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Yvette Vieira

Yvette Vieira

segunda, 10 dezembro 2018 17:31

Picos e lombos

 

A obra do fotografo Rui Pinheiro esta patente, na Galeria dos Prazeres, na Calheta até o final do ano. O evento marca as comemorações dos dez anos de atividade desta galeria, que integra o projecto da Quinta Pedagógica dos Prazeres. O conjunto autoral resultou de uma residência artística na freguesia dos Prazeres. Nesse contexto, Rui Pinheiro, fotografou durante um dia. As obras em exposição, como, de resto, o trabalho deste artista, definem-se por um registo conceptual que recorre frequentemente ao uso da ironia.

Como defines a tua fotografia?

Rui Pinheiro: Na minha fotografia tenho várias versões de mim, tenho um lado comercial que responde aos pedidos dos clientes, tenho o lado fotojornalista que responde à informação onde e quando, acrescento alguma coisa ao texto, mas não sou um ilustrador de notícias. E depois, tenho uma outra faceta autoral, como fotógrafo de autor e durante vinte anos tive uma forte fase de experimentação. Durante esse período, estive na faculdade numa licenciatura em fotografia que me deu espaço para experimentar muito. A minha maior dificuldade, num meio tão vasto como é da fotografia que se tem desenvolvido de uma forma brutal ao longo destes últimos anos, foi encontrar o meu cunho pessoal. Na pintura tu tens o traço, uma cor, na fotografia tu tens um meio tecnológico muito avançado para ti e para mim, mas onde podes fazer uma imagem quer seja com um telemóvel, como numa máquina fotográfica muito avançada. A minha ideia era demarcar-me enquanto conceito, ou conteúdo e foi isso que tentei fazer nos últimos anos e cada vez mais sinto que finalmente atingi um encontro autoral com a fotografia.

E o que tentas fazer?
RP: Tento eliminar o maior número de elementos possíveis, pretendo depurar a imagem, o que a fotografia contemporânea faz hoje em dia. Na minha obra acrescento informação técnica, poética e questiono, deixo dúvidas no ar. Para mim enquanto fotógrafo tento isolar a execução no espaço acrescentando outros títulos, outros significados.

Na tua fotografia também há uma questão de geometria.
RP: Sim, as minhas imagens são sempre em quadrado. Porquê o quadrado? Durante muitos anos fotografei com uma máquina de eleição sueca, de marca Hasselblad, que tem um formato quadrado. Para todo o meu trabalho autoral usava essa máquina de película, é cara, porque é analógica e com o aparecimento dos processos digitais enfrentei muitas dificuldades, “sou um velho do restelo”. Tive dificuldade em adaptar-me a esta nova realidade, mas depois quando me adaptei, de facto rendi-me até por questões económicas, voltei ao meu passado, eu fotografo no formato 2x3, mas corto sempre para um quadrado. Quero juntar o que faço hoje ao que já fiz há 20 anos para um dia quando for muito velhinho e alguém ler a minha biografia conseguir perceber a minha linguagem e a evolução fotográfica desde os anos 90 em película para a atualidade em que fotografo em digital.

É a tua assinatura como autor.
RP: Uma das minhas assinaturas é o formato. Com os processos digitais e as redes sociais surgem milhares de pessoas que todos os dias publicam imagens, por isso quero distanciar-me nesse sentido. Mantenho essa norma, contudo, por vezes castra, porque como quero manter o formato, tenho imagens muito boas, mas como as quero a imagem num quadrado, o que esta aos lados desaparece. Mas, é para aqui que fui e esse é o meu selo pessoal e quero mantê-lo. No trabalho de fotojornalismo e comercial tenho o formato convencional, mas no meu trabalho autoral eu tento manter esse quadrado, como se estivesse a captar as imagens com uma máquina quadrada analógica e quase me dá vontade de colocar duas tiras no visor para continuar a ver o mundo ao quadrado.

As tuas obras não têm títulos.
RP: Os títulos são sempre algo difícil de conseguir e mais ainda foi chegar a um título que fosse representativo. As explicações de tudo o que se faz são redutoras, eu não gosto de explanar o que eu faço. Eu deixo essas interpretações ao público, deixo ao olhar do espectador essa descoberta.

