Não é das nove que quero falar, mas sim da mais Graciosa, que deve o seu nome as suas belezas sem igual. É a menos montanhosa. A menos chuvosa. A sua planície é apenas recortada por uma caldeira, reminiscências de um passado vulcânico ainda muito presente na memória das gentes destas ilhas. A escassez de água seca grande parte da paisagem e o casario que domina a arquitectura local veste-se de alba. Chamam-lhe por isso a ilha branca. Tem como sede do concelho, Santa Cruz da Graciosa e mais três freguesias, Guadalupe, a verdejante, com os seus terrenos hortícolas e cerealíferos, a Luz, com as termas do Carapacho e as suas piscinas naturais que fazem as delícias da população e finalmente chegámos à Praia. No cone desta última localidade fica a furna do enxofre. Uma magnífica caverna que pode ser visitada com as devidas precauções, ao longo de uma descida aos “infernos” através de uma escadaria em caracol. São 183 degraus até a lava fervente e ao seu lago interno. São as entranhas de Gaia exalando fumos tóxicos e cinzentos, em contraste com o verde que nos rodeia. Tem graça chegámos ao fim. Ao mar povoado de fantasmagóricos personagens que dominaram as águas e as vidas das gentes graciosas desta ilha encantada.





