Um olhar sobre o mundo Português

Voltei depois de um muito necessitado hiato e agora apresento uma edição recheada de experiências e multiculturalidade. Seja bem-vindo de novo

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Yvette Vieira

Yvette Vieira

quinta, 20 abril 2017 15:08

Feiticeiro da calheta

O filme de Luís Miguel Jardim é uma obra ficcionada sobre a vida de João Gomes de Sousa, reconhecido poeta popular madeirense que viveu na localidade da Calheta, na primeira metade do século XX. Esta longa-metragem é uma homenagem a esta personalidade, mas não só, é também um retrato sobre a vida rural da ilha da Madeira numa determinada época e as suas idiossincrasias. É um projecto cinematográfico desenvolvido e produzido por pura paixão, que contou com a participação de mais 400 pessoas e uma banda sonora original, do compositor madeirense João Augusto Abreu.

Como é que alguém que não tem nada a ver com cinema lhe ocorre fazer um filme sobre o “Feiticeiro da Calheta”?
Luís Miguel Jardim: Eu tenho como formação base direito, mas faço cinema já há alguns anos no Liceu Jaime Moniz, pelo menos nove anos. O “Feiticeiro da Calheta” não aparece do nada, existe um trabalho de experimentação que tem sido desenvolvido ao longo dos anos e creio que este filme é minha quinta longa-metragem, já fiz alguns documentários, o que o distingue é que é uma produção independente. Não acontece sem mais nem menos. A temática surge por um desafio lançado pela professora Eva Natália e pelo Eugénio Perregil, não resulta de uma nota biográfica, é filme de ficção quer das vivências do chamado “Feiticeiro da Calheta”, quer do João Gomes de Sousa.

Vamos falar deste argumento que não se limitou a abordar esta personalidade, mas que reflecte de certa forma um período específico da ilha da Madeira e há muitos regionalismo nas falas.
LMJ: Exactamente. O “Feiticeiro da Calheta” tem uma série de subtemas, um deles a colonia, que era um regime da exploração da terra assente numa relação manifestamente injusta entre o senhorio e o colono. É um traço histórico que nos marcou e que nos deve envergonhar, por isso, não deve ser esquecido, deve ser relembrado. Para além disso, há também a questão dos afectos, a relação entre pais os filhos e tive esse cuidado com as personagens do feiticeiro e da filha. Na prática não sei se terá sido assim ou não, no entanto, foi esta a linha principal que introduzi no guião da história e que para mim foi o traço mais marcante, esta relação de amor entre pai e filha.

O argumento também revela várias características de estratificação da sociedade madeirense naquela época.
LMJ: Além dessa estratificação que manifestamente passava pela questão da colonia, também tivemos a preocupação de ir buscar algumas profissões da época que entretanto foram abandonadas e tentámos salientar esses traços característicos quer no aspecto económico, quer no social.

O guião tem também muitos regionalismos que já não se utilizam, houve uma pesquisa nesse sentido?
LMJ: Houve um grande trabalho de pesquisa, feito pela Paula Trindade, que é uma das actrizes, pelo Francisco Faria e também um conjunto de pessoas que estiveram a trabalhar nessa área de recolha de informação sobre esses regionalismos. É um trabalho de pré-produção que é necessário fazer antes de começar a filmar.

Disseram-me que o filme demorou um ano a ser rodado. Isso inclui essa pré-produção?
LMJ: O filme demorou um ano e sete meses e isso inclui esse trabalho de pré e pós-produção.

Há planos maravilhosos da ilha, sobre as várias fases da vida rural madeirense. Foi filmando ao longo desse ano e sete meses essas diferentes épocas de colheita? Ou foi tudo encenado?
LMJ: Não, tudo o que vê é real, exceptuando alguns efeitos sonoros que são colocados nas pós-produção. O que acontece é que usámos color branding nas imagens.

O filme tem uma vertente muito cómica, mas também foca outra questão mais dramática que é o suicidio que era algo muito comum nessa época na Calheta?
LMJ: A questão do suícidio é transversal ao longo dos anos na ilha da Madeira, não apenas na Calheta. Acontecia com regularidade e eu penso que era um fenómeno que estava associado a situações de pobreza extrema, de endividamento, de vícios, nomeadamente, devido ao álcool.

Embora, seja um filme de ficção, é baseada numa personalidade real e há a célebre cena do cordão de ouro que pertence a filha do “Feiticeiro da Calheta”, Maria de Jesus.
LMJ: O cordão de ouro não pertence à Maria de Jesus. A nossa ideia inicial era usar o original, mas não foi possível pelas condições políticas na Venezuela. Utilizámos uma peça de ouro muito antiga que pertence a uma das actrizes, a Paula Trindade. Embora, o feiticeiro tenha o sonho de dar um colar de ouro, no guião em função da narrativa em vez de oferecer um, dá dois, um à sua filha e o outro à filha do amigo que faleceu.

