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As botachas

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A bota chã é uma marca de produção de calçado regional que tem vindo a inovar, através de uma colecção de novos modelos, denominados de “botachas”, que pretende lançar-se em novos mercados.

Como iniciou este projecto da inovação das botas chãs?
Carlos Vieira : Houve uma necessidade de inovar sempre com base no modelo tradicional das botas. São exigências do próprio mercado, porque a bota chã não é um produto muito vendável, há realmente algumas lojas que as comercializam, obviamente que não é uma venda mensal constante, mas tinhámos que fazer algo. Comprei esta empresa, porque o proprietário teve que ausentar-se, ele fez-me uma proposta e eu aceitei. Entendi que devia criar outros modelos para de certa forma ir alavancando à companhia. Chamo de “botachas”, os novos modelos, já que podem ser feitas em todos os tipos de materiais, desde couro até tecido.

Qual tem sido a aceitação das botachas?
CV: Tem sido muito boa.

Quem as compram?
CV: Maioritariamente são os madeirenses. Mais mulheres, também temos homens. É um modelo unisexo. Os turistas não compram tanto e quando o fazem preferem a bota tradicional, porque é um produto genuíno regional.

Qual é o modelo mais popular?
CV: Temos um modelo feito em duas peças. Possui tecido com o padrão colorido, das riscas, chamado regional, na frente e ganga atrás, é o que se vende mais. Também temos ao contrário, mas a mais adquirida é a que referi anteriormente.

E os homens o que compram?
CV: Os modelos mais básicos, só ganga, ou camurça normal. As cores elegidas são o preto e castanho, o homens não gostam de tons muito coloridos, preferem cores sólidas.

E em termos da comunidade emigrante tem alguns pedidos de “botachas”?
CV: Esse é um mercado que tenho obrigatoriamente de explorar. Já tive uma reunião com uma personalidade que é o elo de ligação entre a ilha e as comunidades.

E no site não recebem encomendas?
CV: Não, ainda não temos site só facebook. Aliás, é minha intenção assumir esse mercado, porque pretendo colocar este produto no exterior. O problema são os custos, enviar uma caixa com botas para o Brasil, ou África do Sul sai caro, mas estámos a fazer algum investimento nesse sentido.

Qual é o próximo passo para a sua marca no 2016?
CV O próximo passo é registar a marca, por várias motivos, a principal é ter uma garantia de segurança. Depois queria poder iniciar o processo de exportação, como disse anteriormente, o mercado das comunidades portuguesas é enorme, tem um grande potencial e temos de ir à procura deles. Como sabe a Ribeira Brava é uma terra de emigrantes e nesta altura de final do ano já vendi algumas “botachas” para a Venezuela, Suiça, Canadá e África do Sul. Agora, se conseguir colocar um par de botas num posto de venda no exterior é mais fácil de espalhar o conceito do produto. Como disse, não posso estar à espera que me contactem, tenho de chegar a esses países, quer através do facebook, ou outros meios de comunicação.

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