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Yvette Vieira

Yvette Vieira

sexta, 15 fevereiro 2019 15:26

Susana Bettencourt apresenta nova colecção

A nova colecção Outono-Inverno19/20 de Susana Bettencourt irá ser apresentada, em Milão, no White Milano, nos dias 22 a 25 de fevereiro e em Paris, no TRANOÏ,  nos dias 1 e 4 de Março.

A designer de moda portuguesa irá lançar a sua nova colecção em parceria com a Vestire. Uma colaboração que pretende mudar a estratégia e visão de como a produção de moda de malha é percebida em termos de mercado de moda. Trata-se de uma fusão entre a inovação e o design da Susana Bettencourt e a tecnologia de ponta das malhas Vestire que mudará para sempre o conceito da marca e não só, também a  forma como se vestirá malhas no futuro.

 

quarta, 13 fevereiro 2019 19:36

Mandrágora e as oficinas de marionetas

OFICINA GRATUITA
TEATRO DE SOMBRAS
HISTÓRIAS COM SOMBRA
oficina de conto e criação de marionetas de sombras

LOCAL | Casa Branca de Gramido
DATA | 23 Fev' 2019 10.00/12.30
INSCRIÇÕES GRATUITAS | cultura@cm-gondomar.pt 224664770
FORMADORES | Teatro e Marionetas de Mandrágora
PÚBLICO ALVO | Famílias

Conhecer as nossas lendas e tradições, percorrê-las de lés a lés nas asas da imaginação, este é o desafio a que nos propomos com esta oficina.
Procurando a valorização e preservação do nosso património cultural, fomos buscar às lendas das mouras encantadas a nossa inspiração para este ateliê.
As oficinas de teatro de sombras consistem, numa primeira fase, na apresentação de um pequeno espetáculo de sombras. Este pequeno espetáculo servirá de inspiração aos mais pequenos para criarem as suas personagens encantadas que de seguida constroem e experimentam na tela.
Ver, fazer e experimentar são as três fases pelas quais o participante passa para assim culminar numa lenda construída e imaginada por todos.

Histórias com Sombra no Theatro Circo 2014

Casa Educativa da Marioneta
Serviço Educativo na Casa Branca de Gramido

A Casa Branca de Gramido em Gondomar, acolheu o projeto “Casa Educativa da Marioneta” e durante este ano de 2018, serão muitas as oficinas e atividades que iremos desenvolver nesta CASA e para todo o público. Este projeto tem o apoio da Câmara Municipal de Gondomar e dá continuidade à Escola da Marioneta.

 

quarta, 13 fevereiro 2019 18:45

14º edição de animar

A Solar, Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde, acolhe a 14ª edição da ANIMAR, projeto educativo que integra uma exposição coletiva para toda as idades, destacando os melhores filmes de animação de produção recente. A inauguração acontece sábado, dia 16 de fevereiro, pelas 15:00, com entrada gratuita.

A inaugurar no próximo dia 16 de fevereiro, a ANIMAR 14 explora o cruzamento entre as várias áreas do cinema, como a ficção e o documentário, com a do cinema de animação, propondo uma programação que passa por exposições, visitas-oficina na Solar — Galeria de Arte Cinemática, sessões de cinema no Teatro Municipal de Vila do Conde e nas escolas, oficinas de 'stop-motion', pixilação e brinquedos óticos, para além de workshops, sobre de animação, caracterização para cinema e banda-desenhada, entre outros.

A ANIMAR propõe novas ferramentas, meios e metodologias que introduzem o princípio de aprender através de uma experiência lúdica e participada. Consiste, assim, numa proposta inovadora de sensibilização para a arte, através da descodificação da imagem em movimento e da mobilização de saberes transversais, estimulando a imaginação através do princípio de aprender a brincar.

A exposição tem como pano de fundo os filmes ENTRE SOMBRAS, de Mónica Santos, Alice Guimarães, RIDE, Paul Bush, AGOURO, de David Doutel e Vasco Sá e 4 ESTADOS DA MATÉRIA, de Miguel Filipe Pires de Matos. São filmes que vão saltar da tela de cinema para a galeria, onde estarão também patentes diversos objetos relacionados com o processo de produção dos filmes, como adereços cenários, figurinos, entre outros.

