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Ilhéstico 2

Written by  yvette vieira fts yvette vieira, porta33

 

Mais um percurso no roteiro de arte contemporânea que celebra os 33 anos da Porta 33, no Funchal.

Na rua do Castelo, na Fortaleza de São João Baptista do Pico, podemos encontrar a instalação do trio João Almeida, Hélder Folgado e Duarte Ferreira sobre a água, que surgiu no âmbito de uma investigação académica na área de arquitetura de João Almeida e que foi criada propositadamente para o “Ilhéstico”.

João Almeida: Este projeto surge de uma investigação que fiz sobre estruturas cavadas nas rochas na Madeira, estruturas vernaculares, que fazem parte do sistema das levadas, das regas e dos terrenos agrícolas, nomeadamente estes tanques de água subterrâneos que eram utilizados como reservas para os picos do verão. Foi uma descoberta por acaso do Hélder Folgado, ele estava em campo a ajudar-me com a parte fotográfica destes registos e por curiosidade foi espreitar lá uma abertura e encontrámos um tanque de água. A partir daí decidi aprofundar mais a pesquisa nestas estruturas que ainda são desconhecidas no geral. Então, surgiu o registo fotográfico e métrico destas estruturas e começámos no contexto do “Ilhéstico” a passar cá para fora como são estas atmosferas em termos de textura, de luz e como estes espaços que são completamente escondidos podem ser tão ricos em termos de ambientes internos. Neste contexto decidimos contruir esta parceria para formalizar esta instalação em todos os seus componentes. O Hélder Folgado evoca em termos escultura a água e a Duarte Ferreira aborda o som.
Hélder Folgado: Quando comecei o João Almeida estava a fazer esta pesquisa o que mais saltou à vista e que passava uma imagem muito forte é o facto de entrarmos em pequenos espaços…
Reservatórios?
HF: Que depois pareciam catedrais de água e é incrível a impressão de entrar nestes espaços, porque temos a sensação que estamos no centro da terra e há uma adaptação não só do olhar, mas também há emoções que nos inundam ao entrar num espaço destes que é desconhecido, eles são gigantes e os sentimentos são muito fortes. Depois, existem algumas dinâmicas não só que obtemos da água e que tentámos de alguma forma refletir na instalação, mas houve um plano horizontal que junta os nossos trabalhos sobre a água e onde tudo acontece. De resto a forma como tudo se formalizou foi muito natural, porque já nos conhecíamos, conhecíamos o trabalho de cada um e espontaneamente tudo surgiu dessa forma, no sentido em que surge simplesmente e que resultou num objeto plástico muito mais rico, Há também, a documentação destes espaços que são muito ocultos, onde ocorrem os medos criados ao longo do tempo e da história, no sentido evitar vir para aqui, porque houve muitas mortes aquando da sua construção, mas também atualmente ninguém este isento de cair, há uma espécie de receio.
JA: Há uma imagem muito negativa associada a estes espaços.
HF: Porque estas estruturas são perigosas, algumas já desabaram e morreram pessoas lá dentro e as histórias remetem-nos para o nosso imaginário e para um contexto muito mais alargado.
Tu captaste o som. Também estivestes nestes espaços?
Duarte Ferreira: Sim, tinha de ser. Há uma génese na nossa parceria que é muito documental, não só pela amizade que tenho com o Hélder Folgado de muito anos, eu conhecia o seu trabalho e ele o meu, e foi muito natural este convite. Conheci o João Almeida mais tarde e facilmente criámos um diálogo sobre como nos podíamos envolver e a abordagem que iriamos criar artisticamente. O som tinha de ser captado no local, não poderia ser recriado e eu já desde criança conhecia esse espaço e tal como o Hélder já referiu era também muito protegido pelos meus familiares, porque era perigoso, não só porque durante a sua construção morreram pessoas, mas assustavam-se as crianças com histórias sobre os tanques, ou os poços, na tentativa de afastá-las desses lugares. Mas, quando chegámos lá sentimo-nos rodeados por uma atmosfera que metia respeito e houve uma descoberta desse ambiente sonoro que era desconhecido. Efetivamente há essa janela de abertura que nós víamos sempre ao longe, mas que desconhecíamos, porque nos era interdito essas zonas. Primeiro, decidimos explorar estes espaços através da fotografia e depois gravei e explorei a riqueza sonora destes poços, já que ao nível arquitetónico é tão grande, o ruido que se houve do exterior é completamente amplificado devido a natureza porosa do interior do tanque e ouvimos os sons muito melhor do que se estivéssemos cá fora. Foi gravar e depois limpar para tornar o som mais detalhado, porque o que domina são os sons das pingas a cair de há muito tempo, não existe uma data precisa para a sua construção. O que é certo é que o tanque tem água e tivemos muito cuidado para não cair lá dentro.
JA: E estivemos mais de um ano para poder fotografar o espaço, porque tive de esperar que os proprietários decidissem esvaziar os poços, mas antes disso tivemos que ganhar à sua confiança e demoramos imenso tempo a explicar e falar sobre o projeto. A segunda fase foi perceber a data da limpeza, por norma, o tanque esta cheio até cima e não se pode andar dentro nestas circunstâncias.
Quantos tanques há destes na ilha?
JA: Tem por todo o lado e não dá para precisar quantos, desde que existem na Madeira terrenos agrícolas que se constroem poços.
HF: Na Fortaleza São João Baptista do Pico que também chamavam de Fortaleza das Frias é possível ver que há duas cisternas, que eram utilizadas pelas pessoas em volta, os moradores vinham cá buscar água e é realmente é um terreno com grandes lençóis freáticos e para além deste facto ser muito forte, o próprio espaço também em termos estruturais faz parte dessa ambiência e mesmo as peças que colocámos lá dentro nos remetem para isso. E depois temos esta paisagem do mar até a montanha que é onde podemos encontrar estas estruturas e aqui há um encontro feliz de vários componentes que acabam por alicerçar melhor o projeto e falar dele em outras perspetivas.

