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O templo de bordukan

Escrito por 

É o primeiro volume de uma saga fantástica escrita por Hélder Martins.

O que te levou a escrever sobre literatura fantástica? Porquê logo uma Saga fantástica?
Hélder Martins: Na realidade era uma ideia já antiga. Não que alguma vez tivesse em mente tornar-me escritor, mas na minha mente existia já uma aventura. Lembro-me de em miúdo, nas minhas brincadeiras, imaginar personagens e visualizar os seus enredos e a forma como se cruzavam. Tanto que quando as transcrevi, não me eram estranhas e sabia exatamente como queria que fossem. Assim, quando achei ter em mim as ferramentas necessárias, graças também à parte escolar que me devolvia um bom feedback dos meus trabalhos literários, passei a tornar real uma história. Descobri a forma que mais me inspirava a trabalhar, que passava por me sentar no café ao som de música japonesa e realizar todo um primeiro volume a papel e caneta.

O porquê de uma saga fantástica?
HM: Porque é nela que me revejo. Eu pouco gostava de ler até ter nas minhas mãos a temática que mais me entusiasmava. Passei de nada ler, a devorar livros do fantástico. Acho uma literatura bastante completa. Tem acção, suspense, amor, comédia; tudo envolto numa fantasia contagiante. Por isto tudo, arrisquei na minha própria demanda, com o “O templo de Borkudan”, e dar aos leitores aquilo por que gostava de ser reconhecido: uma fantástica aventura.

Quais são os principais desafios deste tipo de escrita? O que foi mais difícil e mais fácil?
HM: Penso que o mais difícil é o rigor devido a este tipo de tema épico. Implica algum estudo e análise aos pormenores arquitetónicos da altura. Mas acaba por ser interessante descobrir certos detalhes que solucionavam na altura o que para nós hoje é normal. Onde tive mais liberdade, foi nas partes de maior ação, onde consegui um melhor detalhe pela minha prática nas artes marciais, nomeadamente o kickboxing. Graças a isso, permitiu-me ser exato em situações de posicionamento e equilíbrio nos combates que se desenrolaram. Claro que, a parte fantasiosa da temática das minhas obras passa também a ser um apoio e a contornar algumas dificuldades.

O epílogo é uma luta do bem contra o mal. Porquê decidistes começar a tua saga assim?
HM: A minha literatura favorita é o fantástico. Delicio-me com o partir à aventura. Personagens distintas, unidas numa causa que as torna comum. No entanto, nas minhas leituras, vejo sempre mundos épicos já criados, sem qualquer alusão ao que os levou ali. Quis inovar. Começar o meu primeiro livro numa explicação do que eu acho que foi o meu Bing Bang do fantástico. Naquilo que é a eterna luta entre o bem e o mal, ver nas duas entidades a criação do mundo abaixo. E com ele o aparecimento das primeiras raças a uma terra do desconhecido.

O teu personagem principal tem muitos defeitos, não é o típico herói altruísta que se costuma apreciar neste tipo de leitura. Porquê o criaste assim?
HM: Porque no final é apenas humano. Quis uma personagem que a cada capítulo lido é apenas tão igual como a quem o lê. Que se irrita, que diz os seus disparates, que tem medo, que ama, que é tímido. Que a cada passo que dá se vê dividido nas escolhas do dia-a-dia. Dando assim mote ao que pretendo passar a cada livro meu: “A eterna batalha entre o desejo de fazer o que é certo e o que é certo fazer”. Esta é a personagem real, que aproxima o leitor. Não um super-herói, mas sim alguém que irá crescer com as suas decisões. Positiva e negativamente.

Tens também um dragão amnésico e isso deixa o leitor um tanto quanto desconcertado, com um grupo de personagens que não tem pouco ou nada de heroico.
HM: A amnésia do dragão é já um preparo para o que será o final da saga. Mas sim, é um grupo de personagens peculiar. Peculiar, mas rico numa componente humana que nos liga a cada peripécia. Com um pouco de mim; com um pouco de quem me conhece; com um pouco de quem conheço. Ao fim ao cabo, é um conjunto de personagens para evoluir umas com as outras, no melhor das virtudes e no pior dos defeitos.

Quando começastes a escrever o livro já tinhas ideia que a saga teria continuação?
HM: Quando comecei a escrever, tinha e tenho já o final idealizado. A saga é longa, como sempre apreciei no género do fantástico. Estas personagens e esta aventura têm muito para dar aos leitores. Tem acção, tem um suspense curioso pela forma como os desfechos nos surpreendem. Tendo eu já um início e um fim previsto, o resto é um meio que mesmo a mim me surpreende. Aliás no meu segundo livro: “A asa da consequência”, eu próprio ficava ansioso pelo que iria chegar no capítulo a seguir.

Os nomes são um dos pontos muitos curiosos do teu livro, como os inventastes?
HM: Realmente, os nomes são o verdadeiro desafio. Mas para me ajudar, tenho o que são as minhas experiências. Os locais por onde já passei e com grande significado para mim, como é o caso da ilha da Madeira, ou os nomes daqueles que me são próximos. Altero-os um pouco, acrescento umas vogais e umas consoantes e revejo nas minhas personagens e cidades, aquilo que para mim é importante.

É muito difícil ser aceite como escritor do fantástico num país como o nosso?
HM: Bastante. Talvez mais por se ver numa capa do fantástico, um nome nacional. Sim, podia ter adotado um pseudónimo, mas quero ser reconhecido pelo meu próprio nome. Eu acredito que é uma temática apreciada por muitos e mesmo nos feedbacks que já consegui, tive boas críticas mesmo de quem não era apreciador. Confesso que é um campo difícil de percorrer, mas tem sido gratificante e mesmo que exista só uma pessoa à espera do meu próximo volume, vale a pena escrever por ela.

O que podes adiantar da próxima parte da saga?
HM: Posso adiantar um lado mais humano da personagem principal. Um lado fora daquilo que esperamos que um herói faça. Adianto que vai surpreender os leitores e que veremos o mote dos meus livros a um nível que os vai relacionar a algum momento das suas vidas. Acima de tudo é uma história escrita com grande dedicação e paixão, de resto só posso esperar que gostem.

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