Um olhar sobre o mundo Português

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O indomável

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Joaquim de Almeida é um dos actores mais internacionais do panorama português. Possui uma carreira diversificada que lhe permitiu participar em todo o tipo de projectos cinematográficos dentro e fora de Portugal e agora encontra-se a promover um novo filme francês a " gaiola dourada" sobre a comunidade portuguesa.


Vamos falar do cinema português, tendo participados em vários filmes, acha que tem havido uma evolução em termos de cinematografia nacional?
Joaquim de Almeida: Nem sei quando foram os meus últimos projectos em Portugal. O cinema português infelizmente não tem dinheiro. Tem novos realizadores que estão a trabalhar muito bem, infelizmente este ano a Secretaria de Estado da Cultura não deu quase nada ao cinema, agora vemos que algum dinheiro foi atribuído. Eu gosto muito de cinema português, mas as pessoas não me tem oferecido papéis. Agora tenho um filme a estrear em França, "a gaiola dourada", é sobre a comunidade portuguesa em Paris. É um filme que vai sair 1 de Agosto em Portugal, estreou em Paris, ao qual estive a fazer publicidade e tem tido uma reacção muito boa. Infelizmente o cinema português está em más mãos e duvido que haja algum dinheiro para se fazer. Acho que temos grandes cineastas que filmam de forma diferente e é de louvar.


Pode nomear algum destes jovens cineastas que aprecia?
JA: Eu prefiro não dizer nomes porque não quero favorecer uns em detrimento de outros e são tão poucos. Há também dois tipos de cinema português, um de que gosto e outro que não gosto. O cinema português está numa fase delicada, mas Tabu, por exemplo, é um dos filmes que tem merecido grande destaque lá fora, Miguel Gomes, o realizador, tem muito talento. Há outros que são mais dirigidos ao cinema português.


Os chamados filmes comerciais?
JA: Não, eu não tenho nada contra os filmes comerciais. Eu acho um estilo fantástico, a cinematografia global não funciona sem este género. Em França, o cinema tem uma produção certa, para um público certo e eles podem fazer cinema de autor. Nós não temos dinheiro para fazer isso, se os portugueses não vão ver o cinema português às salas, então quem é que o vai ver?


Mas, referiu há pouco que havia dois tipos de cinema.
JA: O comercial e de autor. O Tabu é de autor, é bom cinema português. Há muitos que são muito Oliveira, ou o João Botelho de quem eu não sou grande apoiante. Em França há espaço para todo o tipo de cinema, que é o acho que deveria haver no nosso país. Só que não somos um país rico para ter dinheiro para desenvolver cinema. Os realizadores portugueses têm um dever que é mostrar cinema português aos portugueses. O filme que acabei de fazer em França pode-se chamar de comercial e vai ter grandes audiências. Em Portugal temos que olhar para a cultura, porque sempre que há crise quem sofre é a cultura e não justo. As pessoas que dela vivem também têm de continuar a trabalhar. Notámos que se sofre muito nos teatros com os subsídios pela metade, ou então são cortados por completo. Agora, ouço que deram mais algum dinheiro.


De todas as personagens que criou houve alguma mais memorável?
JA: Desde "os imortais", os filmes de Joaquim Leitão como "Tentação" e "Adão e Eva".


E em termos da cinematografia americana?
JA: Os filmes americanos não foram os mais importantes da minha vida, foram mais importantes para o meu trabalho, porque viram-se no mundo inteiro. Os mais marcantes porventura é "good morning babylon" dos irmãos Taviani que fez com que trabalha-se internacionalmente e "o rei pasmado" de Imanol Uribe. Mas, foram mais os filmes europeus que os americanos que me deram notoriedade. É evidente que o "perigo eminente" com o Harrison Ford dá uma visibilidade que as pessoas reconhecem. Isso é sempre importante. Mas, eu tenho uma carreira diversificada de que tenho gostado.

 

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