A Look at the Portuguese World

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Yvette Vieira

Yvette Vieira

Várias entidades promotoras de espetáculos, festivais e eventos em Portugal juntam-se para lançar uma iniciativa de âmbito nacional.

DeclareAção é a primeira declaração em que para “assinar” é preciso agir. O movimento inédito, apresentado na Câmara Municipal de Lisboa, surge no ano da Capital Verde Europeia 2020 e visa desafiar a comunidade nacional a adotar comportamentos em prol de uma sociedade mais justa e equilibrada, utilizando as plataformas digitais e o seu potencial mobilizador como principal canal de convocação.
O movimento nacional de consciencialização por um mundo melhor é lançado por 15 entidades, das quais fazem parte a Better World promotora do Rock in Rio, Câmara Municipal de Loulé organizadora do Festival MED, Câmara Municipal de Sines a promotora do FMM Sines, Everything is New que organiza a NOS Alive, Live Experiences responsável pelo EDPCOOLJAZZ e ID NO LIMITS, MOT organizadora do RFM SOMNII, Música no Coração promotora dos festivais Galp Beach Party, Super Bock Super Rock, Super Bock em Stock, MEO Sudoeste, Sumol Summer Fest, PEV a promotora do MEO Mares Vivas, Pic Nic (promotora do NOS Primavera Sound, Ritmos a promotora do Vodafone Paredes de Coura, Sons em Trânsito e Câmara Municipal de Faro a organizadores do Festival F, Surprise & Expectation e EDP Vilar de Mouros, APEFE e APORFEST, desafiando agora empresas e entidades públicas e privadas, de todos os setores, a juntarem-se à causa.
Para criar esta “declaração de ações” as entidades irão desafiar jovens lideranças de todo o país para um workshop do qual resultarão 17 atitudes. Essas atitudes, baseadas nos ODS da ONU , os seus objetivos de desenvolvimento sustentável focar-se-ão em áreas tão distintas como as alterações climáticas, a diversidade, a inclusão social, o desenvolvimento económico, a reciclagem, entre outras, cumprindo todas elas com a premissa de contribuírem ativamente para a construção de um mundo melhor.
O processo de seleção destes jovens passará por três fases. Na primeira, será levada a cabo uma pesquisa de metodologia quantitativa e qualitativa, com validação etnográfica, para identificação dos perfis de jovens líderes com voz ativa nas suas comunidades. Identificados esses jovens, com idades compreendidas entre os 16 e os 30 anos, serão selecionados cerca de 30, oriundos de diferentes distritos do país, de diferentes géneros, nacionalidades, classes sociais e nível de formação. Numa terceira etapa, o coletivo de jovens então formado será desafiado num Workshop com metodologia Torke CC (comprovada em mais de 300 workshops, em 14 países diferentes), onde de forma colaborativa trabalharão o desenvolvimento das “atitudes” com base nas ODS. Os jovens que se queiram voluntariar para participar no processo de definição das atitudes poderão fazê-lo através do email participa@declareacao.com, até 31 de janeiro.
A seleção dos jovens, assim como o workshop, decorrerá já no próximo mês de fevereiro, sendo estando a divulgação das 17 atitudes agendada para o início de março. É nesta altura que as atitudes então definidas pelo coletivo de jovens serão transformadas em GIFs, a serem utilizados como “assinatura” digital da DeclareAção. Ao mesmo tempo será lançada uma landing page que funcionará como hub agregador das boas atitudes, onde se reúnem todas as ações que vierem a ser implementadas por empresas, escolas, influenciadores e pelo público em geral, partilhadas nas redes sociais e utilizando os GIFs e o hashtag #DeclareAcao.
Recorde-se que em 2019 se realizaram 287 festivais de música só em Portugal, acumulando um total de 2,1 milhões de visitantes. A par com este estudo, dados da Forbes indicam que 94% da Geração Z afirma que a música é muito importante na sua vida, enquanto 45% afirma que o seu artista preferido influencia o seu estilo de vida. Já dados do Spotify revelam que 79% dos utilizadores acredita que a música permite às pessoas conectarem-se entre si e com outras culturas. Torna-se, com isto, evidente o potencial influenciador e transformador dos festivais nas comunidades locais e nacionais onde ocorrem, assim como a responsabilidade de assumirem uma atitude positiva e que contribua para a construção de um mundo melhor.
Segundo Vitor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, a entidade promotora do Festival Med “O município de Loulé considera a salvaguarda ambiental e a ação climática como a maior responsabilidade do século XXI, pelos impactos e consequências transversais, tanto a nível ambiental, como económico e social e por isso um colossal desafio também no plano local que se impõe encarar. Neste contexto, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a mudança de comportamentos, tem sido contínuo o trabalho do município em equiparar todas as iniciativas e projetos em curso com essa visão estratégica, exemplo disso o Festival MED, já distinguido pelo «Sê-lo Verde» e pelo facto de ter recebido um Iberian Festival Award pelo «Melhor Contributo para a Sustentabilidade» no contexto ibérico. Em Loulé considera-se que o exemplo e compromisso com a redução do impacto ambiental nos espetáculos, festivais e eventos dará viva voz a um futuro melhor!”
Já Roberta Medina, Better World (Rock in Rio) “Nós acreditamos na cultura, na música e no entretenimento como promotores dos valores da sociedade, formadores de opinião e de comportamentos e como mobilizadores da economia do país. Além de assumir os nossos compromissos com a construção de uma sociedade mais saudável e justa, queremos ser multiplicadores de braços e atitudes. O DeclareAção é uma convocatória para que todos - pessoas, empresas, entidades públicas - que desejamos o mesmo, assumamos a responsabilidade pelas escolhas que fazemos no nosso dia-a-dia.”