Como se processou a residência artística?
RP: Através de coordenadas GPS percorri os Prazeres numa hora apenas, para que alguém que aqui chegue e se confronte com o que aqui esta possa ir ao local exato e pode apreciar o espaço de outra maneira. Esta é a única legenda que eu poderia ter, por isso, não as coloco nas imagens e se tivesse que colocá-las acho que seria muito redutor para as pessoas. Eu gosto que o espectador tenha a sua própria leitura. O que faço aqui não são respostas, são perguntas e coloco-as para as pessoas as respondam. Eu acho que quando se chega a um determinado espaço, com um certo número de elementos, ou composições e se seleciona espaços do seu interesse, isso é porque algo o inquietou e se calhar mostra algo diferente a quem esta ver estes sítios pelos quais passa todos os dias, porque nunca parou para ver, pelo menos foi aquilo que eu tentei ver.

Algumas das obras estão relacionadas com arquitetura, os blocos têm a ver com a geografia do espaço. Este é um vocabulário novo, são palavras que são desconhecidas do meu léxico, eu estudei-as no mapa, mas não como não encontrei a informação, usei como referência um dos mapas que falava de picos e lombos comuns. Eu estou muito ligado à arquitetura e acho que esse é um casamento perfeito com a fotografia. O meu trabalho representa o que mais vemos na arquitetura e trata-se de uma marca muito presente, feita pelo homem que tem uma função e uma disfunção que foi algo que encontrei muito aqui também. Há muitas casas que deixam de ser abrigos e passam a ser expositores públicos e achei piada a este confronto da arquitetura tradicional e da atual, que não é contemporânea, chamo-lhe de outra coisa, são estruturas que no fundo são uma mostra do que existe na Madeira. Por exemplo, escadas que não vão para lado nenhum, muitas vezes temos casas com dois pisos, com escadas exteriores quando tem acesso por dentro com a mesma função. Esse tipo de lógica para um fotografo é ótimo, porque foge da norma e cria uma excelente dinâmica. Os palheiros são estruturas de arquitetura mais tradicional, imagino que seja um parente próximo das casas de Santana, que servem como apoio agrícola e são elementos curiosos, porque se pedires para uma criança desenhar uma casa, ela desenha o formato do palheiro. Isto é uma espécie de estrutura de casa primária e eu fiz uma série delas, mas não estão aqui todas, porque não cabiam. Outro aspeto que me chamou à atenção foi a construção desorganizada numa localidade que é até bastante pequena, inserida numa ilha em que a natureza marca muito a paisagem.

No Salão Nobre da Câmara do Funchal, hoje, pelas 18.00, o lançamento na Madeira de Diário de Uma Aventura no Portugal Católico, da autoria de Luísa Antunes Paolinelli, com coordenação dos conteúdos históricos de Cristina Trindade, ilustrações de Gonçalo Ferreira de Gouveia e prefácio dos professores José Carlos Seabra Pereira e José Eduardo Franco.

O livro tem o apoio da Câmara Municipal do Funchal e da Câmara Municipal de Viseu, entre outras entidades. Publicado pelas Edições Esgotadas, este volume tem como público-alvo os mais jovens, mas pode-se considerar um livro para todas as idades. A apresentação estará a cargo da Diretora Regional da Cultura dos Açores, Profa. Dra. Susana Goulart Costa, especialista de História da Igreja.

As personagens da coleção Mais Madeira, a Tia Cristina, a Lili, a Maria e a amiga Laura, desta vez fazem uma viagem que as leva de Guimarães a Viseu, passando por Braga, Tibães, Arouca e outros lugares, à descoberta da história da fundação de Portugal, da arte, da gastronomia, da literatura e dos valores que fazem parte da nossa cultura de matriz católica. É uma verdadeira aventura este percurso, que as leva a encontrar personagens e eventos do passado e que lhes proporciona um maior conhecimento do que as rodeia: de Mumadona, que mandou construir o Castelo de Guimarães, ao pintor Grão Vasco, a cuja oficina se deve a primeira representação na arte ocidental de um índio, a curiosa Lili e os leitores entram no Mosteiro de Tibães, admiram o cálice da Sé de Braga, imaginam a música produzida em Arouca, ficam a conhecer o papel das mulheres na história do catolicismo em Portugal e compreendem de onde vêm as barrigas de freira, o toucinho do céu e o pudim do Abade de Priscos. Há ainda espaço para falar de um dos antigos deuses lusitanos, o Tongoenabiago, de acompanhar os monges de Lorvão na escrita do Livro das Aves e de nos divertirmos com as novas personagens:o Avô Rui e a Dolly das Arábias, uma cadela ultra-simpática. Tudo isto acompanhado de ilustrações que celebram a variedade da vida e nos transportam no tempo às cores e contornos das iluminuras medievais.

terça, 04 dezembro 2018 18:48

Fórum da coragem

O Fórum da Coragem da Amnistia Internacional, decorrerá de 7 a 9 de dezembro, no Museu de Comunicações, em Lisboa.  Comemorando assim  também, os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Um jovem atravessa um continente sem saber o que vai encontrar, mas com a esperança de chegar a um local onde possa construir um futuro para ele e para a sua família. Uma mulher lidera um movimento de ativistas na Turquia. Pelo seu trabalho de defesa dos direitos humanos, é presa durante 113 dias. Mas não fica em silêncio e continua a agir.