Quanto as pessoas que participaram no filme, há muitas personalidades da sociedade madeirense, como é que foi esse convite, porque lhe ocorreu trazer essas pessoas para o filme?
LMJ: Muitas destas pessoas estão ligadas a vida política e não só da nossa terra, como é o caso do João Carlos Abreu que já participou em outras produções minhas, porque é uma personalidade sempre ligada à cultura e cada vez que o convido ele diz logo que sim. O Carlos Lélis também tem muita experiência ao nível da representação e teve uma companhia teatro. O Alberto João Jardim entra na filme através do pedido de uma das nossas actrizes, a Fátima Marques, que é muito amiga dele, ela fez-lhe esse desafio e ele aceitou, porque como já estava afastado da vida activa política, tinha mais disponibilidade e a ideia avançou, a sua única condição foi ver antes o guião com as suas falas. Eu tive mesmo a preocupação de pedir-lhe para deixar crescer a barba para ter um ar mais rude, mais campestre, algo que ele nunca tinha feito antes. Tivemos o representante da República, o Eríneo Barreto, que achou imensa graça ao convite e fez essa pequena participação e as filmagens são no palácio de São Lourenço. Todas estas personalidades aceitaram, porque gostaram da ideia do filme, abordar o modo vivendis da sociedade madeirense e das suas tradições. Porquê foram convidados? No caso do Alberto João Jardim houve dois motivos, a notoriedade que o filme alcançou teve outro impacto e não tenho dúvidas disso, porque tivemos tempos de antena em vários meios de comunicação social generalista do país. Foi também uma justa homenagem ao homem, eu estudo muito à história da Madeira, fiz um filme chamado “Águas” e agora o “Feiticeiro da Calheta” e o que se nota é que a ilha foi abandonada ao longo de muitos anos pelo poder central, e quando Alberto João Jardim chega as nossas reivindicações são ouvidas em Lisboa e mesmo em termos de condições de vida tudo melhorou muito, claro que houve coisas que não foram bem feitas, mas no filme houve um texto muito próprio para encaixar naquela pessoa, esse papel só podia ser dele.

Outra homenagem que fez e houve uma certa justiça em devolver ao “feiticeiro da Calheta” a origem do famoso bailinho da Madeira.
LMJ: O bailinho da Madeira, pela informação que tenho e é a opinião corrrente das pessoas da Calheta, é que provêm do Feiticeiro, as pessoas que o conheceram e a própria filha com quem falei também o confirmou, todos são unânimes, não há dúvida, a génese dessa letra e música é do João Gomes de Sousa. Como ele era amigo do Max acabou por mostrar-lhe o tema e há a história que se conta de que alguém ouviu na telefonia a versão do bailinho do Max contou ao feiticeiro e o João Gomes de Sousa foi até o Funchal esperar pela chegada do Max no barco e ele deu-lhe algum dinheiro, muito pouco pela canção. O que eu pretendo mostrar é que ele é o criador de um género, a letra que ele escreve não corresponde a versão actual. O actual bailinho da Madeira resulta dos arranjos que o Max fez e se este músico não tivesse entrado nisto estou convencido que este tema não teria tido a dimensão que possui actualmente. O Max conferiu-lhe uma musicalidade e uma projecção que de outra forma sinceramente não teria tido, é uma opinião muito pessoal. Eu acho que os dois estão de parabéns quer o “Feiticeiro da Calheta” quer o Max, porque foi um trabalho que se complementou, não vejo que o que fiz levante alguma celeuma, são duas figuras que olham, os dois cada um à sua maneira para um tema, com diferentes visões e expressões musicais.

Tem a ideia de passar este filme pelas comunidades madeirenses no exterior. Mas, mesmo que sejam mostrado o filme já considerou que terá de legendá-lo?
LMJ: É assim, para as comunidades madeirenses não há essa preocupação, a questão da legendagem coloca-se quando se pensa no mercado nacional, que não é o que mais me apaixona, o que tenho em mente é primeiro acabar o circuito regional. Vamos tentar prolongar esta mostra do filme até a vinda de emigrantes para à Madeira até Agosto. É claro que já tivemos contactos, há convites para mostrar o filme nos Açores e no Continente, mas serão pensados na devida altura, agora estámos muito focalizados no circuito regional.

quinta, 20 abril 2017 14:42

Recôncavo

 

Apresentação do livro e exposição de Fernanda Grigolim surge no âmbito do congresso internacional Herberto Helder, a vida inteira para fundar um poema.

