
São o calçado mais em voga para o inverno de 2011. Um sucesso inesperado para uma bota com quase 200 anos de existência.
A origem das galochas é nobre ao contrário do que possa parecer. Nasceu do engenho de Artur Wellesly, primeiro Duque de Wellington em 1817. O nobre inglês, um homem muito prático, pediu que as botas militares fossem adaptadas. O novo modelo tinham um cano mais curto e eram mais confortáveis de usar. A passagem de couro para borracha aconteceu em 1853, com o processo de vulcanização desenvolvido por Charles Goodyear. A popularidade deste calçado surgiu com os soldados na primeira guerra mundial, que usavam as galochas nas trincheiras francesas. Durante séculos este calçado utilitário ficou confinado a determinadas áreas profissionais. Era o calçado-padrão dos agricultores, dos funcionários de câmaras frigoríficas e de limpeza. Sabia que a Nokia antes de ser líder mundial no mundo das telecomunicações vendia galochas?
Na Madeira, o termo comum para designar este tipo de calçado é botas d’água. Uma denominação que surgiu pela deformação das palavras botas para a água, usadas essencialmente quando se procedia à rega dos terrenos. No Brasil, existe uma expressão que é o chato das galochas, que de acordo com um professor de língua portuguesa e filologia da Universidade de São Paulo, Valter Kehdi, trata-se de uma pessoa muito chata e inconveniente. A expressão idiomática associada à galocha, deve-se ao facto de tratar-se de um chato resistente, como as botas referidas. As galochas após 195 anos de obscuridade foram reabilitadas recentemente nas passarelas internacionais. Existem em diversas cores, com os mais diversos padrões e com um design mais actual. São o calçado para este inverno. As botas d’água resistentes que não só duram para sempre, como ficam sempre bem, no campo ou na cidade.




