henrique Franco e do Açúcar, da biblioteca e trato das reservas de bilhetes. O mais difícil do meu trabalho é ter tempo, porque implica muita coisa, é muito complicado gerir tudo e ficar pronto a tempo”.

 
Logo mais ao fundo, na sala de produção, o rosto de Dora Vieira emerge entre pilhas de papel, depois de atender mais um telefonema, sobre o seu trabalho ela responde “eu efectuo os contactos com os artistas e os agentes. Depois faço a informação interna no sentido de verificar se podemos ter ou não aquele actor, ou artista, embora já haja de certa forma o aval da direcção. Depois seguimos para o agendamento, o pagamento de cachets, as viagens se for o caso e os transportes desde o aeroporto até o Funchal. Há muitas peripécias que envolvem à minha secção, por exemplo, quando o avião não consegue aterrar e temos de tentar novas marcações, contactar os hotéis e restaurantes quando é o caso para cancelar”.

  

Por último e não menos importante deparamo-nos com a sempre sorridente e atarefada Catarina Faria, “Eu trabalho na produção e programação do teatro. Aqui recepcionámos todas as propostas dos agentes culturais da ilha da Madeira, e ao nível nacional e ainda, coordenámos a feira do livro do Funchal. Temos uma linha estratégica para chegar a vários públicos, desde actividades infanto-juvenis até públicos mais sénior. Procurámos dar o enfoque a várias actividades artísticas, embora isto seja um teatro, trata-se da única casa municipal do Funchal, por isso, recebemos dança, música, literatura e conferências. Tentámos diversificar ao máximo ao longo de um mês para que as pessoas tenham a oportunidade de ver as várias valências artísticas em palco. Depois, conhecemos os projectos das pessoas e de que forma à Câmara Municipal pode apoiá-las, por exemplo, por vezes reunimo-nos com vários agentes culturais e desafiamo-los dentro de uma lógica programática. Agora, tivemos a associação Gato e lançámos-lhe o desafio de pegar num livro da Luísa Paolinelli que foca os vários elementos da história da Madeira, como o açúcar e idealizar uma peça infantojuvenil com uma função pedagógica que é ensinar os mais novos quais são alguns dos elementos da identidade madeirense. Apoiámos também à criação, desde adquisição de equipamentos, à cenografia e eles vêm cá estrear-se no Baltazar Dias. Depois também nos envolvemos em toda a logística da produção, a que horas é o ensaio? Quando são as montagens de luz, som e palco? E afectámos o pessoal necessário à sala, ao palco, ao foyer, ou se será realizado no jardim municipal que também faz parte da nossa gestão. Acabam por ser os eventos, mas também os espaços, somos a central de informação e fonte distribuição para as várias equipas. Toda à realização destes eventos implica uma grande logística, por isso, quando somos contactos por um grupo que pretende um “buraco” é quase impossível aceder ao pedido, porque como há uma programação prévia, tem de haver um pedido oficial ao teatro, a nossa secretária responde e toda essa parte burocrática corresponde a este gabinete. Para o espectáculo “O ano da morte de Ricardo Reis” foi necessário requisitar 20 portas, que são afixadas no cenário com ripas de madeira que foram necessárias adquirir. Depois vamos tentando in loco a imagem mental do espectáculo, ou do “stage plot”, que é onde vai ficar o quê no palco e às vezes verificámos que há coisas que não funcionam, neste caso a orquestra foi colocada em andaimes, porque o espaço em palco não era suficiente para todos, por isso, tivemos de pensar numa alternativa e a produção teve de encontrar uma solução.

  