A par da exposição, irá decorrer a oficina de memórias "As Caras do Bacalhau", desenvolvida em parceria com a associação Bind'Ó Peixe. Esta oficina abordará a memória e o impacto da pesca do bacalhau na região, a partir de entrevistas dos netos aos seus avós pescadores, registando histórias sob a forma de minidocumentários.

Paralelamente à exposição na Solar — Galeria de Arte Cinemática, que poderá ser visitada diariamente entre as 14:00h e as 18:00h, a ANIMAR 14 apresenta, até maio, uma programação complementar que inclui sessões de cinema para escolas e famílias, visitas guiadas à exposição, workshops e oficinas.

De cariz vincadamente educativo, a ANIMAR promove todos os anos oficinas de iniciação ao cinema através da construção de brinquedos óticos como o caleidoscópio, zootrópio, entre outros, e workshops de 'stop-motion' e pixilação. Estas oficinas são destinadas à comunidade escolar do norte do país e, sobretudo, às escolas do concelho de Vila do Conde.

A oferta formativa será complementada com oficinas de banda desenhada, sob a orientação de Hugo Maciel, nas quais apresentará o livro "Paris-Texas" e a oficina de caracterização para famílias com Francisca Sobral (MUA), a partir do filme "Entre-Sombras" na Solar.

 

quinta, 07 fevereiro 2019 16:18

Mudas(me) workshop de carla cabral

Oficina criativa para famílias, Mudas(me) - Um olhar sobre a obra de Carla Cabral, no sábado, 09 de Fevereiro de 2019

Retratar é descrever o sujeito, nas suas características físicas e, ou psicológicas. Poderá ser também uma descrição criativamente imaginada dessa dualidade ou um relato objectivo captado, por exemplo, pela lente de uma câmara fotográfica, através de um desenho, de uma pintura, escultura, uma gravura, etc.

Nesta oficina convidamos as famílias participantes a entrar no universo plástico da artista Carla Cabral visitando, em conjunto com a equipa do Serviço Pedagógico do MUDAS, a exposição Salobros Afetos. Trabalharemos o retrato através do desenho, da colagem e da pintura. Inscreva a sua família!

Atividade Gratuita

- Horário: 10:15 - 13:15
- Público-alvo: Famílias com crianças entre os 6 e os 14 anos

Inscrições pelo telefone: 291820900 | e-mail: mudas@madeira.gov.pt ou através do link: https://goo.gl/forms/X818bQcsOEx2eklD3

terça, 05 fevereiro 2019 13:45

Volta a ti

Apresentação do livro, hoje, na FNAC Chiado, em Lisboa, pelas 18.30

«não importa quem és. não és nada do que julgas.[...] há tanta coisa dentro de ti que ainda ignoras. tenta começar por encontrar um lugar bem aí dentro, onde permanece uma paz primordial [...] é um espaço sem dimensão física, cor, sabor, espessura ou tempo, onde vive a tua consciência sobre tudo o resto [...] isso és tu. bem-vindo de volta a ti.»
Volta a ti é um convite para uma viagem interior até chegar ao mais profundo do que há em nós: presença, eu superior, alma, consciência, a designação que preferirmos.
José Diogo Madeira parte da sua redescoberta pessoal para intuir por que estamos vivos, o que significa morrer, por que todos sofremos e como o amor é o único redentor deste sofrimento.
Com uma profunda e inesperada abordagem espiritual, uma escrita cativante, e contemplações orientadas no início e final de cada capítulo, este livro faz o leitor pensar – no mais íntimo de si mesmo e no sentido de entender esta maravilhosa experiência que é estar vivo.
Sobre o autor
José Diogo Madeira licenciou-se em Economia e foi jornalista económico durante uma década. Aos 28 anos, co-fundou e dirigiu o "Jornal de Negócios". Em 2003, vendeu a sua participação neste jornal e depois fundou e geriu uma agência de comunicação, uma start-up tecnológica e uma editora. Integrou ainda o conselho de administração da Estradas de Portugal. Foi vice-presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários e presidente da mesa da Associação do Alojamento Local em Portugal.

Quando deixou de se reconhecer na vida empresarial e no mundo dos negócios, mudou de vida espontaneamente e iniciou-se na meditação. Em 2017 co-fundou a Reflower, uma comunidade de praticantes de meditação, que tem promovido dezenas de sessões meditativas por todo o país e no estrangeiro. Projeta abrir um centro de meditação na ilha açoriana das Flores.