  

Na calçada da Saúde, 10, esta situado sobranceiro a cidade, o Hotel Monte Carlo, onde se pode apreciar o trabalho fotográfico de Filipa Martins, “Este é um trabalho antigo, não trouxe nada de propósito para o “ilhéstico”, tenho estas imagens que nunca antes tinha exposto e aproveitei para esta exposição”.
E estas fotos refletem o doméstico?
FM: Não é bem por aí, são todas imagens de casas e a sua relação é que são fotografias do seu interior, mas não sei se a palavra doméstico pode ser associado a este trabalho.

 
Um pouco mais abaixo, na calçada do Pico, nº 1, no Museu da Quinta das Cruzes, no seu jardim a artista Fátima Spínola, apresenta o seu trabalho, “Este projeto começou com uma conversa com o Miguel Von Hafe Pérez sobre o meu trabalho e falei-lhe de um projeto em concreto que tinha na altura, que não tinha concretizado e que era retomar uma memória que não sabia se era real ou não. Incluía uma espécie de iglô que foi construído pelos meus irmãos mais velhos e do qual me lembro muito bem, porque brincava lá dentro e guardei esse registo de lá estar com a minha irmã e uma prima, no entanto, elas não se lembram de nada. Felizmente os meus irmãos lembram-se, mas ninguém se conseguia recordar do processo de feitura dessa construção. Para esta instalação foram utilizados materiais da fazenda que eles próprios cortaram, foi feita de troços da couve que é usada para as sopas, são troços que começaram a ser cortados a partir de março e os mais verdes são os mais recentes, que usei para a base como são mais pesados e nesse sentido quis recriar esta memória independentemente de como tinha sido feita e até que ponto era assim tão real. Mas, também tem a ver com a infância e como usávamos qualquer coisa para conseguirmos transportar para uma outra realidade, basta um pequeno abrigo, uma caixa, ou cadeiras com cobertores em cima e já estamos num outro cenário.
Tem um título?
FS: Portal.