Wednesday, 15 January 2020 17:11

Oeiras cativ'arte

O Festival Oeiras Cativ’arte regressa ao Auditório Municipal Eunice Muñoz, de 17 a 19 de janeiro, para sensibilizar a comunidade a conhecer e valorizar as produções artísticas realizadas por pessoas com doença mental e deficiência. 

O evento promovido pela Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa - Centro Nuno Belmar da Costa, apresenta 11 espetáculos de diferentes linguagens artísticas e um documentário. No domingo de manhã é possível participar num workshop de dança inclusiva com Bruno Rodrigues da Voarte. O Festival encerra com uma Companhia internacional, Anka - Companhia de Dança Inclusiva São Tomé.

O objetivo é divulgar e promover as atividades artísticas de cada Instituição convidada com intervenção na área da saúde mental e deficiência dos Concelhos de Oeiras, Sintra e Lisboa.

As informações sobre a programação, espetáculos e companhias participantes poderão ser consultadas na página do facebook da APCL.

Wednesday, 15 January 2020 16:58

O burguês gentil-homem

 

Baseado numa peça de Moliére estreia-se no dia 31 de Janeiro, no Teatro Baltazar dias, pelas 21.30, com encenação de Ricardo Brito e o Funchal Barroque Ensemble. Estivemos a conversa com o encenador que nos falou da adaptação desta obra teatral. 

 

SIPNOSE

O burguês fidalgo, ou o burguês gentil-homem é uma comédia-balé, escrita como uma peça de teatro com diálogo falado, entremeada com música e dança, em cinco atos, escrito por Molière. A peça foi encenada pela primeira vez em 14 de outubro de 1670 diante da corte do rei francês Luís XIV, no Castelo de Chambord, pela trupe de atores do próprio dramaturgo. A música da comédie-ballet foi composta por Jean-Baptiste Lully, e sua coreografia é de autoria de Pierre Beauchamp, a cenografia ficou a cargo de Carlo Vigarani e as roupas a cargo do chevalier d’Arvieux.

“Le Bourgeois gentilhomme” no seu título original, satiriza as tentativas de alpinismo social e a personalidade burguesa, ridicularizando tanto a classe média vulgar e pretensiosa quanto a esnobe e vaidosa aristocracia. O título é um oximoro, na França de Molière, um "gentilhomme" ou "cavalheiro" era, por definição, nascido nobre, e como tal não era possível a existência de um cavalheiro burguês. O texto da peça está em prosa, com exceção das aberturas do balé, feitas em verso.

RICARDO BRITO
Natural de Coimbra. Estreou-se na prática teatral há 20 anos, quando realizou o curso de iniciação teatral do TEUC - Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra. Profissional desde 2001, integrou projectos de companhias como A Escola da Noite, O Teatrão, Teatro das Beiras, Lendias d'Encantar, ESTE - Estação Teatral da Beira Interior, entre outras, desenvolvendo trabalho como actor e, mais tarde, como dramaturgo e encenador. A residir desde 2013 na ilha da Madeira, conta já algumas colaborações com Juliana Andrade, Márcio Faria e Ricardo Araújo. Dirige ateliers de teatro na Ponta do Sol e no Funchal. Paralelamente, conta histórias em escolas do 1º ciclo. Em 2019, dirigiu "ESTALEIRO, obras em curso para um amanhã qualquer", na Contigo Teatro, e "Bem longe daqui", no Teatro do Avesso, do qual é, actualmente, director artístico. Recentemente integrou o elenco de "Snow Queen", como narrador, numa produção da Câmara Municipal do Funchal, apresentada no Teatro Municipal Baltazar Dias.