"Volta a Ti", publicado agora pela editora Planeta, é o seu quinto livro, o primeiro em que perde finalmente a vergonha e assume plenamente a sua vocação espiritual.

sexta, 01 fevereiro 2019 16:05

A mamã esta triste

“A Mamã Está Triste, Como Explicar a Depressão Parental a uma Criança”, de Carla Vicente e Margarida Caria.

Este livro, apoiado pela Aisma (Associação de Intervenção na Saúde Mental do Algarve)é um projeto que pretende atuar no sentido preventivo, dirigido especificamente a crianças, jovens e famílias que se debatem diariamente com a doença mental no seio familiar. Quando uma mãe ou um pai vivenciam uma depressão clínica, as crianças sentem-se tristes e confusas. Este livro interativo pode ajudar a: explicar a depressão e o seu tratamento de um modo simples que a criança entenda, reassegurar a criança que a sua mãe ou pai pode melhorar, explorar as várias emoções sentidas pela criança, ajudando-a a expressá-las e entendê-las; sugerir ideias práticas para lidar com a depressão parental e atuar como prevenção para minimizar o risco de depressão infantil.

Carla Isabel Vicente é psicóloga na área clínica, especializada em necessidades educativas especiais. Trabalhou em escolas públicas e privadas, em Portugal e Angola. Faz parte da Aisma como vice-presidente e trabalha com crianças, jovens e famílias, a nível particular. Do trabalho desenvolvido nasce o projeto “A Mamã está Triste”, em parceria com a artista plástica Margarida Caria, dirigido a crianças e jovens que convivem diariamente com a doença mental no seio familiar, e apresentam um maior risco de desenvolver problemas comportamentais, educativos ou sociais.

Maria Margarida Fonseca Caria é artista plástica. O desenho e a pintura sempre fizeram parte da sua vida. Ainda na adolescência, entrou no mundo das artes através de cursos e formações em vertentes diferenciadas, desde a pintura em tela, a arte vitral até à tradicional azulejaria. Pertence à direção da Aisma estando à frente do Departamento de Artes. 

domingo, 20 janeiro 2019 20:22

Pássaros de ferro

Maria Helena Carmo retorna a Macau num romance histórico que retrata as vivências do território nos anos 30 e 40 do séc. XX, em três fases distintas. À época de progresso no espaço físico e cultural, seguiu-se a Guerra Sino-Japonesa. A Europa entrou na II Grande Guerra e Portugal demarcou-se neutral. Na Guerra do Pacífico foi Gabriel Maurício Teixeira quem impôs em Macau medidas eficazes, manteve a ordem e a neutralidade com a ajuda de homens de valor, face aos japoneses. Acolheu milhares de refugiados, sob o flagelo da fome, malfeitores e espiões fizeram da cidade palco de crimes pelo embargo alimentar. No fim da guerra, Samuel da Conceição Vieira assegurou a continuidade da colónia no Extremo Oriente.

Porquê decidiu escrever mais uma vez sobre Macau, 5 livros e vários contos depois, o que este “Pássaros de ferro” tem em particular?
Maria Helena do Carmo: Temos muitas comemorações não são apenas os 600 anos da descoberta do arquipélago da Madeira, temos os 20 anos de transição de Macau para à RAEM (região administrativa especial de Macau), depois comemorámos os 40 anos em que Portugal entregou Macau à China e o 70º aniversário da República Popular da China, portanto há muitas efemérides, a partir daí e pelo interesse que eu tive por ter encontrado uma ligação entre Macau e a Madeira. Num período muito difícil para Macau que foi a 2ª guerra Mundial, o território foi governado por dois homens da ilha da Madeira, um deles o Gabriel Maurício Teixeira que governou 6 anos e que depois foi substituído por Samuel da Conceição Vieira que também é do Funchal. Então peguei por aí e fui ainda buscar uma personagem tipicamente macaense, porque eles gostam de ser retratados, mas não apenas isso, houve um macaense que me deu um livro sobre a sua família, sobre o José Maria Braga, mais conhecido por Jack Braga que é um homem importante, por ter sido um dos primeiros historiadores de Macau e decidi romanceá-lo. Abordei a sua vida neste período de guerra que abrange a guerra sino-japonesa anterior a 2ª grande guerra e depois temos a guerra do pacífico que ocorre também durante este período.