O que é comum nestas duas pessoas? A sua coragem!

Afinal este é o ano em que a “nossa” Declaração Universal dos Direitos Humanos faz 70 anos e temos mesmo de celebrar condignamente. Por isso, preparámos 3 dias intensos, com convívio, palestras, testemunhos ao vivo, troca de ideias, networking, ativismo, exposições, performances e ainda a presença de representantes governamentais e de organizações portuguesas que trabalham no terreno.

JUNTE-SE A NÓS!!

Para que perceba melhor do que estamos a falar, aqui fica um breve resumo.

PROGRAMA

7 de DEZEMBRO = Dedicado aos refugiados, vai decorrer um debate aberto com entidades governamentais, organizações portuguesas e refugiados. Vamos refletir sobre o acolhimento em Portugal e as alternativas que existem para estas pessoas. Vamos ter testemunhos verdadeiramente imperdíveis e a possibilidade de todas as pessoas do público participarem.
Das 10h00 às 18h00.

8 de DEZEMBRO = Evento exclusivo para membros da Amnistia Internacional, para pensar os planos de ação que temos já delineados para o próximo ano. Se quiser participar, torne-se membro. Pode fazê-lo na receção do Fórum da Coragem no dia 7 de dezembro.

9 de DEZEMBRO = Dia dedicado aos defensores e defensoras de direitos humanos, com a presença de algumas das pessoas pelas quais temos lutado, como Idil Eser, a ex-diretora-executiva da Amnistia Internacional na Turquia que esteve detida por defender os direitos humanos. Vem também Vitalina Koval, ativista ucraniana que tem sido perseguida pelo seu trabalho de defesa dos direitos LGBTI+ na Ucrânia. E prometemos ainda mais emoções.
Das 10h00 às 18h00.

segunda, 12 novembro 2018 15:26

Tiro e queda

O filme mais "gargalhófico" do séc. XXI produzido por Leonel Vieira, com Eduardo Madeira e Manuel Marques.

DOIS HOMENS. UMA MISSÃO. QUAL MISSÃO? NINGUÉM SABE. NEM ELES PRÓPRIOS.

"TIRO E QUEDA" é o filme sobre o qual nos avisaram para ter cuidado quando éramos petizes. Tem amor erótico-libidinoso, tem ação ‘cabriólica’ e comédia ‘gargalhófica’. O que se pode pedir mais de um filme? Muita coisa. Mas deste não.

Eduardo Madeira e Manuel Marques são os protagonistas de “Tiro e Queda”. A nova comédia produzida por Leonel Vieira e realizada Ramón de Los Santos estreia nos cinemas nacionais a 29 de Novembro.

"TIRO E QUEDA" é uma comédia para o grande público, com um humor mordaz e satírico à atualidade portuguesa, juntando a tradição da comédia nacional com a modernidade dos humoristas contemporâneos. O filme enquadra-se na tradição das duplas cómicas da história do cinema, resultado de uma adaptação da peça de teatro com o mesmo nome.

Após o êxito de ‘Pátio das Cantigas’, o filme português mais visto de sempre com 608 mil espectadores, e de ‘Filme da Treta’ que imortalizou a dupla Tony e Zézé, Leonel Vieira regressa à produção de mais uma comédia nacional.

Do elenco de "TIRO E QUEDA"fazem ainda parte Carla Vasconcelos, Gabriela Barros, Henriqueta Maya e José Eduardo, com guião de Filipe Homem Fonseca e Eduardo Madeira. O filme foi rodado em Viana do Castelo.

 

SINOPSE


Eddie e Manecas são dois grandes amigos dotados de uma estupidez “galáctica”. E juntos revelam-se um verdadeiro desastre.

No bairro conhecido como “Camboja”, onde vivem sob o comando de suas mulheres, Eddie e Manecas tem em comum uma vida dupla, mas ignoram que Rute e Guidinha não são tão estúpidas quanto eles.