A obra de Fernanda Grigolim não obecede aos parâmetros de outras entrevistas que realizei, limito-me a extrair uma parte da conversa da artista sobre a sua obra na galeria porta 33 e mostrar as várias formas de descobrir, sentir e fruir o seu trabalho.
“A minha relação com a fotografia sempre foi um acto de sobrevivência. Comecei a fotografar logo depois da morte do meu avô. Eu tinha dezenove anos e havia ganhado uma Pentax MX e resolvi entender o que era tudo aquilo que vinha nela. Lembro que o primeiro lugar que fotografei com a câmera foi Bariri, a cidade natal do meu avô Luiz Grigolin.
As fotos nunca foram reveladas, perdi o filme em casa ou no laboratório do Museu Lasar Segal, o lugar onde fiz meu primeiro curso de fotografia. Depois, na faculdade, enveredei por questões sociais e passei anos e anos da minha vida usando a fotografia para e com o meu ativismo.
"Retratos da Garoupa" é um livro lançado em 2010 que demorou três anos para ser realizado. É uma ficção que nasceu da necessidade de criar o contato com o passado, fazer presente a história de vida de meu pai, João José Moraes, morto aos 31 anos, quando eu tinha apenas sete meses.
João José Moraes, conhecido pelos amigos e familiares como Moraizinho, era catarinense, natural de Rio Negrinho, nascido em 16 de janeiro de 1949. Ele passou a primeira infância em um sítio em Congonhas, Camboriú, Santa Catarina. Aos dez, mudou para Porto Belo com a família.
"Retratos da Garoupa" é uma ficção, meu pai nada deixou escrito. Construí um narrador masculino que tinha um primeiro encontro com a escrita. Também era meu primeiro encontro como filha com meu pai e com minha escrita ficcional.
Meu pai era um homem de classe média baixa, que viveu no Brasil no final dos anos 1970 em plena ditadura militar. Ele é personagem e narrador, e é apresentado nas imagens e no texto. A história se desenrola entre os anos de 1978 e 1980. O livro tem 64 páginas, 20 x 20 (fechado). O narrador comenta sobre sua vida na cidade de São Paulo, em Curitiba. Contudo, suas digressões e flashbacks remetem sempre à Porto Belo, em Santa Catarina. O nome faz alusão ao primeiro nome da cidade, a enseada da Garoupa. E a Garoupa do livro é muito mais uma cidade imaginária à qual o narrador sempre recorre ao escrever suas memórias. "Retratos da Garoupa" não é um livro de literatura, apesar de haver texto, o livro parte do fotográfico".

 

 

Http://www.porta33.com/exposicoes/content_exposicoes/Fernanda_grigolin/fernanda_grigolin_filme.html

quinta, 20 abril 2017 13:58

Amazônia em perigo

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) a desflorestação na Amazónia, no período de Agosto de 2015 à Julho de 2016 foi de 7989 km², 29% maior que em idêntico período no ano anterior.

A destruição do chamado “pulmão do mundo” libertou para a atmosfera, segundo cálculos do INPE, 586 milhões de toneladas de carbono, o equivalente a oito anos de emissões de todos os automóveis que circulam no Brasil.
Com este comportamento o país distancia-se das metas estabelecidas pela última cimeira do clima patrocinada pela ONU e contraria a evolução que estava a ser seguida, no sentido de reduzir a desflorestação da Amazónia. Na verdade, é a primeira vez, em 12 anos, que a perda destas áreas florestais apresenta um aumento significativo, gerando quase 50% de gases com efeito estufa para a atmosfera global.

As perdas em termos de área de floresta tropical virgem tem dado lugar a terrenos agrícolas ou de pastagem. No entanto, quase metade do abate dessas zonas ocorre de forma ilegal. No Brasil este tipo de desflorestação tem como objectivo primordial à produção agrícola que resulta da crescente procura de carne, peles e os seus derivados impulsionados pelo crescimento global da população e pela expansão da classe média, particularmente do sudeste asiático. Embora, o país tenha tido um sucesso considerável em abrandar a taxa de perda de floresta tropical para terrenos agrícolas, se esta tendência se mantiver as consequências não serão sentidas apenas em termos de mudanças climatéricas, mas também numa perda irreparável em termos de diversidade florestal.

Segundo um estudo inédito, publicado recentemente, no “Journal of Sustainable Forestry”, a Botanical Gardens Conservation International (BGCI), com base nos dados de sua rede de 500 jardins botânicos ao redor do mundo, estima a perda de 60.065 espécies de árvores no mundo, das quais 14% são encontradas em território brasileiro. De acordo com esta organização não governamental o Brasil é assim o país com a maior biodiversidade de árvores do mundo, ou seja, há 8.715 espécies de arborícolas que apenas existem no seu território e que representam 14% das 60.065 que existem em todo o planeta. Em segundo lugar na lista esta a Colômbia, com 5.776 espécies, e a Indonésia, com 5.142. A expectativa é que a lista, elaborada a partir de 375,5 mil registros e ao longo de dois anos, seja usada para identificar espécies raras e ameaçadas e prevenir sua extinção, mas também vêm reforçar o papel importante que a selva Amazónica tem para o planeta.

http://www.inpe.br/

A 6ª edição do Madeira Film Festival (MFF) tem um programa ambicioso com estreias nacionais, celebridades, e novas parcerias com festivais de cinema internacionais.