Ao longo da sua actividade profissional, trabalhou com encenadores como Nuno Pino Custódio, Antonio Mercado, Rogério de Carvalho, Marco Antonio Rodrigues, António Fonseca, José Carretas, entre outros. Shakespeare, Anton Tchekov, Büchner, Brecht, Ibsen e Genet são alguns dos autores que teve a oportunidade de trabalhar.

FUNCHAL BARROQUE EMSEMBLE

Sara Freitas Faria – flautas de bisel

Nasceu no Funchal. É mestre em Educação Musical pela Escola Superior de Educação de Setúbal e licenciada em Flauta de Bisel pela Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou flauta de bisel com Pedro Couto Soares e música de câmara com Stephen Bull e Olga Prats. Tem frequentado aulas e masterclasses com os flautistas Maurice Steger, Heiko ter Schegget, Leo Meilink, entre outros. Tem participado em concertos como solista e em música de câmara pelo país e estrangeiro. Participou em gravações de CDs de música tradicional madeirense. Atualmente é professora Flauta de Bisel e diretora artística dos Grupos Consort Bisel e Dolcemente na Direção de Serviços de Educação Artística e Multimédia da Madeira.

Alexandra Vieira – violino

Nascida no Funchal, concluiu o Curso Superior de Violino no Conservatório Nacional de Lisboa. Foi Professora de Violino e Formação Musical no Conservatório de Setúbal, colaborou com diversas orquestras: Juvenil Portuguesa, Sinfónica da RDP, Nacional do Teatro S. Carlos, Portuguesa da Juventude e foi estagiária na Orquestra Nova Filarmonia. É Licenciada em Ciências da Educação e exerce as funções de professora de Violino e Orientações Musicais na Direção de Serviços de Educação Artística e Multimédia da Madeira.

Sandra Sá – violino

Nasceu no Funchal. Iniciou os seus estudos de violino no Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira. Prosseguiu a sua formação neste instrumento com o professor Radu Ungureanu na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo no Porto, onde se licenciou. Durante o seu percurso tem tocado com várias orquestras e conjuntos de música de câmara participando em vários concertos e festivais em Portugal e no estrangeiro. Participou na gravação de alguns CDs de música tradicional madeirense. Obteve o grau de mestre pela Escola Superior de Educação no Porto. Atualmente é professora de violino no Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira.

Mikolaj Lewkowicz – violoncelo

Nasceu em Varsóvia, Polónia. Estudou violoncelo na Universidade de Música “Fryderyk Chopin” em Varsóvia, onde foi aluno do conceituado violoncelista Andrzej Zelinski. Terminando o mestrado em belas-artes, iniciou a sua carreira como violoncelista profissional na Ópera da Câmara de Varsóvia, tendo sido também co-fundador e solista no Ensemble Concentus Pro Arte. Em Portugal foi chefe de naipe da Orquestra do Norte, músico de câmara no Quarteto Lusitano e mais tarde no quarteto A Vista e Quarteto Madeira Clássico. Também efetuou gravações para TVP e RTP-M. Atualmente é violoncelista na Orquestra Clássica da Madeira e no Ensemble XXI.

Giancarlo Mongelli – cravo e direção artística

Nascido em Itália, é formado em piano e cravo e vencedor de concursos de piano e de música de câmara nacionais e europeus. Conta no seu currículo com mais do que uma centena de atuações enquanto solista, solista com orquestra e integrado em agrupamentos de música de câmara. Atualmente é professor de piano e cravo no Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira.

Friday, 03 January 2020 16:31

Nova pop 20 de miguel ângelo

A 10 de Janeiro de 2020 tem início a digressão de NOVA, onde Miguel Ângelo contará com vários convidados no Palco do Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima,

Reflectindo sobre os seus 35 anos de carreira, abordou e foi abordado por vários nomes da nova pop nacional para, em colaboração estreita, gravar NOVA(pop), um trabalho resultante da interacção a nível da produção e composição com Surma, Filipe Sambado, D’Alva e Chinaskee. Assim, Filipe Sambado e Chinaskee serão os artistas convidados à Norte e na semana seguinte, a 18 de Janeiro, em Aveiro, Alex D'Alva Teixeira e Ben Monteiro (D'Alva) subirão também ao palco do Teatro Aveirense.

NOVA(tour) vai levar mais longe a ideia por trás de NOVA(pop), a comunicação e colaboração aprofundada entre artistas de diferentes gerações da música pop nacional, quer em estúdio quer agora em palco. E a criação de novos caminhos musicais para todos eles, pelo meio de nós.