Teve de fazer muita pesquisa para este livro?
MHC: Sim, de tal forma que jurei a mim própria que faria mais ficção, vou escrever mais livremente, não quero mais saber de história. Para este livro estive em contacto com um antigo aluno do Jack Braga que com ele trabalhou sobre a história de Macau e como estava a lidar com pessoas que conheço, familiares até, tive um rigor muito grande para não cometer erros. Eu tinha que respeitar quer o tempo, quer as personagens, tudo isso tinha de estar encadeado. Agora, houve ficção logicamente, eu sei quem é a esposa do Jack Braga, mas as conversas que eles tinham eu inventei dentro do contexto em que viviam, mas tentei sempre ser o mais rigorosa possível em termos históricos.

Foi essa a parte mais difícil do livro, ou nem por isso?
MHC: Foi, porque eles eram todos conhecidos. Eu peguei num livro que relatada a vida de um médico que esteve em Macau durante a segunda grande guerra mundial, e claro, a obra conta uma série de coisas. Depois li um outro sobre o Adé que era alguém que fazia peças de teatro, era poeta e abordou a língua do patoá, é uma linguagem antiga falada entre os macaenses. Depois houve outras obras, li uma sobre um comandante da polícia que era retratado como um herói, ofereceram-me ainda, um livro sobre o Danilo Barreiros que foi para Macau, casou lá e viveu um amor quase impossível com uma menina da elite macaense e a um dado momento vi que todas estas pessoas se movimentavam no mesmo espaço e que eram amigos. O Danilo Barreiros era amigo do Jack Braga, que por sua vez, era amigo do historiador Charles Boxer e foi precisamente o Danilo que vai salvar mais tarde os documentos do Charles Boxer no dia em que Cantão foi bombardeado e tudo isso me permitiu criar uma ambiência real, mas que para mim foi bastante complicada, porque tinha de ter bastante atenção para poder conjugar todos estes elementos. Inclusivamente, eu descobri as origens da família do Jack Braga, a mãe era inglesa, não foi um casamente fomentado pela família, muito pelo contrário, foi por amor e mais tarde deu para torto, mas como é que o escritor coloca este detalhe no livro, porque é interessante, mas não pode ser abordado no princípio?

Esse mergulho do Ocidente para Oriente foi difícil? Porque temos culturas e formas de pensar diferente?
MHC: Às vezes opostas, mas mais em quê? Nos preceitos. Só que quando se chega a minha idade já se assistiu a tantas transformações que não se cingem ao Oriente e ao Ocidente. As pessoas que lá estão acabam por adaptar-se complemente, embora haja aqueles que detestam o Macau, o Oriente, existe quem diga “oriente lixo na frente” e outros que gostam desse contraste. Eu fui para à Índia com 12 anos, o Oriente também faz parte de mim, não propriamente Macau, porque só lá estive quatro anos, mas vivi em Goa uma grande parte da minha vida, onde havia uma harmonia entre cristãos, muçulmanos e hindus.

De todos estes personagens deste romance, posso dizer isso?
MHC: Sim, é um romance, porque embora tenha uma personagem principal, tem muitas outras.

E de todas estas panóplia de personalidades houve algum que o surpreendeu pela positiva ou pela negativa, ou nem por isso?
MHC: São todas pessoas reais com as suas qualidades e defeitos. Acho que foi um trabalho importante de Gabriel Maurício Teixeira, ele soube ter muita diplomacia, não era um homem habituado à Macau, ao contrário do Samuel da Conceição Vieira que foi capitão do porto em anos anteriores, trabalhou inclusivamente com a personagem principal, ele conhecia o território bem, enquanto que o Gabriel Maurício Teixeira esteve mais em Moçambique, apesar deste handicap teve sempre uma atitude conciliadora, e não deixou que os Japoneses exagerassem. Ele teve uma atitude digna em defesa da nação, nesse aspeto respeito todo o seu trabalho, como também aprecio o trabalho de Jack Barga, de todos os que o acompanharam e acho que todas as personagens têm o seu quê de especial. Não vou dizer que uma se sobrepõe sobre a outra, cada um deles desempenhou bem as suas funções.