Ao receberem a mensagem em código - K4-37, arriscam-se numa missão secreta e viajam até Viana do Castelo onde, depois de instalados num estranho hotel, recebem a visita de uma mulher misteriosa e singular, que os informa sobre a missão a cumprir: “eliminar dois alvos”.

Para este trabalho clandestino, Eddie e Manecas devem dirigir-se para o Navio Gil Eanes e contornar as medidas de segurança.

As mulheres acabam por lhes seguir o rasto e Eddie e Manecas terão que enfrentar um fim vergonhoso.

Mas serão eles dois verdadeiros atiradores profissionais? Ou apenas dois tipos que disparam uma hilariante e inteligente sátira à sociedade portuguesa?

quarta, 07 novembro 2018 13:49

Gatronomia de bordo em ílhavo

De 14 a 18 de novembro o Município de Ílhavo dinamiza a Gastronomia local, através do Festival Gastronomia de Bordo. Evento que projeta para os dias de hoje a gastronomia . os seus sabores e costumes, tradicionalmente produzida a bordo das embarcações de pesca longínqua, costeira e lagunar com a mentoria da chef Patrícia Borges, docente na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar e chef nacional especialista em peixe.

Repartido por três momentos, este festival apresenta as particularidades locais e as dimensões coletivas, numa oportunidade para a degustação dos paladares marítimos, que teve início, em outubro, em Peniche e que terminará, em dezembro, na Murtosa.

O programa de 14 a 18 de novembro é constituído por atividades que têm como objetivo relembrar a história e tradição da região na pesca ao bacalhau em locais longínquos, nomeadamente nos mares frios do Atlântico Norte. Considerada a Capital Nacional do Bacalhau, Ílhavo, e os 14 restaurantes aderentes mostrarão as refeições que eram servidas a bordo dos bacalhoeiros, normalmente com as partes consideradas menos nobres do bacalhau. É o caso do samos, das caras, das línguas e da chora (sopa de cabeças ou caras de bacalhau).

Nos três dias dedicados à gastronomia de Bordo haverá ainda tempo para realizar visitas gastronómicas e históricas orientadas por especialistas dos sabores e da história da região.
A primeira visita está agendada para as 18h30 do dia 14 e consiste num passeio orientado de bicicleta à Costa Nova do Prado, sendo o ponto de encontro no Cais Criativo Costa Nova. Trata-se de uma visita gratuita que apenas necessita de inscrição prévia, com a Organização a disponibilizar bicicletas.

No dia seguinte o ponto de encontro será às 17h30m no Porto de Pesca Costeira, na Gafanha da Nazaré e será feita uma visita pedestre à Lota e às restantes instalações da Docapesca, no Porto de Pesca Costeira. Neste caso a visita implica a inscrição e o pagamento do evento.
Na sexta-feira, dia 16, os visitantes poderão fazer uma visita orientada pedestre ao centro de urbano de Ílhavo. O ponto de encontro está marcado para as 18h15 no Largo da Igreja Matriz.

As visitas gastronómicas estão agendadas para o fim-de-semana. No sábado às 15 horas será feito uma passeio orientado de bicicleta aos estaleiros Delmar Conde e Carmonáutica, com um custo de 8 euros/pessoa. O ponto de encontro será no Largo da “Bruxa”, na Gafanha da Encarnação, às 15 horas.
O último passeio tem como temática as viagens de sabores e de bacalhau e consiste numa visita orientada náutica e pedestre ao porto de pesca costeiro e a empresa de transformação alimentar do bacalhau – Bacalhau Barents, com degustação preparada pelo chef Ricardo Marques (Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel). Terá início às 10 horas, no Miradouro do Forte da Barra, na Gafanha da Nazaré.

 

“Sentidos de Mar” apresenta-se como programa complementar ao Festival Gastronomia de Bordo