2020 será também o ano em que os Delfins, a convite da produtora e agência Gigs on Mars e em pleno modo de Celebração, realizam 5 datas em território Nacional com a sua formação emblemática. Estes espectáculos ocorrerão 10 anos depois do grupo ter encerrado a sua carreira activa, a 31 de Dezembro de 2009 na Baía de Cascais. Mas isso é uma outra História Natural.

Saturday, 28 December 2019 18:14

Walk & Talk 2020

Ao longo do mês de janeiro abrem os Open Call para Jovens Criadores açorianos, para o Programa de Residências que admite candidaturas de artistas de qualquer origem geográfica ou disciplinar e para Jornalistas que desejem acompanhar o Festival. Também em janeiro, em parceria com a Trienal de Arquitetura de Lisboa, será lançado um novo concurso por convite a arquitetos e estúdios de arquitetura para a criação do Pavilhão W&T 2020.

 

CURATORS 2020

A curadora Ana Cristina Cachola aceitou o convite da organização do Festival para coordenar o Circuito Exposições, que em 2020 volta a ocupar vários espaços da cidade de Ponta Delgada. Miguel Flor volta a convidar designers e artesãos para criarem objetos de artesanato contemporâneo no âmbito da RARA, Jesse James e Sofia Carolina Botelho, responsáveis pela direção artística do Walk&Talk, assinam a curadoria do Circuito Ilha na décima edição do projeto.

Saturday, 28 December 2019 18:07

Alceu Valença de volta à portugal

Espetáculo Valencianas II, com a orquestra Ouro Preto, no dia 20 de Janeiro, na Casa da Música do Porto e dia 21 de Janeiro, no Casino Estoril de Lisboa.

Depois do grande sucesso da primeira edição do Valencianas em 2015, Alceu Valença e a Orquestra Ouro Negro voltam a trazer este espetáculo a terras lusas, para 2 grandes concertos em 2020 na Casa da Música (20 janeiro) e no Casino Estoril (21 janeiro).

Após a bem-sucedida parceria entre o cantor e compositor Alceu Valença, o maestro Rodrigo Toffolo e o diretor de cena Paulo Rogério Lage, com a criação de Valencianas, que esteve em digressão pelo Brasil inteiro e Portugal, sempre com datas esgotadas, o trio anuncia a continuidade do projeto com um novo espetáculo, sublimado na intercessão poética entre as ladeiras de Olinda (PE) e Ouro Preto (MG): o concerto Valencianas II.

O espetáculo chega com o desafio de trazer ao público novas músicas, novos arranjos e vai abranger ainda mais sucessos da carreira de Alceu Valença.

Após apresentações pelo Brasil, nas cidades de Recife, Belo Horizonte e São Paulo, os músicos desembarcam em janeiro de 2020 em Portugal para dois grandes espetáculos. O primeiro concerto em Portugal será na Casa da Música, no Porto, dia 20 de janeiro, segunda-feira, às 21h30. De seguida o concerto desembarca em Lisboa, dia 21, no Casino Estoril, também às 21h30.

Sobre o Valencianas II
A Orquestra Ouro Preto, comandada pelo Maestro Rodrigo Toffolo e o cantor e compositor Alceu Valença, lançam a 2.ª edição de Valencianas, com novas obras no repertório que pretendem surpreender os fãs da poesia de Alceu, com ainda mais beleza e sonoridades musicais.

“Alceu é um ícone da música popular brasileira por sua eterna ousadia e, ao mesmo tempo, contemporaneidade. Por isso acreditamos que depois de cinco anos, estava na hora de, mais uma vez, associar os ritmos do sertão e o folk da guitarra elétrica de Alceu à música de concerto impregnada de versatilidade da Orquestra Ouro Preto”, conta o maestro Toffolo lembrando que a parceria entre a música de concerto e a música popular brasileira surpreendeu até os seus produtores que viram nesses cinco anos de projeto teatros sempre com bilhetes esgotados dias antes das apresentações e plateias encantadas com a performance dos parceiros.

O sucesso foi além dos teatros. Com a gravação do CD e DVD Valencianas I, Alceu Valença e Orquestra Ouro Preto tiveram o trabalho elogiado pela crítica levando-os a receber o Prémio da Música Brasileira, em 2015, como melhor disco de MPB, categoria de maior prestígio da tradicional premiação.

No repertório novo, os inúmeros sucessos que ficaram de fora do primeiro espetáculo deixaram margem para que fosse árdua a tarefa de selecionar as canções que fariam parte desta segunda edição. O maestro Rodrigo Toffolo revela algumas: “Dia Branco”, “Solidão” “Tesoura do Desejo”, “Taxi Lunar” e “Pelas Ruas que Andei”, escolhidas a dedo por Alceu, estas obras prometem emocionar o público, em arranjos especialmente confeccionados por Mateus Freire, que também propõe uma nova Suíte Orquestral para abertura do espetáculo”, revela Rodrigo Toffolo.