“Pássaros de ferro” é uma alusão aos aviões Kamikaze dos japoneses?
MHC: Exatamente. O romance começa quando nasce o primeiro rapaz de Jack Braga, depois de quatro meninas e eu sei que todos os homens querem ter um rapaz ainda hoje, quanto mais naquela altura. Contudo, uso essa expressão na voz da filha do Jack Braga, a mais nova, porque naquela época Macau era muito silencioso, era considerado nessa altura um sanatório e de repente passam uns aviões a fazer muito barulho e ela ao vê-los chama-lhes pássaros de ferro que iam a caminho de Cantão para a bombardear em 1938. Mais tarde Macau também é atacada, desta feita pelos Aliados que vinham atrás dos japoneses.

sexta, 18 janeiro 2019 17:20

Serpentário estreia em berlim

O filme "Serpentário", primeira longa-metragem de Carlos Conceição, vai ter a sua estreia mundial na secção Fórum do festival de Berlim que terá lugar de 7 a 17 de fevereiro naquela cidade alemã. Este é também o primeiro filme assinado pela recém formada produtora Mirabilis de António Gonçalves e Carlos Conceição.

"Serpentário" segue um rapaz que vagueia por uma paisagem africana pós-catástrofe em busca do fantasma da sua mãe. É um filme emocional e muito pessoal sobre a memória, uma jornada sensorial de redescoberta que se vai transmutando entre a incursão autobiográfica do realizador em África - onde nasceu e viveu até aos seus 21 anos - e episódios da própria história de África.

A propósito do filme, Carlos Conceição revela: "Quando voltei para filmar o "Serpentário", as memórias tinham se tornado filmes na minha cabeça. A guerra tinha sido um rito de passagem entre a ligação perdida com a História e a reinvenção das suas texturas e cores. O passado tornou-se uma aventura, um western, um filme-catástrofe, conforme observava o meu eu mais jovem a acertar contas com uma terra que o traiu de volta."

A secção Fórum da Berlinale defende uma reflexão sobre o cinema, sobre o discurso socio-artístico. A sua programação visa expandir a definição de filme, testar os limites da convenção e abrir novas perspectivas para a compreensão do cinema e da sua relação com o mundo.

Carlos Conceição, nascido em Angola, não é um estreante em festivais de renome, em 2014, o realizador viu a sua quarta curta-metragem "Boa Noite Cinderela" apresentada na Semana da Crítica do Festival de Cannes, e "Versailles" apresentado na competição de Locarno em 2013. Fabien Gaffez, ex-programador da Semana da Crítica de Cannes, referiu-se a ele como "um dos mais interessantes jovens realizadores portugueses, explorando os seus filmes num estilo elegante, romântico, barroco e subversivo". Em 2017, Carlos Conceição voltou a Cannes para apresentar a curta-metragem "Coelho Mau", uma coprodução luso-francesa. A estreia de "Serpentário" confirma mais uma vez o talento do jovem realizador, colocando-o novamente na rota dos mais importantes e relevantes festivais de cinema. 

 

domingo, 30 dezembro 2018 17:40

Ano novo de Jimmy P para o mundo

Antecipando o novo disco "Abesonhado" de Jimmy P que será editado em 2019. Para um  final de 2018 em grande.

Já com um videoclip oficial, da autoria de T-Zimmermann, este é o tema de avanço do 4.º disco de originais do artista, "Abesonhado", a ser editado em abril de 2019. Este disco contará não só com uma grande variedade de sonoridades como também de convidados e participações muito especiais.

"Ano Novo", a canção e vídeo, é uma celebração do futuro, uma forma otimista de olhar a vida e um desejo de entrar com o pé direito no novo ano que se aproxima. Como o artista diz no tema, "eu deixei o ano velho, vou viver o ano novo".

Com consistência e regularidade, Jimmy P nunca deixa os seus ouvintes à espera de música nova durante muito tempo. Assume esta postura perante a indústria musical e os seus respectivos fãs que, e apesar dos inúmeros projetos em que o artista está envolvido, voltam a ser brindados com nova música.

Com a participação de Deejay Telio, que não só produz o tema em parceria com o produtor SuaveYouKnow, como também cantou no refrão, Jimmy P traz-nos o primeiro single daquele que será o seu 4.º álbum de originais .