No interior do Museu deparámo-nos com o trabalho de Andreia Nóbrega, “Este faz parte de um projeto que partilhei com o Martinho Mendes e a proposta era a caminhada que fazia no território da Madeira, meus passeios a pé, principalmente sozinha e que acabam por serem caminhadas com muitas paragens, com muita contemplação de longas horas e alguns registos que vou fazendo de espaços em volume, ou mais em pormenor. Depois no laboratório em casa utilizo uma imagem que passo a desenhar, é uma viagem muito intima, porque acabam por originar novas paisagens. Este trabalho resulta de um passeio pela Ponta de São Lourenço, eu vou sempre desenhando e nunca sei o que vai surgir numa paisagem. O que é interessante nesse sitio, o desenho evoca vários sentimentos e como dizia anteriormente acaba por ser muito contemplativo.
Porquê nesta espécie de rolo?
NA: É como se fosse um longo percurso, resulta numa maior extensão em termos de minuciosidade e depois ao fazer estas pausas com o branco da página há um respirar e o rolo ajuda nesse sentido. A mesa e a cadeira representam o artista que se senta a desenhar e a caneta que utilizo é de tinta da china com vários tipos de ponta de 0.03 até o 8 que acaba por fazer as formas mais escuras.

 

André Sirgado nasceu em 1990 na Ilha da Madeira e vive em Ghent, na Bélgica. Participou em algumas exposições colectivas com trabalhos fotográficos, destacando-se "Trans(a)parências" (2010), "Estas fotografias merecem paredes" (2011) e "Indágora" (2016).

 

Na calçada de Santa Clara, 7, na Casa Museu Frederico de Freitas, surge um projecto artístico mais íntimo, resultante das memórias de infância de Ricardo Barbeito, “No fundo é um resgate da memória das cenas passadas na casa, então o que é que acontece? Há uma recolha de imagem e seleção de coisas que são introduzidas no espaço museológico de uma forma não intrusiva de forma a estabelecer o diálogo, entre o doméstico e a ilha. O propósito do projecto foi pegar nas memórias de minha família e recuperar esse passado quando viviam aqui, existe um dialogo do que era e o que é e trazer para o museu o caracter vivo da rotatividade da coleção, das peças e criar uma programação que trouxesse mais vida para este espaço museológico.

 

Eu trago as memórias para a casa museu, tragos os elementos de uma geração completa que é a minha mãe e as minhas tias, criando assim um roteiro pela casa até se perceber quem passava por aqui. Essa passagem começa com uma instalação de som de uma gaita de prata, tem a ver com uma história de infância em que entravam na sala à socapa, tocavam esse instrumento e fugiam. Existem também uma série de objetos que estabelecem um diálogo com a arte contemporânea e com a localidade em si. Numa outra sala temos a imagem da Maria Manuela que morreu jovem, de um problema cardíaco e temos esta pintura dela com o cão e ela tem o mesmo nome da única filha de Frederico de Freitas. Aqui na sala amarela tem uma intervenção junto dele, aparecem duas imagens e um álbum de fotografias da minha tia que não tem retratos, ou seja, há sempre uma evocação das pessoas que viviam aqui dentro e as que passaram por cá. Existem várias relações familiares que se criam ao longo do circuito, desde o quarto da avó Adelaide, na1ª porta à direita, o jardim de inverno e no fundo das escadas, a casa do prazer onde se guardavam as bonecas para brincar e a cozinha onde se iam para comer as bolachinhas que era uma receita da familiar”.

Nuno Henrique, nasceu no Funchal em 1982. Em 2005, licenciou-se em Escultura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Foi assistente de produção da Porta 33, em 2008 e participou na exposição colectiva intitulada “Linha de Partida”, comissariada por Alexandre Melo, no Centro de Artes Casa das Mudas, na Calheta, em 2009. Em 2010, realizou a sua primeira exposição individual em Lisboa, na Módulo e, posteriormente, realizou uma exposição no Espaço Ilimitado - Núcleo de Difusão Cultural, no Porto. Participou, ainda em 2010, na exposição Bolseiros e Finalistas 09 do Ar.Co. — Centro de Arte e Comunicação Visual, no Palácio Galveias.