“Mais uma vez, o que queremos é proporcionar um encontro inesquecível entre a música de concerto e a música de Alceu Valença, com Valencianas II. Uma forma não só de homenagear este mestre da MPB, bem como a brasilidade que a obra de Alceu nos remete”, conclui Rodrigo Toffolo.

Sobre a Orquestra Ouro Petro
Uma das mais prestigiadas formações orquestrais do Brasil, a Orquestra Ouro Preto tem como diretor artístico e regente titular o Maestro Rodrigo Toffolo. Premiado nacionalmente, o grupo jovem vem se apresentando nas principais salas de concerto do Brasil e do mundo. A orquestra foi criada em 2000 e seu trabalho é marcado pelo experimentalismo e ineditismo.

A essência da Orquestra Ouro Preto está em tornar a música de concerto acessível e interessante ao público, tirando a música erudita das salas de concerto e levando até o público em um exercício de popularização do estilo. Por isso, maestro e músicos estão sempre atentos ao exercício de desmistificar o estilo, tornando-o atraente aos ouvidos de todos.

A fórmula escolhida pela Orquestra Ouro Preto para isso é a junção entre a excelência e a versatilidade, a mistura entre o clássico e os estilos mais populares, fazendo um encontro milenar da música clássica com o rock, a MPB e até o hip hop, linguagens amplamente difundidas e repletas de contemporaneidade. Parte daí a especial atenção do grupo à efervescência cultural da América Latina, com foco na música brasileira de concerto e nas demais manifestações musicais de países vizinhos, assim como à pesquisa e difusão do repertório vinculado à Escola Mineira de Compositores do Séc. XVII

Sobre o Maestro Rodrigo Toffolo
Rodrigo Toffolo é diretor artístico da Orquestra Ouro Preto desde sua fundação, em 2000, e assumiu a regência titular do grupo em 2007, após formação junto ao Maestro Ernani Aguiar, um dos maiores compositores e pesquisadores brasileiros em atividade. Doutorando em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa (Portugal) e Mestre em Musicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rodrigo Toffolo imprimi na Orquestra uma visão ampliada de gestão e musicalidade, que ele gosta de conceituar como “excelência e versatilidade”.

Casa da Música, Porto
Dia: 20 janeiro 2020
Hora: 21h:30

Casino Estoril, Lisboa
Dia: 21 janeiro 2020
Hora: 21h:30

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Saturday, 28 December 2019 16:07

Aurea e muito mais no final de 2019

Quarteira volta a ser o palco principal das celebrações do Ano Novo no concelho de Loulé e um dos destinos preferidos de muitos turistas para a última escapadela do ano. Ciente desta situação, a Câmara Municipal de Loulé irá promover, uma vez mais, um programa de animação para esta noite que terá no concerto de Aurea e no espetáculo piromusical os pontos altos dos festejos.

A partir das 21h30, o Deejay Rodriguez irá aquecer o público com as suas sonoridades. O DJ algarvio, que tem participado em diversos eventos realizados no concelho de Loulé, como é o caso da Noite Branca, fará o warm-up para uma noite de muita animação em Quarteira.
Outro nome nascido na região irá pisar o palco da Praça do Mar a partir das 22h30: Aurea, uma das artistas mais bem-sucedidas de uma nova geração de talentos no panorama musical português. A voz portentosa da cantora que começou a carreira em 2010, com o incontornável single “Busy for Me” a levá-la à ribalta, tem na música pop e soul o seu terreno privilegiado. Ao longo da sua carreira já recebeu dois prémios de ouro, um de platina, um de dupla platina e um globo de ouro como melhor intérprete individual, tendo atuado em diversos pontos do Planeta, como no Rock in Rio 2012 (Brasil), Hennessy Artistry Tour na China e no Sudeste Asiático.
O primeiro álbum “Aurea” foi lançado em Espanha, Polônia, Itália, Hong Kong e Taiwan, apresentando um bom desempenho em todos esses territórios.
Em Quarteira, para além dos sucessos da carreira, a cantora, intérprete e compositora natural de Silves trará músicas do seu último trabalho - “Confessions”-, o quarto registo de originais de Aurea. Estas ‘confissões’, materializadas agora em letras e em música, umas de forma literal, outras mais metafóricas, serviram de inspiração e foram o ponto de partida para a criação deste álbum. Neste novo trabalho, Aurea assume uma mudança de estética sonora relativamente aos trabalhos anteriores, visível desde o primeiro tema que abre o álbum. “Done With You” foi o single de apresentação do novo álbum ao público.

