Um olhar sobre o mundo Português

 

                                                                           

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O admirável mundo novo

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É uma das capitais do mundo que simplesmente merece ser visitada uma vez na vida.

Londres é uma cidade de contrastes. Onde o novo habita o velho, numa certa displasia urbana que tanto desagrada o príncipe Charles de Inglaterra, mas que se tornou uma imagem de marca da cidade. Numa ponta avistámos os monumentos históricos, do outro as edificações mais modernas que ousam desafiar as pedras milenares. Visitar esta urbe sempre em ebulição implica usar o metro, com as suas descidas aos infernos, subidas alucinantes rodeadas de cartazes publicitários e os seus labirintos bem assinalados. Não é a infra-estrutura mais elegante que já conheci, ao contrário do de Lisboa, mas é a forma mais eficiente de transporte para ficar a conhecer os recantos da cidade. Na visita que fiz à capital do reino unido em pleno verão com temperaturas muito acima do normal para os ingleses e prazenteiras para o comum dos mortais português, a minha primeira paragem foi Baker Street, uma via icónica desta urbe por causa de um certo detective criado por Sir Conan Doyle, até é possível fazer uma visitar a casa de Sherlock Holmes. Em Trafalgar Square, fica alojado o meu edifício predilecto, o National Gallery. É um museu gratuito, vigiado por dois leões imponentes na entrada, onde podemos apreciar algumas das maiores obras de artes dos grandes mestres da pintura e escultura, é uma visita obrigatória que se deve prolongar no tempo. As colecções são soberbas e o mais curioso é que cada sala é atribuída a um mecenas, por exemplo, uma delas é dedicada a Yves Saint Laurent que se diferencia das outras pela cor. Mas há mais, dos monumentos que vou acrescentar como locais que simplesmente tem que visitar, o Big Ben é impreterível, claro!

No outro lado da rua, avista o edifício do parlamento inglês, curioso é o portão dos soberanos, Isabel II entra por esta exclusiva porta para a cerimónia de abertura do ano parlamentar. Se for amante da política, existe a possibilidade de assistir a uma das sessões da casa dos comuns. Outro monumento obrigatório é a malfada Torre de Londres, onde muitos nobres perderam literalmente a cabeça, a honra e os bens. Os não menos famosos beefeaters elucidam os visitantes provenientes de todos os cantos do mundo sobre o seu passado, não muito feliz, de uma forma divertida. Imperdível é o museu de história natural, com o seu hall imponente apinhado de dinossauros. É um óptimo local para as famílias. É simplesmente divertido. E de mais monumentos imperdíveis, não vou falar, porque disso já devem estar fartos. Vou fazer sim, um roteiro no sentido oposto. Um dos lugares que mais me fascinou foi Candem. Uma das zonas de Londres mais mal afamadas, mas ao mesmo tempo a mais amada pela falecida cantora Amy Winehouse. É nitidamente um local de contrastes, antes de chegar ao mercado, temos uma rua coberta de edifícios comerciais com cores berrantes, onde podemos encontrar de tudo, jovens empreendedores que mostram os seus trabalhos, lojas multi-marcas, vestuário em segunda-mão e o resultado é uma panóplia de cores e texturas que termina no maior mercado coberto da cidade, nesse espaço existe a maior diversidade de serviços que alguma vez vi. Vendem tudo, desde arte, decoração, livros, ferramentas e a área alimentar é impressionante pela bomba de aromas provenientes dos quatro cantos do mundo. A comida é barata e deliciosa, basta escolher o país, provar e empreender uma viagem através das suas papilas gustativas.

Portobello Road é outro tipo de mercado, desta feita ao ar livre, que vende antiguidades. Há peças para todos os preços e carteiras, é um autêntico banho de multidões, porque é um hábito cultural muito britânico encontrar o tal bibelot de referência a um preço irrisório que afinal custa uma fortuna num antiquário. É um dos passatempos preferidos dos ingleses, comprar porcelana com motivos florais e cãezinhos horrorosos. Nas imediações desta zona, vale a sempre a pena espreitar pequenas lojas de vestuário vintage. Uma das minhas grandes paixões. São espaços literalmente apinhados de roupa e calçado de grandes estilistas a preços acessíveis. O paraíso dos viciados em moda. Outro local de culto é o Waterston’s Picadilly. Imaginem milhares de livros à venda, e não apenas em inglês, a preços imbatíveis. Sair de lá só mesmo contrariada. É a catedral dos amantes da leitura.

No outro lado da cidade (só possível graças ao metro) visitámos o bairro de Notting Hill. Sim, o tal do filme que com o Hugh Grant.  Passei horas á procura do célebre banco, não por minha causa, notem bem, mas a minha amiga queria sentar-se á força toda nesse local de culto dos românticos incuráveis. Encontrámos o dito cujo e adivinhem? É mesmo preciso escalar o portão de ferro para poder aceder ao dito assento. Acto que ela ao contrário da actriz americana não quis imitar. A Júlia Roberts pode ser multada á vontade, porque pode pagar, outra coisa completamente diferente é duas portuguesas remediadas serem apanhadas pela polícia e ter de suportar uma coima em libras, por invasão de um espaço privado só por causa de um filme. Convent Garden é o local ideal para os amantes da música , da dança e do teatro. Há sempre espectáculos nas praças, basta sentar-se. No final ajude o artista com uma moeda. É onde está alojado o Royal Opera House e a catedral de São Paulo. O Soho e o West End são mesmo ao lado. Como quem diz. Imagine-se a assistir o fantasma da ópera, o mama mia ou mesmo o musical Mary Poppins, nas muitas salas ao seu dispor. Também há espaço para o humor com bares de stand-up comedy. E termino esta volta de 360 graus no mesmo sítio. Havia mais por dizer, fica para a próxima!

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