 

Na rua Latino Coelho, 51, existe o Espaço 116, com a instalação de Miguel Ângelo Martins, “No “I paint” eu queria de alguma maneira contextualizar a minha prática com a relação que tenho com a Porta 33. Sempre frequentei o espaço, às vezes em horas impróprias e ficava ali durante muito tempo que até se esqueciam que eu estava lá e isto é para dizer que o meu projecto esta muito vinculado com o livro, com o objecto-livro e no Espaço 116 apresento dois livros que estão que estão vinculados com a minha prática da pintura e embora a pintura não esteja presente, esta ausente, mas de alguma maneira se pode vê-la noutros contextos e outros registos. Há um livro A e B e apresento um áudio que esta associado a uma das obras, é o verbo pintar que é recitado em todos os seus tempos verbais e porquê? Mais uma vez a ausência da pintura, não é especifico da pintura como algo que não se pode tocar, mas que de alguma maneira se pode sentir através do som, da sua produção, ou através da frase eu pinto e que esta associado a própria linguagem.

 

O outro livro esta associado aos pincéis, houve uma altura na minha vida em que comecei a pintar e depois acabei por sentir que já não fazia sentido seguir esse gesto, essa mancha, essa matéria, mas coloco o livro como uma prática de pintura, ou de escultura e há uma arquitetura, uma estrutura que esta no livro. A peça foi pensada para livro não como catalogo, ou como registo da exposição, mas o livro como uma exposição que é um conjunto de linhas e manchas impressas, classificadas por ordem crescente em forma de livro de amostra, que se refere às medidas estandardizadas de fabricação que é transposta para as folhas do livro, cada um dos pinceis corresponde a cada uma das páginas, no total 84 pinceis, mais a parte escrita. Usei também papeis diferentes que correspondem a cada um dos pinceis, ou seja, uns são mais ásperos, outros mais espessos e existem os mais sintéticos em termos de profundidade, há ainda, papeis mais suaves e outros mais rugosos e não se vê o pincel, mas cada um corresponde a sua referência do objeto. Esta obsessão pela beleza do objeto resulta numa coleção, embora no inicio não teve esse intuito, tive a ideia de começar a pintar, na vertente clássica, depois foi-se tornando numa coleção, há uma contemplação do objeto e não propriamente a sua utilização para pintar, o livro nasce da utilidade que lhe podia conferir, depois de esse uso anterior acabei por dar-lhe um uso novo.

Depois tenho um terceiro projecto na exposição da Porta 33 para assinalar o seu aniversário e pensei num projecto que tivesse alguma coisa relacionada comigo e com esse lugar e de alguma maneira quis utilizar esses catálogos, livros e postais que foram objetos de estudos que usei de novo para uma composição chamada “irradiação 33” que nasce do interesse pelo arquivo da Porta 33 e a sua livraria como "núcleo de irradiação" de informação e conhecimento. Este projeto tem por objetivo reunir material impresso que foi consultado com uma certa anterioridade e que agora é compilado pelo mesmo nesta instalação. Recorre às páginas número 33 como ponto de partida para falar das relações possíveis entre texto e imagem, interior e exterior, ilha e doméstico. Depois vai-se justapondo, vai-se relacionando formalmente, ou cromaticamente e até mesmo há uma parte escultórica, há momentos em que livro esta em forma de triângulo, já não é um plano, é vertical. É um projecto que fui trabalhando ao longo de um mês, todos os dias ia contruindo, ia corrigindo para que tudo tivesse uma relação, um propósito e uso as palavras de “Tarefas infinitas”, que é de uma exposição da Fundação Calouste de Gulbenkian, que me parece um conceito perfeito para este terceiro projecto que não tem fim e que um dia posso corrigir, ou fechar num livro e que no fundo esta vivo”.