Na Passagem de Ano 2017/18, Aurea cantou na mítica Avenida dos Aliados, no Porto, e foram cerca de 200.000 pessoas a assistir. Portugal nunca tinha presenciado uma passagem de ano com tanta gente. A presença enérgica em palco e a voz marcante são, pois, razões mais do que suficientes para que esta noite em Quarteira seja também de casa cheia.
Quando derem as 12 badaladas a anunciar a entrada no Ano de 2020, um espetáculo piromusical irá brilhar nos céus de Quarteira. Depois, pelas 00h15, é a vez do músico, DJ e produtor RIOT associar-se à festa. Após uma passagem pelo Festival MED no passado mês de junho, um dos membros fundadores dos Buraka Som Sistema regressa ao concelho de Loulé para “uma viagem sem limites, pensada para um vasto público com diferentes gostos musicais”.


Um DJ set de RIOT é sempre uma viagem exploratória pelas sonoridades urbanas mais recentes, mas sempre com uma fundação muito forte baseada naquilo que juntamente com Branko, Kalaf, Conductor e Blaya, criou o Som de Lisboa com influências claras na diáspora portuguesa de onde surgiu Buraka Som Sistema.
Do Afro-House ao Hip-Hop, do Kuduro ao Drum’n’Bass, desde que faça sentido, é certo que estará num set de RIOT. Com uma clara preocupação em espalhar aquilo que de melhor se faz na música em Portugal, o set contém muitas remisturas, bootlegs exclusivos feitos pelo próprio e até alguns originais que vão desde versões de Buraka, de Carlão, Slow J, MGDRV, entre outros.
Em suma, são muitas as razões para que os turistas que se deslocam ao Sul para umas miniférias nestes dias possam assistir a uma noite plena de boa música e muita animação na cidade de Quarteira.
A entrada nos espetáculos é livre.
Refira-se que a noite de Passagem de Ano faz parte do Programa de Animação de Natal 2019 no concelho de Loulé que se estende até ao dia 6 de janeiro.

Saturday, 14 December 2019 14:56

Mar de aral

O multipremiado livro de José Carlos Fernandes e Roberto Gomes já pode ser lido em cinco línguas.

Da autoria do louletano José Carlos Fernandes e Roberto Gomes, “Mar de Aral” é assumidamente um dos mais importantes lançamentos de banda desenhada do ano no nosso país. Marca o regresso (mesmo que temporário) de José Carlos Fernandes à BD, depois de um intervalo de anos. Produzido ao longo de alguns anos em estreita colaboração com o desenhador Roberto Gomes (que foi aluno de José Carlos Fernandes num curso de BD que este ministrou), vê agora finalmente a luz do dia numa edição muito cuidada, apoiada pela Câmara de Loulé, e que representa também um marco na internacionalização da BD portuguesa, já que saiu também simultaneamente em cinco línguas: para além do português, em castelhano e basco (pela Harriet Ediciones), em francês (pelas Éditions du Long-Bec) e em polaco (pela Timof Comics).

“Mar de Aral” foi o sucesso crítico do ano tendo sido nomeado para todas as categorias dos dois grandes grupos de prémios que se atribuem em Portugal, os galardões de BD e os Prémios Nacionais de BD (PNBD), foi o vencedor absoluto dos galardões por Melhor Argumento, Melhor Desenho e Melhor Álbum Português do Ano, e o grande vencedor dos PNBD, onde foi distinguido com Melhor Argumento e Melhor Álbum do ano. Os Galardões BD são atribuídos pela Comic Con Portugal e incluem um prémio monetário no valor de 2000€, sendo escolhidos, em duas fases, por um júri extenso de profissionais da área em votação secreta; os PNBD, atribuídos pelo Festival Amadora BD, têm os seus nomeados pré-selecionados por um pequeno júri inicial, e são depois votados por um júri ligeiramente mais alargado.

Pelo sétimo ano consecutivo, Portugal celebra o Dia Mais Curto com exibições de curtas-metragens de norte a sul do país e ilhas durante o mês de dezembro, entre 21 e 22 de dezembro.