A actriz Marina Albuquerque é uma das presenças confirmadas para o MFF'17 para apresentar o filme do realizador Edgar Pêra, “Delírio em Las Vedras”, no dia 23 de Abril pelas 18.30, no Teatro Baltazar Dias. Há duas décadas esta actriz é um dos rostos mais conhecidos da comédia em Portugal. Nascida em Lisboa, notabilizou-se com a participação em várias séries e novelas televisivas, como "Morangos com Açúcar", "Ana e os Sete", “Malucos do Riso" e mais recentemente na novela "A Única Mulher".
No cinema colaborou com Edgar Pêra em vários filmes "A Konspiração dos Mil Tímpanos", "Virados do Avesso" e "Sudwestern e O Barão". Trabalhou também com os realizadores Luis Galvão Teles, Michael Sturminger, Inês Oliveira, Jeanne Waltz, Raoul Ruiz, José Abreu, Leão Lopes e Manuel Mozos.
A longa-metragem “Delírio em Las Vedras”, estreou-se em Fevereiro deste ano, depois de uma antestreia em Torres Vedras e após dois anos de rodagem e pós-produção e chega à Madeira no âmbito da 6ª edição do Madeira Film Festival.
Para o realizador, Edgar Pêra, "Delírio em Las Vedras é um filme em 3D, sendo ao mesmo tempo ficção e documentário, e juntando a espontaneidade dos mascarados a um fio narrativo associado à comédia portuguesa". O filme foi rodado durante seis dias em pleno Carnaval de 2015, mais a noite do "enterro do osso” e dá a conhecer as suas vivências. Resumidamente, esta longa-metragem aborda “um grupo de repórteres inspirados nos diferentes estilos dos canais televisivos, dos canais pimba aos culturalistas, dos radicais aos musicais, dos radiais aos canais 3D, invade o Carnaval de Torres Vedras. O seu objectivo é garantir o máximo de audiência. E estão dispostos a tudo para isso. Os repórteres mascaram-se de forma a poderem misturar-se com a multidão, quebrando assim todas as barreiras e tornando-se parte da realidade do Carnaval".
O protagonista é Nuno Melo, sendo este o último filme da sua carreira de ator, onde faz dois papéis, "é o Ermelindo, o repórter de um canal institucional, e a Ermelinda, a matrafona à força. Está lá contrariado porque acha que este é um tema que não interessa às elites" esclarece o realizador. Os monólogos do ator têm, também eles, um "caráter autobiográfico e de pendor cómico", caraterísticos do ator, acrescentou. "Apontávamos a câmara para qualquer lado e tínhamos sempre motivos de interesse", contou o cineasta, adiantando que muitos dos entrevistados são "matrafonas'", máscaras típicas em que os homens se vestem de mulheres, mas afirmando a sexualidade masculina. Para Edgar Pêra, o filme, apoiado pelo município, pretende "ser também um veículo de promoção do carnaval de Torres Vedras, que atrai cerca de 350 mil visitantes durante os cinco dias". O filme, de 80 minutos, esteve no Festival Internacional de Cinema de Roterdão e junta-se aos quase 40 filmes já realizados pelo cineasta.
Nele contracenam os atores Nuno Melo, Marina Albuquerque, José Raposo, Sofia Ribeiro, Albano Jerónimo, José de Pina, Rui Melo, Miguel Borges, Marco Paiva, Jorge Prendas, Miguel Pereira, Miguel Partidário, João Sodré, Marlise Gaspar e os foliões torrienses.
Pela primeira vez o número de participantes ligados à indústria cinematográfica aumentou sem que o festival tivesse de oferecer os voos, ou acomodação. Um indicador positivo de que mais pessoas interessadas nestas áreas estão a escolher a semana do festival para virem conhecer à ilha da Madeira e conviver com realizadores, atores e produtores, numa semana repleta de filmes, palestras, conversas com celebridades e ainda um programa social internacional muito diversificado.

sexta, 31 março 2017 14:20

Noite

Esta peça surge de um convite ao encenador Graeme Pulleyn que se rodeou uma equipa quase inteiramente natural ou residente em Viseu para dar corpo a este desafio e que conta com a interpretação e co-criação de Sofia Moura

Perséfone, uma menina de 5 anos faz uma viagem inesperada com a sua mãe, da cidade para uma aldeia no interior de Portugal, que tanto podia ser de Lisboa como para o Minho, para visitar a avó que está doente. Esta noite vai ter que dormir sozinha, no quarto onde a mãe dormia quando era pequena. Quarto este recheado de sombras estranhas, ruídos assustadores e um baú que esconde os segredos da noite. Até o peluche, que lhe faz companhia, não é o dela. E surge na cabeça da pequena Perséfone a grande questão. "Para que é que serve noite?". Pouco a pouco vai ganhando coragem para enfrentar os seus medos e com a ajuda da Dona Noite e do Capitão Escuro a menina heroína embarca numa viagem emocionante à descoberta dos segredos da noite.

Este espectáculo, dirigido a um público infantil, dos 3 aos 6 anos, e familiar é uma criação original de Graeme Pulleyn e Sofía Moura. Num processo de improvisação, que cruza as linguagens da dança, do teatro e dos contadores de histórias, os dois artistas de Viseu procuraram criar um espectáculo com uma forte vertente visual, que puxa pela imaginação, que mexe com as emoções e com uma forte narrativa que agarra miúdos e graúdos. A peça foi concebida como uma viagem algures entre a realidade e o sonho, durante a qual Perséfone vai conhecendo as criaturas e as personagens da noite e vai percebendo que a noite é um mundo para descobrir. Sofia Moura desdobra-se nas múltiplas personagens desta história que só termina com o nascer do sol e o chilrear dos passarinhos.