“Sentidos de Mar” é uma nova iniciativa da Câmara Municipal de Ílhavo, incluída na atividade do Museu Marítimo de Ílhavo, que contempla visitas orientadas (maioritariamente no exterior do museu) como programa complementar ao Festival Gastronomia de Bordo, com início marcado para esta quarta-feira, 14 de novembro.
Até ao final deste ano e prolongando-se até 2020, a pretexto do mar, das pescas e das comunidades serão promovidos um conjunto de circuitos orientados (pedonais, de bicicleta ou em lancha) que irão experimentar e visitar o património marítimo e iconográfico do Município de Ílhavo, incluindo o religioso, bem como outros aspetos muito particulares e relevantes, mas menos abordados, da cultura marítima local. Será uma forma diferente, com muitas surpresas, de descobrir e valorizar e história e identidade seculares ilhavenses.
No dia do arranque do Festival Gastronomia de Bordo, dia 14 de novembro, Sentidos de Mar irá descobrir que a Costa Nova é mais do que os tradicionais Palheiros(18:20 horas). Desde o início da ocupação humana a 2018 muito se alterou naquela praia. Quem foram, e, principalmente, quem são, os reais habitantes desta Costa Nova? Será um passeio de bicicleta, no final do dia, para melhor redescobrir o que pensamos conhecer bem.
No dia 15, pelas 17:30 horas, terá lugar um passeio pedestre orientado no Porto de Pesca Costeira, com visita à Lota e possibilidade de assistir a um leilão e contactar com os protagonistas desta saga diária que zelam pela qualidade do peixe. O Porto de Pesca é o palco maior do circuito dos peixes da costa. Entre a pesca e a distribuição, que fazem chegar o peixe a cada casa, há uma série de etapas a cumprir para garantir a qualidade do que se come.
Na sexta-feira, dia 16 de novembro, pelas 18:15 horas, haverá um passeio pedestre orientado no centro urbano de Ílhavo que percorrerá os caminhos da procissão do Senhor Jesus dos Navegantes e levará a descobrir o que de mais genuíno e puro tem esta tradicional e genuína devoção.
O fim de semana reserva espaço para três iniciativas do “Sentidos de Mar”.
No sábado, dia 17 de novembro, e a integrar as comemorações do Dia Nacional do Mar, haverá, pelas 10:00 horas, uma visita gastronómica orientada, com degustação, ao Museu Marítimo de Ílhavo para descobrir e provar os sabores do passado das pescas longínquas nacionais. Pelas 16:00 horas, será a vez de visitar dois estaleiros de tecnologia e construção naval, dois posicionamentos muito distintos, ancorados nas técnicas do passado que asseguram uma melhor ação no presente e melhor planeamento no futuro.
Domingo, dia 18, pelas 10:00 horas, terá lugar uma viagem repleta de sabores e Bacalhau. Literalmente, embarca-se nesta aventura de descoberta do Porto Bacalhoeiro e do seu protagonista: o bacalhau. Haverá lugar a uma visita à empresa Barants e à degustação do Bacalhau preparado pelas mãos do chef ilhavense Ricardo Marques.
Em 2018 o ciclo de iniciativas encerra com um passeio pedestre orientado no centro urbano de Ílhavo, no dia 25 de novembro (10:00 horas). O território urbano labiríntico instiga à curiosidade da história e estórias que conduzem à procura da lógica e do sentido das vidas dos protagonistas da Faina Maior.

PROGRAMA COMPLETO

14 novembro, quarta-feira, 18h20
Costa Nova do Prado, mais do que os palheiros...
Passeio ciclável orientado na Costa Nova do Prado.
Gratuito.
Bicicleta disponibilizada pela organização

15 novembro, quinta-feira, 17h30
No Porto de Pesca Costeira, o circuito dos peixes
Passeio pedestre orientado no Porto de Pesca Costeira com visita à Lota.
Pagp

16 de novembro, sexta-feira, 18h15
Ílhavo, caminhos da procissão do Senhor Jesus dos Navegantes
Passeio pedestre orientado no centro urbano de Ílhavo.
Pago

17 de novembro, sábado, 10h00
Gastronomia de Bordo no Museu
Visita gastronómica orientada ao Museu Marítimo de Ílhavo por José Gomes Ribeiro, Álvaro Garrido e Patrícia Borges. Com degustação.
Pago

17 de novembro, sábado, 15h00
Tecnologia e técnica da Construção Naval – passado vs presente
Passeio orientado ciclável nas Gafanhas da Encarnação e do Carmo, com visita aos estaleiros Delmar Conde e Carmonáutico                                                                                                                        Pago                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Bicicleta disponibilizada pela organização

 

18 de novembro, sábado, 10h00
Viagens de sabores e bacalhau
Passeio de barco e pedestre com visita à Bacalhau Barents e degustação de Bacalhau.
Transporte de barco disponibilizado pela organização                                                                                                                                                                                                                                             Pago

25 de novembro, domingo, 10h00
No centro de Ílhavo, história e "estórias" da terra e do mar...
Passeio pedestre orientado no centro urbano de Ílhavo.                                                                                                                                                                                                                                        Pago

 

Estas ações inserem-se no projeto “Territórios com História: o mar, a pesca e as comunidades - programação cultural em rede dos municípios de Ílhavo, Peniche e Murtosa”, cofinanciado pelo CENTRO2020, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

As inscrições, sujeitas a confirmação e limitadas, podem ser efetuadas no Museu Marítimo de Ílhavo (234 329 990 ou em visitas.mmi@cm-ilhavo.pt) e incluem guia, seguro e cedência de bicicleta. A idade mínima recomendável é a de 12 anos. As atividades têm a duração estimada de duas horas.