 

 

segunda, 24 dezembro 2018 11:41

Era uma vez o natal

 

Siga-nos ao longo dos corredores da Casa Museu Frederico de Freitas pela história do Natal, através dos presépios e meninos Jesus de vários tempos idos. Um períplo apresentado pela diretora deste espaço museológico, Margarida Araújo Camacho, e cujo espólio, inclui também peças cedidas pelo Museu da Quinta das Cruzes.

Começámos a visita com uma peça do século final do XVIII- XIX é uma caixa muito bonita com todas as estruturas em miniatura, como a maioria dos presépios portugueses tem a adoração dos pastores e ao nível de cenas religiosas tem o roteiro dos Reis Magos e na ponta a fuga para o Egipto, todo o resto é uma série de camponeses e de figuras populares nos seus diversos afazeres, de um lado as lavadeiras, do outro o corso.
O presépio, por norma, era apresentado num torrão de três diferentes maneiras, num altar, numa sala, ou numa caixa-oratório, aqui temos este exemplo de uma caixa-presépio, como se designa na Madeira que no Continente são apelidadas de maquinetas de presépio.


A maioria dos exemplares que possuímos são em escultura e possuem diversos tipos de suportes, neste caso temos o presépio pintado num prato de porcelana chinesa, chamada de porcelana de encomenda é feita, por norma, na China para o mercado europeu. Esta é uma peça datada no século XVIII, 1745-50, no reinado do imperador Qinlong, o presépio esta no centro e este tipo de serviços eram encomendados exclusivamente para ornamentação das casas.


Para quem desconhece a palavra presépio vem do latim presepio que quer dizer manjedoura, depois este termo alarga-se e expande-se até os nossos dias, porque não se refere apenas ao menino, mas a toda a sagrada família, Outro facto interessante que é referido por um dos grandes especialista, o Alexandre Nobre Castro que tem vários livros publicados nesta matéria em Portugal é que ao contrário da restante Europa o que predomina no cenário é a adoração dos pastores. Aqui na Madeira o que noto é que há mais cenas da adoração dos Reis Magos, portanto, eu não sei se há uma especificidade da ilha ou não. Mas, o que sei é que temos várias peças soltas e nelas temas sempre a mesma temática representada, no Museu da Quinta das Cruzes eu encontrei pelo menos três cenas deste tipo, penso que muitos privados também possuem a adoração dos Reis Magos e todas as que aqui estão são do século XVIII, são muito bonitas, muito barrocas, e cheias de expressão, porque o que é interessante é que os presépios apenas aparecem como culto com São Francisco de Assis, a partir do século XIII e começam com cenas um pouco teatrais.

Depois o tempo foi evoluindo e os presépios são encenados com as figuras presas as paredes dos altares, são grandes peças de escultura, a virgem Maria, São José e o menino Jesus que na altura do Natal são retiradas para encenar o presépio. As referências mais antigas que temos desta temática são do século XVI e XVII e em Portugal o que vemos mais é a encomenda de caras, mãos e pés para figuras de presépio o que pressupõe que seriam figuras de roca, o que faz algum sentido, porque o espaço é muito maior e sendo de roca podiam ser adaptadas para uma posição de uma certa teatralidade, o que faz sentido porque este tipo de cena não só conta a história, como aproxima as pessoas da religião e da mensagem dos evangelhos.
Quando os conventos e as Igrejas se começam a aproximar cada vez mais das pessoas, o que acontece? Os presépios diminuem de tamanho e cada qual passa a querer ter o seu e gradualmente são presépios de encomenda, são para uma elite com formação, são encomendas reais, conventuais e para famílias de certas posses, porque estas peças raramente são executadas por apenas uma mão, o que as torna caras. Temos uma nossa senhora com o São José e o menino e possivelmente há representações de anjos ou pastores, depois três Reis Magos e um Deus Pai em cima. Nesta peça temos uma representação dos três Reis Magos a caminho de Belém, em Jerusalém primeiro e depois com o menino.