Este espectáculo é uma produção das Comédias do Minho, companhia sediada em Paredes de Coura e que serve os cinco concelhos de Paredes de Coura, Valença, Melgaço, Monção e Vila Nova de Cerveira.

Ficha Técnica e Artística
Entidade Produtora Comédias do Minho
Encenação e co-criação Graeme Pulleyn
Interpretação e co-criação Sofia Moura
Assistência de Encenação Inês Amaral Mendes
Desenho de luzes Vasco Ferreira
Direcção do projecto pedagógica das Comédias do Minho Alice Silva

VILA NOVA DE CERVEIRA
1 ABR | Biblioteca Municipal | 11:00

PAREDES DE COURA
23 ABR | Centro Cultural | 15:30

MONÇÃO
29 ABR | Biblioteca Municipal | 15:00

VALENÇA
13 MAI | Biblioteca Municipal | 15:00

sexta, 31 março 2017 14:05

Verão explosivo

São algumas das propostas dos designers portugueses para o tempo estival.

O designer de moda Luís Carvalho teve como inspiração o estilo de Debbie Harry dos Blondie e assim surge “Heart of Glass”, uma coleção "com referências nos estilos pop/rock dos anos 70. A sua silhueta varia entre o crop/longo e o skinny/XL, em materiais que contrastam entre o fluido e o estruturado onde são exploradas diferentes texturas. Os detalhes como as riscas e as aplicações metálicas surgem em evidência ou em pequenos pormenores, com uma paleta de cores tem como referência as obras da artista plástica dos anos 70, Gretchen Albrecht e que resulta numa explosão de cores vivas que variam entre o coral, verde, vermelho e o azul". Em termos de tecidos houve o estilista seleccionou malhas com acabamentos de vinil, sarjas de algodão, algodão, cupro e seda que conferem um toque de luxo aos coordenados.

 

Retrospectiva é mote de Filipe Faísca para a coleccção que mostrou na moda Lisboa, para esta estação de primavera-verão, um “Fast. Forward. Play. Again. Stop! Aqui chegados, o que ficou? O que se segue? Qual o caminho? O que importa: o mundo, eu, o outro? Que valores subsistem? Refugiamo-nos de quem? Que guerra é a nossa? Que crise vivemos? Que moda é esta? Retro? Tudo depende da perspetiva em que se olha. A máquina do tempo não pára. Passado. Presente. Futuro. Chamemos-lhe Retrospectiva. Somos a soma do que vivemos, do que aprendemos. Reinventemos os dias com o que nos define, a nossa essência. Já nos conhecemos? Tudo depende da perspetiva em que se olha. Stop!". O estilista mostrou várias peças em algodão, cabedal , cupro , lyocell, neoprene, seda, tencel, veludo e viscose, misturando padrões de pathwork, riscas e plissados. O padrão mandala é da autoria de Colin Foord e Jared Mckay e as cores variaram entre uma palete muito diversificada de amarelo sol, azul indigo, branco giz, camel, mel e verde militar e recife. Os totes e chapéus é da marca Palmas Douradas Algarve, os acessórios Montblanc e os sapatos Christian Laboutin.

sexta, 31 março 2017 14:01

História de antiguidades

Para Rui Afonso Santos, no prefácio que escreve sobre o seu amigo, estas crónicas de aventuras e cumplicidades são deliciosas, porque “com extraordinário deleite e prazer se lêem estas narrações, através das quais o Anisío Franco afirma a sua pujança como historiador e aventureiro, desbravador de novos caminhos histográficos”.

Por norma, quando entrevisto um autor de um livro, nunca cito frases dos textos, mas para aguçar à vossa curiosidade sobre este escritor e as histórias maravilhosas e ao mesmo tempo hilariantes que tem para contar e que tive o prazer de ouvir em mais uma palestra sobre “Dar a Ver” vou buscar duas crónicas, a primeira, intitulada, “a minha bigoduda”... “ Mal a avistei, periclitantemente encostada à escada, jurei que havia ser minha, mesmo com o marido ali ao lado. Mas, quem era ela, a brava senhora com cara de poucos amigos e lábio superior ornado de bigode?”.

“O ídolo”... “ Um agente da Guarda Nacional Republicana apresentou-se junto do presidente da Cooperativa Agrícola Unidade de Manços. À pergunta sobre o paradeiro da escultura romana, reponderam-lhe outra: O Santo Antoninho?As coisas azedaram quando o ídolo voltou a ser reclamado”.

Queria saber há quantos anos é que faz esta colecção de retratos?
Anísio Franco: Esta especificamente, porque o coleccionismo começa muito antes, focou-se provavelmente em 1988, quando tive a possibilidade de comprar e adquirir peças de arte. No princípio até não era uma colecção, era algo que achava graça, tinha a ver com o que estudava, a retratística, os retratos e as séries régias, depois comprei, uma e outra pintura e transformou-se em algo muito sério.