 

A fotografia, a música, bem como o espaço e o movimento, são alguns temas em destaque na programação de novembro da Casa da Memória (CDMG). Duarte Belo, nome de referência no campo da fotografia, é o guia de visita deste mês, no mesmo dia em que é inaugurada a sua exposição “Depois do tempo”, uma mostra que percorre um hiato temporal de 30 anos, desde uma primeira fotografia feita em 1988, até ao presente, para mostrar Guimarães e a sua paisagem envolvente.

No dia 17, o ciclo de conversas “Memórias da Memória” terá Ana Paixão como convidada, que nos falará sobre a memória no campo da música. No “Domingos em Casa” deste mês (dia 18), as famílias serão desafiadas a descobrir física e sensorialmente os diferentes espaços da CDMG.

A Casa da Memória inaugurou este sábado, 03 de novembro, às 17h00, uma exposição de Duarte Belo que percorre um hiato temporal de 30 anos, desde uma primeira fotografia, feita em abril de 1988, até ao presente, que procura descrever a cidade de Guimarães e a sua paisagem envolvente. Autor de um acervo de mais de um milhão de imagens de todo o Portugal continental e ilhas desde 1982, devidamente catalogado e organizado, Duarte Belo é, sem dúvida, um nome de referência na compreensão visual do território português nos últimos trinta e cinco anos.

Intitulada “Depois do tempo”, esta exposição é um diálogo entre matérias e formas, aparentemente desconexas, para mostrar Guimarães e o seu território circundante. É um modo de revelar processos de relação com a terra, com as tecnologias de captura da imagem pela fotografia, pelas manualidades associadas aos processos de comunicação de conceitos, linhas de pensamento. É o discurso construído entre a imagem da cidade e uma forma possível de a representar. A exposição poderá ser visitada de terça a domingo, até ao dia 30 dezembro.

A propósito da inauguração da sua exposição, Duarte Belo é o guia de visita deste mês, altura em que nos falará sobre a sua memória visual de Guimarães, cidade que fotografa regularmente desde o final da década de oitenta.

No dia 17, às 17h00, o ciclo de conversas “Memórias da Memória” convida Ana Paixão para abordar a ligação entre música e memória. A escrita e a audição musicais implicam permanentemente memória. Ouvimos temas, melodias, formas sonoras porque memorizamos sequências, que reencontramos adiante na mesma obra, ou mesmo em diferentes obras que dialogam entre si. A composição tece-se nesse permanente entrelaçado de sons apreendidos que alternam com secções novas. Por que é que nesse jogo ininterrupto, entre memória e inovação, a música nos faz vibrar e nos toca? Ana Paixão é doutorada em literatura comparada com uma tese sobre «Retórica e técnicas de escrita literárias e musicais em Portugal - séculos XVII e XIX». Investigadora do Centro de Estudos de Sociologia e de estética musical da Universidade Nova de Lisboa, trabalhou na Universidade de Paris III e no Conservatório nacional em Lisboa. Desde 2010, ensina na Universidade de Paris 8 e dirige a Casa de Portugal - André de Gouveia.

Como habitualmente, o penúltimo domingo do mês traz-nos uma nova oficina para toda a família. No Domingos em Casa de novembro, dia 18, às 11h00, serão exploradas técnicas de movimento e da interação dos eixos corpo-espaço-objeto. Quanto espaço ocupa o meu corpo? Que marcas deixo nos espaços por onde percorro? Como registar o espaço que ocupo? Nesta oficina, miúdos e graúdos irão descobrir física e sensorialmente os diferentes espaços da Casa da Memória e deixar lá a memória dos seus corpos. Orientado por Melissa Rodrigues, este Domingos em Casa é dirigido a maiores de 3 anos.

sábado, 03 novembro 2018 11:32

Saudade - back to fado

O Cine-Teatro Louletano volta a apostar no universo da dança contemporânea trazendo a palco uma companhia de referência a nível nacional, a Quorum Ballet, que terá lugar no próximo dia 9 de novembro, pelas 21h30.