Todos os anos marca-se a chegada do Inverno ao hemisfério Norte, resultando no Solstício de Inverno, que coincide com o dia mais curto do ano. Se este dia marca um momento em que o Sol está no seu ponto mais distante do equador, queremos que este seja também um momento em que estamos mais perto do cinema, celebrando a curta-metragem. A ideia tem alcançado uma dimensão internacional sendo, atualmente, celebrada em simultâneo em dezenas de países. Em Portugal, o evento irá percorrer todo o país, com uma seleção de curtas-metragens nacionais e internacionais, para adultos e crianças.
O Dia Mais Curto regressa em dezembro com sessões de cinema em 28 localidades nos locais de projeção mais inesperados. A Agência da Curta Metragem (ACM propõe cinco programas distintos, para todas as idades e públicos, com filmes portugueses e internacionais, que serão exibidos de norte a sul do país, incluindo as ilhas, com múltiplas sessões de cinema, consagrando assim a diversidade deste formato nos mais variados lugares de projeção, desde cinemas, bibliotecas, museus, televisões, transportes públicos, entre outros, em 28 localidades como Almada, Amadora, Amarante, Aveiro, Barcelos, Braga, Caxias, Elvas, Faro, Guimarães, Leiria, Lisboa, Lourinhã, Madalena (Pico), Maia, Odivelas, Ovar, Porto, Sardoal, Setúbal, Tavira, Tomar, Torres Vedras, Vila do Conde, Vila Nova de Famalicão, Vila Real, Vila Verde e Viseu.
A AC dispõe de cinco programas de curtas-metragens, que incluem sessões para adultos e crianças, com filmes portugueses ou internacionais, de diferentes géneros, aos quais se juntam programações próprias das entidades que se associaram à iniciativa, "Curtas do Mundo", "Novas Curtas Portuguesas", "20 Anos da Agência", "Amiguinhos" e "Curtinhas para Todos". Paralelamente a estes cinco programas, existirá também espaço para a programação mais particularizada, como é o caso dos "Programas Especiais", cujas sessões são elaboradas pela equipa de programação da Agência e dedicadas a uma temática específica ou realizador, segundo os critérios da entidade exibidora. Pretende-se que O Dia Mais Curto seja também um evento particular que suscite a organização de exibições especiais de cinema.

A agenda da 7ª edição d'O Dia Mais Curto está disponível em: www.odiamaiscurto.curtas.pt


Curtas Vila do Conde Inscrições abertas
As inscrições continuam abertas para as competições do 28º edição do Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, que terá lugar entre 11 e 19 de julho de 2020. Os filmes podem ser submetidos via online, nas várias plataformas disponíveis. Aceitam-se novas curtas-metragens produzidas em 2019 ou a produzir em 2020, de duração máxima até 60 minutos (salvo excepções assinaladas), nos mais diversos géneros e nas várias competições do festival. Consulte o regulamento e outras informações aqui. Inscrições até 30 de abril 2020. Inauguração da exposição de Jonathan

Uliel Saldanha na Solar
Ainda antes de terminar o ano, a Solar, a Galeria de Arte Cinemática apresenta a exposição "Locus Amoenus, Locus Horribilis", de Jonathan Uliel Saldanha, um dos artistas mais relevantes da contemporaneidade da arte portuguesa de caráter multidisciplinar. "Locus Amoenus, Locus Horribilis" terá a sua inauguração dia 22 de novembro de 2019, às 18h, na Solar e estará patente até 11 de janeiro de 2020. A inauguração será marcada por um 'live act' de uma dupla composta pelo artista Jonathan Uliel Saldanha e por Diogo Tudela (membros do coletivo Terror), que se inicia às 19h. A inauguração conta também com uma atuação de Daniel Martins, artista convidado para o projeto CAVE, onde apresentará a instalação "Everything is fine".

Tuesday, 19 November 2019 17:00

O bruno fora da caixa

 

Bruno Azevedo tem já uma longa carreira como engenheiro, produtor e compositor musical que culminou com uma reviravolta musical ao compor e produzir a peça “Away”. Trata-se de um projeto underground que não se quer cingido a um estilo musical, integra antes vários subgéneros, do industrial\eletrónico ao cinemático, do metal sinfónico ao punk, do rock progressivo ao clássico. É um concerto multimédia que integra a imagem composta por Play Bleu e propõe a música e a presença ao vivo de Bruno de Azevedo em performance com a guitarra e os teclados, enquanto processa as sonoridades digitais que se vão fazendo presentes, para que possam atravessar os corpos sem sugerir uma forma fechada de comunicação, podendo ser experienciado numa sala convencional de espetáculos ou num espaço alternativo onde o público possa escolher estar de pé, dançando.

Como é que surge o projeto “Away”?
Bruno Azevedo: O “Away” teve a ver com o meu percurso musical ao longo dos anos. Eu sou engenheiro de som, sou produtor musical, então já gravei muitos músicos, já trabalhei com artistas singulares também e chegou a altura que eu precisei de sair mais um pouco do estúdio e surge o “Away” para as coisas terem outro caminho, para eu poder ter um trabalho meu, com uma composição minha. Este projeto musical é o culminar das experiencias musicais todas que tive, para além dos artistas e das muitas bandas, desde o punk, metal, ou rock, onde toquei, e foi aí que decidi avançar com um projeto meu a solo que tem essas componentes todas.