E no total possui quantos retratos?
AF: Cerca de 300 retratos, pinturas de pessoas feias, bonitas, altas, magras, o que me importa é a figura humana. Há um teor humanista nesta colecção, interessa-me preservar a memória daquelas pessoas. Contudo, foram esquecidas e mais tinham o desejo de que alguém os preservasse, uma vontade que acabou por não ser respeitada.

Conseguiu descobrir já todas as histórias dos seus quadros?
AF: Não e ainda bem que não. Eu não gosto de retratos por saber quem é que esta representado. Eu prefiro o desafio, tem a ver com a minha formação de história da arte. O estilo e história verdadeira dos quadros que comprei é o que menos me interessam, por exemplo, tenho um quadro na sala de que sei tudo, o nome do autor, do pintor, quem fez a moldura, a tela, tudo e só o acho decorativo. Para mim o mais importante é sempre o desafio e ainda bem que há muitos que nada sei, porque ainda tenho muito para trabalhar e estudar.

Já alguma vez se interrogou porque gosta tanto dessa área artística tão específica?
AF: Sim, já, porque gosto dos seres humanos. É uma questão humanista. As pessoas que estão ali retratadas viveram, tiveram os seus problemas, as suas idiossincrasias, como aquela mulher do bigode. Interessam-me pelo respeito que tenho pela humanidade.

De entre todos esses retratos que encontrou, houve algum que tivesse descoberto que se tratava de um tesouro artístico, não em termos da pessoa em si, mas sim do autor da pintura?
AF: Sim, claro. Eu já tive retratos que pensei que era uma coisa e afinal era algo melhor. Mas, esse é o aspecto que menos me interessa, definitivamente. Até porque depois não tenho vontade de os trocar por dinheiro, o facto das pessoas acharem maravilhoso, porque se trata de um artista com um certo valor no mercado, isso não me entusiasma nada, particularmente. Já o que me importa sendo bom ou mau, e não há muitos maus retratos por uma questão muito simples, ninguém gosta de ser mal retratado e o pintor estava sempre em frente do retratado, é quem lá esta.

Existe algum quadro, dos muitos que não conhece as verdadeiras histórias e não incluo as que inventa para alguns dos seus retratos, com o qual esteja obcecado por descobrir?
AF: Existem alguns, a questão é que com o tempo as verdadeiras histórias vão aparecendo, quando menos espero, como conto no livro, como quando encontrei uma gravura onde uma das minhas pessoas estava retratada.

Como é que fez a selecção para este livro “histórias de antiguidades”?
AF: Foi muito difícil, porque eu tinha escrito muitas histórias ao longo dos anos, mais em duas revistas sobre arte, a “Arte Ibérica” e a “L+ Arte”. Depois acabei por fazer uma selecção temática, uma em torno dos retratos, outra enfim sobre objectos de arte, não foi algo que me tivesse sido fácil, porque havia muitas outras histórias para publicar e as condições editoriais não eram propriamente folgadas, por isso, era necessário reduzir e acabei por escolher as mais empolgantes, as mais divertidas.

As que não publicou em livro, já pensou em usá-las para outras publicações?
AF: Sim, já, mas entretanto, tudo passa pela questão editorial deste momento. Em Portugal, ao contrário do que acontecia há alguns anos, o autor impunha o que pretendia publicar e actualmente o público é que manda no que quer comprar e as editoras vivem disso. Depois existem outras áreas mais interessantes para os leitores, como por exemplo, com esta vaga de turismo, tenho o “Caminhar por Lisboa” e essa vertente editorial é muito mais apelativa para o mercado.

E o que pensa fazer com todos os seus retratos quando envelhecer?
AF: É uma das questões que me preocupa, mas as colecções tem de ser preservadas. Bem, pensei que podiam ir até o museu de Lagos, por exemplo. (risos)

    

“Obscuros somos sempre, mesmo sem pedi-lo. Grande vitória que ninguém nos poderá arrebatar. Que nem mesmo Deus, se existesse...Etc”. São frases como estas que deram origem a um grande conjunto de ilustrações em lápis de cor e acrílico de Mariana Viana que exploram 23 contos, de prosa poética, sobre “Os passos em volta” de Herberto Helder.

Como é que surge este projecto do “Desenhos em volta de os passos de Herberto Helder”?
Mariana Viana: Este projecto surge de uma tese de doutoramento em artes visuais com o título “Os passos em volta de Herberto Helder e a ilustração enquanto parte onírica” foi um trabalho em torno do livro “Os passos em volta” no sentido de perceber que tipo de imagens ou ilustrações poderiam trabalhar paralelamente com o texto.

Quais foram os textos de esta obra que escolheste?
MV: Foi a obra completa. Fui lendo o livro durante muito tempo, embora já conhecia o “Os passos em volta” há muito tempo, depois fiz um trabalho de releitura já a pensar que tipo de energética é que poderia suscitar, coloquei a obra de parte e comecei a desenhar diariamente durante dois anos, foram mais de 400 desenhos que tinham que ver com os 23 textos no seu conjunto. Só mais tarde é que comecei a pensar como é que os ia encaixar em determinado tipo de textos, ou que textos poderiam ir juntamente com os desenhos. Posteriormente, foi também feita uma proposta de livro onde as restantes ilustrações pudessem constar.

