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O terceiro mmiff

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Terminou a terceira edição do Madeira Micro Film Festival que concedeu o galardão para o melhor film a "Rocks In My Pockets" de Signe Baumane. Mas, as novidades não terminam por aqui, para o ano haverá mais e melhor cinema.

O Micro Film Festival esta a crescer em termos de público e de filmes a concurso?
Nuno Barcelos: Esta é a 3ª edição e acreditámos que temos conseguido limar algumas arestas não só na programação, como na produção e nos convidados que trazemos, tendo em conta que se trata de um projecto novo num espaço quase improvável, que é um festival de cinema contemporâneo e experimental, numa vila tão pitoresca como a Ponta do Sol, na ilha da Madeira. Este ano temos novamente seis filmes a concurso e podemos dizer com muito orgulho, devido a uma parceria, que houve um aumento de 30% de visitantes estrangeiros que vêm especificamente para o festival e continuámos ainda com a nossa secção de curtas-metragens no cinema Sol, um dos mais antigos ainda existentes em Portugal.

O que podes destacar dos filmes que foram mostrados e que não estão a concurso?
NB: Eu posso destacar o filme "it follows" dirigido por David Robert Mitchell, que recebeu críticas muito favoráveis ao nível mundial, é considerado, aliás, um dos grandes contos de terror deste ano e o "The Duke of Burgundy" sem dúvida, produzido pelo Andrew Starke, um dos grandes produtores britânicos, apesar de recente é um filme que esta a colher muitos prémios. A nossa programação apela um pouco ao fantástico, não seguindo contudo essa linha, temos ainda uma secção experimental, que inclui a visita de alunos de uma universidade de Berlim que irão desenvolver um projecto audio.

Há um aumento de público estrangeiro e da projecção do festival em termos internacionais, mas ao nível local e nacional?
NB: Eu penso que tem sido gradual, naturalmente na questão da comunidade local não temos tido esse crescimento, porque compreendemos que é uma área experimental ao nível do cinema, eventualmente gostaríamos de ter mais espectadores locais. Acho que é um "work in progress" há também outro aspecto a ter em conta, sendo um certame internacional as legendas são em inglês e todas as pessoas que vêm até aqui tem de perceber essa língua, mas achámos que este ano haverá um crescimento significativo em termos locais. Ao nível nacional é um trabalho que temos de desenvolver para o futuro, a nossa parceria internacional que esta baseada na Alemanha ajuda-nos em termos de espectadores numa comunidade localizada no centro da Europa, estranhamente temos uma grande base norueguesa e irlandesa. Em termos nacionais e locais ainda há muito por fazer, mas não é falta de promoção da nossa parte, achámos que como em tudo, na Madeira, temos de fazer as coisas com calma e as pessoas tem de se ir habituando e reconhecendo este projecto.

Da programação abordastes os vários filmes estrangeiros, mas não há muitos portugueses presentes.
NB: Infelizmente é verdade, temos uma curta-metragem que não é só portuguesa, como é regional, do Carlos Melim que já foi apresentada no festival de cinema de Cannes. Este ano não temos nenhum filme português, mas neste terceiro festival estámos ainda a tentar perceber o que funciona mais e melhor e neste momento o único curador é o Michael Rosen. Para o ano estamos a pensar incluir outras pessoas do meio, ao nível nacional, para também contribuírem com ideias para o festival e criar até secções paralelas de curta-metragens aos filmes em competição, que poderão aparecer com a curadoria de um profissional da indústria cinematográfica nacional e isso ajudará a poder trazer filmes não só portugueses, como da América Latina. Eu acredito que não tem sido falta de pesquisa, mas são arestas que achámos que iremos limar para os próximos anos.

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