Trata-se de um trabalho singular com direção artística e coreografia do prestigiado Daniel Cardoso, sendo a absoluta estreia no Sul do país desta nova criação que cruza música ao vivo com performance e dança contemporânea.
Trata-se de uma peça coreográfica inspirada na obra literária de Luís Vaz de Camões. Na verdade, "Saudade" pretende voltar à origem, numa mistura de sentimentos, pedaços de dor, alegria, solidão, amizade, desamparo e amor. E tudo isto deixando-nos levar pelas 12 coradas de uma guitarra portuguesa.
Na sinopse de "Saudade - Back to Fado" dizem os autores que se trata "da dor de uma ausência, do desejo de algo ou de alguém de que se está privado. É nostalgia, melancolia, lembrança de pessoas ou coisas distantes ou até extintas, e o grande desejo de tornar a elas”.
O preço dos bilhetes é de 10 euros, passando para 8 euros no caso dos maiores de 65 e menores de 30 anos. O Cartão de Amigo é aplicável a este evento. O espetáculo tem uma duração aproximada de 90 minutos (com intervalo) e dirige-se a maiores de 6 anos, sendo que têm entrada gratuita, mediante a disponibilidade da sala, os jovens com 18 anos ou que ainda venham a fazer 18 anos no presente ano no âmbito do projeto “És Cultura 18!”.

quinta, 01 novembro 2018 14:42

Crónicas de el rey d.sebastião

No dia 6 de Novembro, às 18.00, no Colégio dos Jesuítas do Funchal.

Através na Imprensa Académica, que tem como principais objectivos libertar das fronteiras das universidades o conhecimento que deve ser de todos a Associação Académica vai editar uma obra coordenada pelo Prof. António Brehm e comentada pelos historiadores Rui Carita e Cristina Trindade, "A CRÓNICA DE EL-REI D. SEBASTIÃO", da autoria de Miguel Pereira.

Trata-se do mais antigo relato, sobre a vida e o reinado de D. Sebastião, que chegou até nós, nunca publicado em livro, que recebe, nesta edição, o prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins, antigo ministro e presidente do Tribunal de Contas.

Com a morte de D. Sebastião, em 1578, começa a ser edificado e difundido um mito, que se quer profético, sobre o seu retorno para salvação nacional. Desde o jesuíta António Vieira, até ao poeta Fernando Pessoa, muitos foram os intérpretes e articuladores da difusão do mito Sebástico.

A apresentação da obra quer-se como um espaço de diálogo e de reflexão, fugindo à tradicional prelecção sobre o autor e o livro, incluindo neste caso em particular os comentadores desta reedição. Pretende-se, essencialmente, um espaço de discussão livre sobre a actualidade, sobre o passado e o futuro procurando responder à questão: Precisamos ser salvos?

Na conversa, coordenada por Andreia Micaela Nascimento, participarão Violante Saramago Matos, Nélson veríssimo, José Martins Júnior, Nicolau Fernandes, Nuno Morna e Vera Duarte.

Sobre a obra

"A CRÓNICA DE EL-REI D. SEBASTIÃO" que agora se publica é um documento essencial para o conhecimento de um dos momentos mais complexos e dramáticos da história portuguesa. O códice número 477, da Biblioteca Nacional de Portugal, intitulado “Crónica de El Rei Dom Sebastião, Décimo Sexto Rei dos de Portugal na qual se contém, por maior, os sucessos do seu Reinado e vida”, da autoria de Miguel Pereira (1584), constitui o mais antigo relato, sobre a vida e o reinado de D. Sebastião, que chegou até nós. A Crónica corresponde a um roteiro essencial sobre um período histórico que melhor ficamos a conhecer – merecendo por isso uma especial atenção por parte dos estudiosos e do público em geral. O texto cobre 59 capítulos curtos, onde se referem os elementos mais significativos da vida do Rei Desejado, contendo um precioso conjunto de notas que lhe dão um especial sentido para a compreensão dos acontecimentos e da personalidade de D. Sebastião. Do autor pouco ou nada se sabe, exceto que quis escrever estes apontamentos, marcas indeléveis de uma vida curta que tinha de acabar numa tragédia, servindo assim de epítome daquele curto reinado.

terça, 23 outubro 2018 11:52

Árvores podem melhorar ar no Porto

Investigação do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro sobre qualidade do ar no Porto pode melhorar com árvores estrategicamente plantadas

Quando colocados estrategicamente os espaços verdes têm um enorme potencial para melhorar a qualidade do ar nas cidades. A conclusão é de uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) que na cidade do Porto estudou o potencial das zonas verdes para reduzir as concentrações de dois dos principais poluentes das cidades nacionais: o dióxido de azoto e as partículas em suspensão no ar. Só estes dois poluentes poderiam ser reduzidos em cerca de 20 por cento com a ajuda da Natureza.