 Porquê escolheste de toda a obra de Herberto Helder logo um livro de prosa?

MV: Porque era um livro que me dizia muito e queria mesmo explorar esse tipo de energética.

O que te atraiu no livro em termos visuais?
MV: Esse lado onírico e essa dualidade entre a realidade e o sonho, o andarem nessa passagem entre um e outro. Acho que nesses textos isso é muito significativo, para mim, evoca muito esses universos.

Disseste que começaste logo a desenhar, então depois de dois anos, como é que fizeste a selecção das imagens para esses textos?
MV: Foi olhando para os desenhos, relendo os textos e tentando encaixá-los. Algumas das ilustrações estavam muito relacionadas directamente com alguns dos textos em particular, outros podiam ilustrar qualquer um. Mas, foi um trabalho em duas fases, uma primeira foi o desenho que sai muito espontaneamente e depois saber onde é que encaixam nos textos.

Há muitas ilustrações com animais.
MV: Os textos não falam assim tanto de animais.
Não?
MV: Eu acho que sim, embora não seja explícito.

Sabendo que Herberto Helder era um ilhéu de origem, houve algo de ilha neste trabalho?
MV: Quando olho para o produto final, talvez. Mas, não foi um factor importante. É muito difícil falar sobre o nosso trabalho, só no fim fiz alguma análise a mim própria e ao meu trabalho, até porque ficava muitas vezes admirada comigo mesma e depois percebia o que estava lá, mas foi mais um trabalho compulsivo e de grande envolvimento com os textos.

Depois deste trabalho todo o que sentiste? Depois de decidir tudo, quais as ilustrações para cada um dos textos e saberes que tinhas uma obra.
MV: Vazia. Tinha espurgado tudo. (risos) Foram dois anos que tinham chegado ao fim e dificilmente sairia mais nada, já tinha saído tudo o que era possível para aquele trabalho.

quarta, 29 março 2017 16:32

3º festival do ouriço-do-mar

As "Jornadas Técnicas" destacam projetos de investigação científica, de preservação do ouriço-do-mar e a enogastronomia, no concelho de Mafra, dos dias 31 de Março até 9 de Abril.

A Ericeira é a anfitrião de este encontro que visa mostrar as potencialidades de uma iguaria ainda desconhecida de muitos, e que por esses dias irá revelar todo o seu sabor e potencial. Mais do que um evento gastronómico, o festival é ainda a oportunidade perfeita para conhecer a fundo esta espécie, o seu habitat, características biológicas e até fatores sociais e ambientais que, atualmente, ameaçam esta criatura marinha.
A proteção da espécie é o mote das "Jornadas Técnicas" que se realizam na Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva, localizada no centro da vila da Ericeira, um conjunto de sessões e palestras, a decorrer no dia 1 de Abril, especificamente dedicadas à investigação e projetos relacionados com a preservação do ouriço-do-mar.
As atividades das Jornadas serão dinamizadas por investigadores do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE). Estes irão fazer o ponto da situação sobre a pesca e o cultivo do ouriço-do-mar, bem como as estratégias para levar a cabo a sua exploração económica sem provocar impactos nas populações selvagens. Serão também apresentados os projetos candidatos ao MAR 2020, o "Ouriceira Mar", que integra o estudo sobre a ecologia e a exploração de ouriços-do-mar na Ericeira e regiões adjacentes e o "Ouriceira Aqua" que visa criar as bases para o cultivo da espécie na região e em Portugal.
A segunda parte deste encontro é dedicada ao debate sobre Turismo Gastronómico, será centrada em temas como o impacto da enogastronomia no turismo culinário, promoção turística de recursos e produtos endógenos e desenvolvimento económico dos territórios.
Durante os restantes dias do Festival do Ouriço-do-mar, a Câmara Municipal de Mafra, promotora da iniciativa, propõe ainda acompanhar e participar numa série de experiências gastronómicas nos 24 restaurantes aderentes, em cujas ementas o ouriço-do-mar adquire um especial protagonismo, e sessões de showcookings pedagógicos e degustações, nos sábados dias 1 e 8 abril à tarde, no Mercado Municipal da Ericeira, com a presença de reputados chefs nacionais e internacionais.

 

JORNADAS TÉCNICAS

Sábado | 1 Abril 2017 | 09h30 - 13h00 Auditório da Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva, Ericeira Participação gratuita (mediante lotação da sala)

CERIMÓNIA DE ABERTURA DAS JORNADAS TÉCNICAS com Presidente da Câmara Municipal de Mafra, Hélder Sousa Silva

1.ª PARTE

ABUNDÂNCIA, DISTRIBUIÇÃO E EXPLORAÇÃO DO OURIÇO-DO-MAR (PARACENTROTUS LIVIDUS) NA COSTA ALENTEJANA Orador: Nuno Mamede, Investigador do MARE, Laboratório de Ciências do Mar, Universidade de Évora.

AVANÇOS E NOVOS DESAFIOS PARA O CULTIVO DO OURIÇO-DO-MAR (PARACENTROTUS LIVIDUS) Oradora: Susana Ferreira, Investigadora do MARE e Professora adjunta da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (da ESTM) do Instituto Politécnico de Leiria.