O que vão fazer de diferente pelos 130 anos do Baltazar Dias? “Como íamos comemorar 130 anos do teatro e tínhamos de fazer algo diferente, e trouxemos um espectáculo ao Funchal que as pessoas ainda não tinham vivenciado como foi o caso de “A morte da audiência” que questionou a forma como o espectador se relaciona com o espectáculo. Estámos habituados a chegar a uma sala, sentar e ser os receptores passivos de um espectáculo, mas neste caso não havia cadeiras, as pessoas estavam no palco e foram envolvidas na própria concepção da peça, eles tinham papéis e também eram actores e foi uma forma de desconstruir todo este conceito. Depois contactámos oito entidades parceiras, queríamos recriar a Zarzuela, como há 130 anos atrás quando esteve aqui a companhia das Canárias e a Orquestra Clássica da Madeira era a entidade mais qualificada para fazer esse trabalho, tentámos chegar ao público erudito e ao mais jovem com o concerto da Márcia e depois fizemos um documentário em que convidámos 20 pessoas que já trabalharam cá, agentes culturais, actores e encenadores para contarem a sua relação com o teatro. Era mais contar uma história do ponto de vista relacional e emocional do que uma mera descrição de eventos. Depois temos os concertos dos novos talentos, que é um projecto da Câmara com a Orquestra Sissi, que acontece desde janeiro de 2018, é uma forma de mostrarmos jovens músicos do conservatório de música do Funchal e que estão a estudar música em cidades como Amsterdão, ou na Antuérpia e vêm cá mostrar o seu trabalho artístico. Temos também a co-produção da “A morte de Ricardo Reis”, que é um espectáculo que engloba todas as artes, a literatura, porque é baseado num livro de José Saramago, depois há uma coreografia de dança, uma componente de teatro, música e com uma orquestra em palco. A ideia é que este teatro seja uma porta aberta as várias artes e queríamos que esta comemoração dos 130 anos fosse isso”.

  

E se pensava que isto era tudo no dia de um teatro municipal, não poderia estar mais enganado caro leitor, ao cair da noite depois de mais um dia em que o Baltazar Dias abriu as suas portas ao público para a música clássica, com o concerto de “Essential Romantics”, após aplauso final, depois do último espectador abandonar a plateia, encerram-se as portas e uma nova azáfama vertiginosa toma conta do palco para o ensaio geral da peça “O ano da morte de Ricardo Reis”, as bailarinas principais, Chantal Pereira e Casey-Lee Binns, Marcenda e Lídia respectivamente, fazem o seu aquecimento, o protagonista Hélder Sumares projecta a sua voz no espaço, o corpo de baile ensaia em conjunto os seus passos, os músicos da orquestra paulatinamente ocupam os seus lugares no cenário e testam os seus instrumentos, enquanto que os técnicos de palco realizam os últimos retoques do cenário e são testados mais uma vez todos os projectores individualmente.
A coreografa e bailarina Juliana Andrade e a directora de actores Diana Pita sobem ao palco e iniciam um briefing sobre as primeiras cenas que irão ser ensaiadas e são colocados os pontos para cada um dos bailarinos e os protagonistas. Pede-se silêncio, perante um palco vazio o narrador, Tiago Silva dá voz ao que se avizinha “após a morte de Pessoa, Ricardo Reis retorna ao berço, mas não se sente abraçado pela cidade que o viu nascer. O regime de Salazar emudece a sociedade, ensombra os semblantes, desvia as atenções, torna a cidade cinzenta. Ao longe, há gritos de guerra. Alojado num hotel na Rua do Alecrim, conhece duas mulheres, Lídia, uma mulher terrena, prática e sem artifício, a ligação à terra e Marcenda, frágil, distante, paralisada, e sem entusiasmo, um espelho dele mesmo. Procura Pessoa na tumba, mas não o encontra. Nas esquinas e labirintos da cidade, por vezes entre as sombras, reencontra o Poeta, regressado dos mortos?” E eis que surge inesperadamente a sombra incorporada por Juliana Teixeira e ambos encetam um diálogo mudo, acompanhado pelos temas musicais escritos por Márcio Faria e Roberto Moritz.

 
Aos poucos a adaptação escrita por Carolina Caldeira ganha asas e as personagens vão dando vida ao Portugal salazarista onde “há fervores religiosos, excessos festivos, horrores ocultos, e um povo que se engana, ao abrigo de um regime que oprime. E observando o homem que observa, os olhos do regime, sempre presentes” e também o olhar crítico de Diana Pita que toma notas freneticamente sobre as falhas nos tempos de entrada, nas posições em palco, no texto proferido e na coreografia, a quem mais tarde se junta Juliana Andrade com quem troca de impressões de cada uma das cenas deste espectáculo performativo. Rapidamente sem darmos por isso, as horas passam “o tempo escasseia, e as areias do tempo e da história não permitem a Reis a possibilidade da alvorada. Pessoa aguarda-o, é tempo de partir. E o mundo continua", dá-se por finalizado o ensaio, o Baltazar Dias vai finalmente poder descansar as suas vetustas tábuas, mas amanhã é um novo dia em mês de aniversário, parabéns!

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