Até século XIV nos presépios os Reis Magos apareciam todos representados com o mesmo detalhe, porque nos Evangelhos não esta especificado o número, a raça ou proveniência destes homens sábios. A partir desta data passaram a ser designados de Reis porque eram seguidos por um grande séquito e as suas ofertas eram ricas, daí o estatuto real e seriam respetivamente o Rei da Pérsia, o Rei da Arábia e o Rei da Índia. Depois passarem também a ter 3 categorias diferentes de representividade do homem, o jovem, o adulto e o sénior. A raça passa a ser apresentada nesta época, os europeus, os asiáticos e os negros e finalmente estão representados os três continentes, a Europa, África e Ásia e assim chegaram até nossos dias estas figuras dos Reis Magos.
Esta casa-presépio, é uma peça da Casa Museu Frederico de Freitas, é a mais chamativa da coleção, é de origem portuguesa, decorada com trabalho de prata dourada e as pedras são feitas de vidro para dar no fundo algum colorido. O interior são figuras do século XVII em barro cromado. Estas caixas mostram já devoções um pouco mais privadas e tem a ver com muitas freiras que entram para os conventos e trazem as suas caixas e algumas são encomendas. As decorações interiores eram feitas individualmente pelas irmãs nos conventos. É engraçado que se nota na construção dos presépios não só a criatividade, como o engenho na sua construção, mas também a rivalidades entre as pessoas para construir a peça mais bonita e isso nota-se nas caixas natalícias e um das coisas mais bonitas que não sei se notaram, todas as águas são pedaços de espelhos e há pinturas a representar as paisagens que ajudam a mostrar estas várias fases da vida de Jesus.

 

Este presépio é feito em madeira pintada e dourada e por dentro as figuras são lindas, um menino Jesus e um João Baptista Evangelista em gesso cromado em dourado, é um trabalho do século XIX.

O menino Jesus em escadinha, típico da Madeira, mas não só também no Algarve, é o presépio mais fácil de construir e acessível para as camadas mais humildes da população, quase toda a gente o tinha na sua casa. Só se necessita de transportar a imagem e depois construir o trono, no fundo é uma saudação ao menino que se encontra entronizado. Desde as escadas mais elaboradas, como é o caso, forradas com rendas as mais humildes, as caixas, por norma, eram de cereais em vários tamanhos que se forravam com papel e de resto o que há para oferecer ao menino? As dádivas que se pedem, por isso, é que aparecem as frutas, as searinhas e os pãezinhos que eram cozidos e guardados para os próximos anos. Esta peça é do século XVII em madeira cromada em dourado e os pastores este ano os que se encontram aqui representados são do Porto Santo, são feitos de um barro seco ao sol, que escurece com o tempo e tem facilidade em se desfazer, em termos de conservação esta confraria do Santíssimo só é exposta em ocasiões muito especiais, porque é muito frágil.

Este menino Jesus por norma, está guardado numa maquineta, mas temo-lo em escadinha. É uma peça linda, de madeira policromada, tem os olhos de vidro, é do século XIX e tem um fato. Esta peça de vestuário foi bordada pelas irmãs dé um convento.. Este menino, tem pulseiras, colares e as peças são em prata.


A descida da cruz que expomos poderia pertencer a um presépio, porque nas antigas encenações se poderia encenar toda a infância, a vida adulta até a ressurreição e possivelmente esta peça seria parte de um conjunto.

 

Temos aqui peças feitas para portugueses no oriente, indo-portuguesas, ou sino-portuguesas, eram feitas por artistas locais, os que provinham das Filipinas eram feitas por artistas chineses, imagens essas que eram muito importantes na evangelização e da difusão da fé cristã. Este menino era apresentado deitado numa cama, ou berço e foi trabalhado em barro.

  
Este lindíssimo presépio em rochinha mostra as várias fases da vida de Jesus, é constituído por várias peças que escolhi de ambos museus, aqui na Madeira, havia o hábito de ser ver os presépios nos conventos e igrejas, mas também em casas particulares.
Um dos mais conhecidos é o presépio do Bertoldo, que entrou para a coleção de César Gomes, que depois foi encaminhado para o Museu da Quinta das Cruzes. Tentámos aqui recriar várias cenas, desde o casamento da virgem Maria até um massacre dos inocentes muito autêntico, do século XVIII, a chegada à Belém, a adoração dos Reis Magos, o nascimento de Jesus, a anunciação dos pastores e depois a cena da circuncisão do menino, que é feita após oito dias de vida e que na tradição judaica significava a entrega do nome, é um ritual muito semelhante ao batismo e ao avançar no tempo temos a apresentação do menino no templo. Este tipo de cenas aparece muito em obras encomendadas pelos jesuítas, porque a sua sigla é IHS, são devotos de Cristo e assim terminámos com desejos a todos de um feliz natal.

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