PROJETO OURICEIRA MAR: ECOLOGIA E EXPLORAÇÃO DE OURIÇOS-DO-MAR (PARACENTROTUS LIVIDUS) NA ERICEIRA E EM REGIÕES ADJACENTES, TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTOS A PESCADORES, GESTÃO E REPOVOAMENTO Orador: José Lino Costa, Investigador do MARE, Coordenador do pólo da Universidade de Lisboa do MARE e Professor Auxiliar da FCUL, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

PROJETO OURICEIRA AQUA: AQUACULTURA E ACABAMENTO DAS GÓNADAS DO OURIÇO-DO-MAR (PARACENTROTUS LIVIDUS) Oradora: Ana Pombo, Investigadora do MARE e Professora adjunta e Coordenadora do Mestrado em Aquacultura da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) do Instituto Politécnico de Leiria.

ALGAS MARINHAS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA Orador: Leonel Pereira, Investigador do MARE, Departamento Ciências da Vida, Universidade de Coimbra.

2.ª PARTE

TURISMO GASTRONÓMICO

Debate sobre o impacto da enogastronomia no turismo gastronómico, promoção turística de recursos e produtos endógenos e desenvolvimento económico dos territórios.
Moderadora: Alexandra Prada Coelhp, jornalista jornal Público.
Convidados à mesa: Mafalda Patuleia, Diretora Turismo da Universidade Lusófona Bruno Ramos, Diretor Marketing das Aldeias do Xisto Albano Silva, Diretor do Grupo Vila Galé.

ENCERRAMENTO DAS JORNADAS TÉCNICAS

SHOWCOOKINGS

PROGRAMA

Sábado | 1 de abril-Chef Justin Jennings (Austrália), Restaurante DownUnder em Lisboa Chef António Alexandre (Portugal), Endògenos e Lisboa Marriott Hotel, en Lisboa e Chef Pedro Mendes (Pt), Restaurante Maria Pia, Cascais Sábado |

Sábado |8 de abril-Chef Roberto Sihuay (Peru), Restaurantes Ceviche 103 e Nikkei 103 em Barcelona, Chef António Alexandre (Pt), Endògenos e Lisboa Marriott Hotel, en Lisboa eChef Paulo Morais (Pt), Restaurante Rabo d’Pêxe, Lisboa Mafra Wine & Beer Pairing.

Sábados |Dias 1 e 8 de abril de 2017 16h00 às 21h00 no Mercado Municipal da Ericeira.
Provas e vinho a copo, harmonização vínica, cerveja artesanal, iniciativas a desenvolver em paralelo com as criações gastronómicas dos chefes convidados nas sessões de showcooking do evento. Produtores presentes, Quinta de Sant’Ana, ManzWine, Adega Cooperativa de Azueira e Mean Sardine Brewery Ericeira

terça, 07 março 2017 22:44

Big fish

É uma das canções como pré-lançamento do oitavo álbum da banda de Alcobaça, dos The gift, cujo primeiro single é um ode ao efémero.

O dia 10 de março marca o lançamento de um novo single dos the Gift, “Big Fish", com produção de Brian Eno, reconhecido produtor inglês que trabalhou durante dois anos com o grupo no álbum “Altar”, um projeto que a banda descreve como a “obra de uma vida”. O grupo aproxima-se da data de lançamento do seu próximo álbum de originais e antecipa agora este single, uma canção que remete para o sentimento vivido pela banda nas suas sessões de gravação num estúdio na Galiza, em Espanha, em Londres e finalmente em Alcobaça, partilhadas com o produtor britânico, Brian Eno.

“Big Fish” é uma ode ao presente, uma epopeia do efémero, de como aproveitar cada momento que a vida nos oferece. É um tema sobre a mutação, sobre o viver dentro de um corpo maior que nós próprios, um espelho para a própria relação que a banda tem para com a sua música.Ainda antes do lançamento do álbum, os the Gift preparam-se para tocar no SXSW em Austin, nos Estados Unidos, o maior festival de showcases de música no mundo, passando ainda por Nova Iorque para um concerto único marcado para dia 12 de março.

https://soundcloud.com/the-gift-official/big-fish

ALTAR TOUR

ABRIL
13.04 - Cine Teatro de Alcobaça
14.04 - Cine Teatro de Alcobaça
19.04 - Grande Auditório do CCB - Lisboa
21.04 - Centro Cultural Vila Flor - Guimarães
22.04 - Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão
25.04 - Teatro Aveirense - Aveiro
26.04 - Teatro Municipal de Vila Real
29.04 - Teatro das Figuras - Faro

MAIO
01.05 - Casa da Musica - Porto
03.05 - Auditório do Convento de São Francisco - Coimbra
05.05 de Maio - Cine Teatro Avenida - Castelo Branco
06.05 - Theatro Circo - Braga
19.05 - The Great Escape - Brighton, UK
25.05 - Bush Hall - Londres, UK
30.05 - Maschinenhaus - Berlim, DE

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