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O conceptualista do físico

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João Queiroz explora a linguagem do corpo físico na sua obra artística. Uma representação conceptualizada dos elementos sob várias formas que se materializam nas suas telas.

Uma das características da sua obra é explorar a paisagem.
João Queiroz: É o início da possibilidade de uma temática única. Gerar várias formas de representação e dos elementos que estão obviamente nesse objecto, como a paisagem por exemplo. É o conseguir estar constantemente a evolucionar de alguma maneira e descobrir coisas diferentes.

No seu dia-a-dia vai à procura dessas paisagens?
JQ: Não, normalmente consigo do desenho só de memória e construo no meu próprio atelier essas relações. Não preciso de andar à procura de sítios.

Aborda no seu trabalho essa questão do físico.
JQ: Do corpo.

Qual é o processo criativo para obter o corpo físico de que fala na sua obra?
JQ: O corpo físico porquê? Quando se esta a fazer a obra, na paisagem há relações que estão presentes na contemplação que também são um espelho do nosso corpo, há a parte alta, a baixa, a esquerda, a direita e imagine que pode entrar nuns sítios em detrimento de outros. Tudo isso tem a ver com o corpo. Todo esse jogo também pode ser feito na representação, não só do exterior, mas também da relação desse exterior com o que esta a acontece em nós.
É sobretudo uma reflexão ? Porque quando fala desta questão do físico quase nem há uma reflexão.
JQ: Sobre a imagem que vai acontecer, não.

É propositado?
JQ: Vai acontecendo, por isso, é que é um processo físico de trabalho.

De certa forma não é um processo quase primitivo?
JQ: Não, é um processo cujas articulações estão a acontecer e implicam conhecimento, experiência e o ter feito outros trabalhos. Nunca é imediato.

É quase automático?
JQ: Não é automático, é tudo um processo de pensamento e de trabalho.

O que o inspira nesses momentos ou não existe inspiração?
JQ: O que penso não conta.

Não há nada que o influencie a partir do exterior enquanto se encontra nesse processo?
JQ: Não, é tudo o que esta a acontecer comigo.

É a dialectica do artista e a sua obra?
JQ: É.

Em breve vai apresentar alguma exposição?
JQ: Em Setembro, em Lisboa. O tema é o mesmo.

 

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