 

Na rua da Boa Viagem, na capela de Nossa Senhora da Oliveira, Hélder Folgado, apresentou uma “proposta de transferência num lugar de culto, apesar de que neste momento esta descativado era um lugar de transferência de pensamentos, de energias e existem materiais que utilizei para esta instalação como é o caso de 1m2 da cera de abelha e o papel químico que acabam por refletir as ânsias das questões humanas. Para além disso, o espaço criou micro relações com as obras de Henrique Franco, que fez estudos de algumas destas obras pictóricas”.

  

Na rua Brigadeiro Oudinot, no Mercado dos Lavradores, Roger Paulino, apresenta um mural de 25 metros de comprimento por 2,5 de altura, “foi algo feito a última da hora, não sabia muito bem o que fazer, mas tinha trazido algumas das gravuras e bandeiras em metal esmaltado. Quando vinha no avião olhei para as nuvens e tentei refletir sobre essa paisagem para uma pintura. Foi um mural feito em 3 dias, mas tive uma equipa a ajudar, depois de começar a desenhar as nuvens disse ao pessoal que havia uma espécie de algoritmo entre as linhas e os espaços em branco, eu já tinha programado tudo, porque eu pinto em espaços grandes.
E os quadros?
RP: São gravuras em óleo onde os moldes são recortados e são pintados individualmente e impressos. Tenho uma relação intensa com as cores e trabalho com a mesma paleta e não sei o porque. Quando olho para as minhas obras quando era mais jovem eu já utilizava estas tonalidades, mas as formas e o desenho não eram assim tão fluidos. É necessário que a pessoa tenha um pouco de maturação, tempo e dedicação para que as pinturas tenham esta leveza e esta força”.

 

Na rua São José de Deus, 13, no Museu Henrique e Francisco Franco, o artista Duarte Encarnação, tem uma intervenção em 3 peças, “falam um pouco de Francisco Franco, são esculturas relacionadas um pouco com o Estado Novo e a criação da estatuária portuguesa. O título é Eskultura, é um repescar de fases ou de alguma ironia iniciada, quer por José Augusto França que era um perito de arte português bastante conhecido, quer por outros desta época dos anos 50 e que já falavam da dita era de ouro da escultura portuguesa. É um pouco também uma crítica a um tempo que já estava esgotado e ao introduzir o K em escultura tem de a ver com as capas das esculturas, são peças de figuração histórica como Gonçalves Zarco e outras. Francisco Franco tem essa particularidade depois de uma fase de cariz muito moderna, entra numa mais inversa e vai apropriar-se de uma linguagem que não é do seu tempo, como a renascença e vai monumentalizar a maior parte das esculturas em Portugal. O que vai acontecer é que vai dar inicio a uma escola de escultores, ele é o introdutor de uma certa estética e podemos falar do zarquismo e que servirá para outros perpetuarem. As peças falam um pouco disso, é uma espécie de homenagem com três peças de escultura, uma de gesso que esta inspirada não apenas em Francisco Franco e outros escultores que, por exemplo, todos eles fizeram as cabeças dos chefes de estado do seu país, vemos como estes artistas alinhavam de uma forma muita própria, muito definida, ortogonal, concreta e sem desvios. É também uma homenagem aos artistas plásticos contemporâneos, quis que as peças estivessem numa sala do Estado Novo e com isto parti do principio que graças à Francisco Franco tivemos uma estética que ainda foi difícil de ultrapassar em Portugal e  há ainda uma vigência de uma certa escultura deste tempo, mas que na sua altura só podia desta forma, só podia ser vista com esta magnificência, com este poder autoritário e másculo, é importante saber que aqui não há ideologias, o que constatei é que tanto a direita, como a esquerda, usou e usufruiu das mesmas diretrizes e é por é acaso que começa da esquerda para a direita”.

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