
São uma espécie de raias de grande porte que podem atrair turistas.
São grupos de uma espécie de peixes cartilagíneos pelágicos que abundam nas águas do arquipélago dos Açores e que tem enorme potencial para o ecoturismo local, já que esta zona exclusiva marítima é uma das poucas áreas do mundo onde podem ser avistadas. As jamantas, ao contrário das raias, não tem no final da sua longa cauda um espinho, podem atingir os oito metros de envergadura e duas toneladas de peso. Também ao contrário de algumas lendas, este espécimen marinho não morde, não ataca, porque não tem dentes. Alimenta-se exclusivamente de plâncton e pequenos peixes. São inofensivos e até docéis, por todos estes motivos não constituem qualquer risco para os seres humanos.
Segundo um estudo levado a cabo pelos investigadores do departamento oceânico da Universidade dos Açores, através da colocação de aparelhos de telemetria via satélite no dorso destes animais, as jamantas são uma espécie muito vulnerável devido a sua longa longevidade e baixas taxas de crescimento e fecundação. Em regra, têm uma cria por cada fêmea e, em situações excecionais, poderão ter duas crias”, sendo estas as características colocam as jamantas num patamar de vulnerabilidade muito elevado.Por estes motivos merecem medidas de conservação não só ao nível nacional, uma vez que, estes peixes não se limitam as águas dos Açores.
De acordo com os dados recolhidos pela sonda, que permitiram reconhecer melhor os perfis de mergulho, as velocidades de deslocação, as temperaturas e luminosidade das águas por onde passaram, as jamantas apenas permanecem algum tempo nos Açores. Estes peixes cartilagíneos “ficam-se” por esta zona exclusiva marítima apenas no verão, sendo que findo este período, rumam para as águas mais quentes do arquipélago de Cabo Verde.
http://www.uac.pt/noticia/jamantas_podem_ter_potencial_para_o_ecoturismo