Publicado este mês na revista Atmospheric Environment, o estudo centrou-se no Porto, mais concretamente no bairro do Batalhão dos Sapadores na Rua da Constituição, onde os investigadores do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA, e através de modelos numéricos previamente desenvolvidos, simularam a substituição de um bloco de edifícios por um parque verde urbano de 570 metros quadrados.

O trabalho previu os efeitos que a zona verde teria sobre dois dos principais poluentes e ambos emitidos pelo sector dos transportes: as partículas em suspensão suficientemente pequenas para serem inaladas e o dióxido de azoto, poluentes que no Porto, e de uma forma geral nas cidades portuguesas, são os mais preocupantes para a saúde pública.

As conclusões não deixam dúvidas: a existência de uma área urbana junto à Constituição permitiria reduzir, em média, as concentrações de partículas em suspensão no ar em 16 por cento e de dióxido de azoto em 19 por cento, reduções essas que serão maiores ou menores dependendo das condições meteorológicas que se verificarem.

A mesma necessidade por espaços verdes estrategicamente posicionadas se aplicará não só a outras zonas da cidade do Porto como também a outras cidades nacionais. É que apesar das particularidades da morfologia urbana (edifícios, árvores e estradas) da zona portuense onde foi realizado o estudo, e que têm um papel preponderante no microclima urbano e, consequentemente, na qualidade do ar, os modelos numéricos e o método usado pelos investigadores da UA podem ser utilizados em qualquer área urbana.

Planear o território a pensar na qualidade do ar
“Estes resultados são explicados pela introdução de árvores que sendo elementos porosos, ao contrário do que acontece com os edifícios, promovem um aumento da velocidade do vento na região em estudo aumentando, consequentemente, a dispersão dos poluentes atmosféricos”, aponta Sandra Rafael, a investigadora que assina o trabalho do CESAM juntamente com Bruno Vicente, Vera Rodrigues, Ana Miranda, Carlos Borrego e Myriam Lopes.

Este estudo permitiu concluir, “através de uma análise quantitativa, o potencial das soluções baseadas na Natureza para a melhoria da qualidade do ar nas cidades, demonstrando que estas podem e devem ser consideradas como um instrumento de gestão da qualidade do ar pelos decisores políticos”, apela Sandra Rafael.

Para além disso, é evidenciado neste estudo que “os benefícios destas soluções estão diretamente dependentes de um adequado ordenamento do tecido urbano”. Isto significa que “o planeamento do território, como é exemplo a seleção do local e áreas a aplicar estas soluções, entre outros fatores, é imprescindível, requerendo que as medidas sejam avaliadas antes da sua implementação, o que só é possível através de modelos numéricos”.


“A qualidade do ar à escala local depende fortemente das singularidades de cada área urbana, pelo que a morfologia do território, onde se enquadra a presença da vegetação, e as condições meteorológicas locais são fatores preponderantes. Estamos a falar de um escoamento atmosférico complexo cujo comportamento varia hora a hora”, aponta a investigadora. Apesar desta complexidade, Sandra Rafael garante que “temos hoje disponíveis um conjunto de ferramentas e de conhecimento que nos permitem apoiar a decisão política nesta temática”.

Assim, os resultados deste estudo reforçam a necessidade de integrar o conhecimento e as ferramentas científicas no planeamento urbano, para otimizar o papel das soluções baseadas na Natureza na melhoria da qualidade do ar e da qualidade de vida dos cidadãos. Sabendo que mais de 75 por cento da população europeia vive e viverá em áreas urbanas e conhecendo hoje os efeitos da poluição atmosférica na saúde humana, “é imprescindível garantir um ar de qualidade nas nossas cidades”.

“Sabemos hoje que as designadas soluções baseadas na Natureza para a melhoria da qualidade do ar em ambientes urbanos permitem assegurar múltiplas funções e benefícios num mesmo espaço, podendo ser mais eficientes em termos de custo-benefício”, aponta Sandra Rafael.

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