Mas é um projeto único mesmo em termos musicais?

BA: É uma peça só.

E porquê decidiu fazer?
BA: Porque também estou um bocado farto da musica convencional, do “main stream” que fazem aquelas composições com o refrão, a parte A, a parte B, a ponte e o verso e isso a mim para que já trabalhei muitos anos nesse método era um modelo já gasto, queria fazer uma coisa completamente diferente dos parâmetros normais e pensei em fazer uma musica só, que é uma peça inteira com a componente de imagem agregada a musica.

E essa ideia associada a imagem surgiu posteriormente ou tinha já tinha conversado com o Play Bleu para uma possível parceria?
BA- Sim, o Filipe Play Bleu, que me ajudou nessa parte. Eu comecei primeiro, porque é um trabalho que obviamente leva tempo, fui compondo, fui partilhando as minhas composições com o Filipe e ele foi surgindo com as imagens. Nós já tínhamos trabalhado anteriormente noutros trabalhos no CEM-centro em movimento, ele é da parte da imagem e eu sou da parte técnica do som e ao nível musical.

É também um estilo musical que tem sido o seu percurso, ou não?
BA: Não foge, porque eu já fiz todo o tipo de trabalhos musicais, eu toquei até jazz, por exemplo. A minha formação é clássica, mas passei pelo jazz depois disso o rock, o punk e o metal, então foi essa fusão toda que me levou a criar uma peça única que têm essas componentes todas.

Porquê “Away”?
BA: “Away” é fora, lá está, é fora dos parâmetros normais e é fora mesmo por eu ter decidido sair da linha comum.

Da tua zona de conforto normalmente como musico ou não?
BA: Sim, como músico e compositor, porque como disse eu já fiz composições de todos os estilos, já fiz musicas para filmes também e lá está, por isso, o “Away” ter aquela componente também cinemática e depois todo o meu percurso todo musical ao longo dos anos que está embutido lá nesta peça.

E porquê agora? Porquê ampliar o estúdio e fazer este projeto total fora da caixa?
BA: Eu acho que chegou a altura, já trabalho nesta área há muito anos já passei desde o ensinar guitarra a ser técnico de som a produzir bandas e pronto acho que cheguei altura de sair um bocado da caixa, como você disse. Como eu hei de dizer isto? Ora bem, é um culminar de situações que me levaram a fazer este “Away”, é um trabalho que é meu, o que eu digo têm muito a ver com o meu percurso de vida como músico, também aí, eu quis contar à minha historia numa peça só e foi isso que aconteceu.

Durante o processo criativo houve neste trajeto algo que pretendia fazer de determinada maneira e depois acabaram acontecendo outras coisas completamente diferentes?
BA: Sim, claro é assim quando se constrói, quando se faz um álbum, por exemplo, o disco pode ter dez musicas, mas para esse projeto musical foram construídas vinte e depois são escolhidas só aquelas que vão ficar para o álbum e isso aconteceu nesta peça. “Away” têm uma particularidade que é nunca voltar a trás, é uma viajem sempre com sequências novas, sem refrões e a partir de aí levar o ouvinte completamente para fora porquê? Não é restritamente só aquela musica, o que eu quero dizer com isto é que não se ouvem partes idênticas que já foram tocadas anteriormente, essa é uma viagem continua, daí esta peça ser completamente fora dos compositores normais e de eu querer também atingir um bocado a diferencia de toda a composição que já fiz até hoje, criei esta coisa agora que é nova completamente tanto para mim, como para as pessoas, penso eu.

Já houve uma apresentação do “Away” em fevereiro?
BA: Já, Já.

E como é que foi depois a receção? Teve algum feedback do público em relação ao espetáculo?
BA: Têm sido muito bom. Tive o privilegio de estrear o “Away” em Paris e foi brilhante tive uma plateia tanto jovem, com uma com já mais idade e foi maravilhoso ouvir o feedback de toda a gente, do estarem interessados em conhecerem-me, em felicitarem-me pelo trabalho que tinham ouvido e foi muito engraçado mesmo.

E têm já algum projeto assim depois do “Away”?
BA: Isso é uma boa pergunta, mas penso que irá haver um “Away II”. Já estou a pensar nisso de facto, porque as ideias também vão surgindo nos camarins e tudo o mais que eu tenho esta nesta peça. Obviamente vão surgindo outras ideias que me levam a crer que possivelmente irá haver um “Away II”, mas não sei é se terá o mesmo título.

Mas sempre nesse âmbito de um trecho único?
BA: Sim, dentro da mesma linha definitivamente. Está-me a dar muito gozo mesmo fazer este tipo de composição, porque é completamente livre e me está a alimentar muito em termos criativos.

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