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O mundo AZ

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 azeitonas1

Adoro concertos ao vivo. São um misto de excitação, ansiedade, suor, risos e muitas expectativas. Esperamos sempre que seja melhor do que alguma vez imaginámos. Almejamos tudo, mesmo o que não fantasiamos, o que interessa no fundo é que a nossa banda não defraude as nossas expectativas, ou seja, ninguém quer ouvir apenas o álbum. Se fosse só para isso ficamos em casa. Queremos sobretudo a magia, a garra, a energia e a empatia que se cria a partir do palco. Isto tudo para dizer o quê? Adoro “os azeitonas” e ainda mais ao vivo. Então assistir um concerto do palco foi um caso sério de amor para toda a vida. Por isso venha e aproveite a nossa conversa.

A vossa música remete-nos para outros tempos, das grandes bandas norte-americanas, com muito swing, muitos arranjos, é propositado esse estilo?

Marlon: Calha assim, é o nosso género musical. É o nosso gosto.

Salsa: É um misto das duas, nós escolhemos ou encontrámos músicos com os mesmos gostos que o nosso. Alguns bem escondidos, outros menos, que já tocaram com os “expensive soul” e estão connosco. Arranjámos um ponto comum que é o facto de todos gostarmos dessa música escondida, que é mais antiga.

Quando lançaram o vosso primeiro álbum ocorreu-vos que o vosso estilo musical estava direcionado apenas para um público muito específico?

M: Não pensámos muito nisso, sinceramente. Gostámos de fazer música e esperámos a reacção do público basicamente. Não pensando que íamos fazer este género musical para um tipo de pessoas, vamos fazer a música de que gostámos e aguardámos pela reacção das pessoas e ver quem é que gosta e quem é que não gosta.

Quais foram as vossas expectativas dos álbuns seguintes, em relação ao sucesso do “um tanto quanto atarantados”?

Salsa: O primeiro teve sucesso? (risos)

M: O primeiro é sempre o primeiro. Foi uma primeira experiência. Fazer um álbum já foi um sucesso, não o íamos fazer, nunca pensámos em gravar um álbum, foi uma novidade para todos gravar em estúdio, nesse aspecto estávamos um pouco “verdes” ainda, no segundo álbum houve um salto qualitativo, uma maior maturidade e aprendizagem. Nunca pensámos muito á longo prazo, ou atingir um determinado público, fazemos sim a música de que gostámos e mais uma vez, foi esperar a reacção do público.

Nena, como é ser a única mulher no meio destes homens?

Nena: Normalmente é fácil, mas prolongando-se muito tempo, as vezes falta-me o convívio feminino e fico maluca! (risos)

Marlon: Fica à procura de uma amiga!

N: Sim! É uma fêmea, vou ter com ela! (risos).

Tenho reparado que colocam muitos dos vossos temas no “you tube”, em particular, uma que não faz parte de nenhum álbum, “já não te sinto em mim”.

N: Todos. Essa é uma música escondida do segundo álbum.

Salsa: Era suposto estar bem escondida, só que os fans descobriram-na. Quanto tempo demora a tocar uma música escondida? Eu dizia um minuto e meio, outros três minutos e outros meio minuto.

Mas, o que é uma música escondida?

Marlon: Ela surge depois de um momento de silêncio num tema.

Miguel Araújo: O nosso segundo trabalho tem doze músicas. A décima segunda canção termina, há um nada e depois começa “já não te sinto em mim”. Não é uma faixa autónoma. Só mesmo quem conhece, descobre-a.

Salsa: Isso funcionava antes do “you tube”, agora, mal encontram a música escondida, cortam o tema, fazem copy, paste e de repente colocam-na online, com o título: música escondida dos "azeitonas", no entanto, é hiper-visível. Era suposto estar mesmo escondida. Mas, sim é um b side, chamemos-lhe assim.

Estão a começar a pensar num novo álbum para os azeitonas. Estão já a preparar novos temas. Neste novo álbum vão mudar de direcção, ou manter o vosso estilo musical?

MA: Sem mudar de direcção, mudámos sempre. Andámos conforme nos apetece, sem ter em mente algo intencional. Não estamos propriamente a começar um álbum. Temos ideia de faze-lo no próximo ano, já temos algumas músicas novas, mas ainda não começámos a gravar ainda, nem sequer a pré-produção, mas vamos fazer o que sempre fizemos, a música de que gostamos.

Marlon: Nós vamos crescendo, vamos ficando mais velhos e por isso as músicas também vão mudando connosco, nunca podem ser iguais ao primeiro álbum.

Miguel vais continuar a manter em paralelo a tua carreira á solo, com “os azeitonas”?

MA: Sim, vamos andando e vendo. No novo disco á solo vou cantar tudo sozinho. Sem grandes planos.

http://www.osazeitonas.com/

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