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Sob céus estranhos

Written by  Elsa Gouveia fts direitos reservados

No dia 5 de Novembro, celebra-se o dia mundial do cinema e pelas 19:30 nas instalações da Casa da Cultura de Câmara de Lobos, a Filmoteca das Ilhas em parceria com a coordenação dos cursos EFA da Escola da Torre, exibirá o trabalho do fotógrafo e cineasta português Daniel Blaufuks “Sob Céus Estranhos” para os alunos e professores dos cursos EFA.

Sob Céus Estranhos (2002, 57''), o autor retoma as suas memórias familiares, reconhecendo-as durante um passeio por Lisboa, e regressa aos tempos em que a capital foi corredor de passagem para muitos refugiados, como os seus próprios avós.
O filme relata duas histórias paralelas sobre exílio e integração. Através de uma memória narrada e fotografias, é contada a saga de uma família judia alemã que decidiu ficar em Portugal. A história maior e mais sociológica, sobre os outros que usaram Lisboa como rota de fuga, é relatada igualmente através de filmes de época e as memorias escritas de alguns dos intelectuais mais importantes da época, incluindo Heinrich Mann e Alfred Döblin. Este filme evoca um tempo desesperado e intensamente romântico, de exílio, de falta de esperança e, em última instância, de liberdade.
O livro “Sob céus estranhos” ganhou o prémio internacional da Photoespanha para o melhor livro de fotografia, 2007, o prémio LOOP, Barcelona 2008, e Prémio TAP para Melhor Documentário de Longa Metragem Português, IndieLisboa, 2011, entre outros.

BIOGRAFIA
Daniel Blaufuks nasceu em Lisboa em 1963, numa família de refugiados judeus alemães. Mudou-se para a Alemanha em 1976 regressando já em 1983 a Portugal.
A sua formação dividiu-se entre a AR.CO, Lisboa (1989), o Royal College of Arts, Londres (1993) e a Watermill Foundation, Nova Iorque (1994), cidade onde frequentou no International Studio and Curatorial Program (New York, 2001, 2002), e na Location One (New York, 2003). Concluiu também um doutoramento na Universidade de Wales.
Vive e trabalha em Lisboa e foi professor convidado em diversas instituições portuguesas e estrangeiras como AR.CO, ETIC, EPI, Maumaus (co-fundador), IPA em Lisboa e SESC no Rio de Janeiro.
É um artista com um curriculum de destaque, tendo começado a expor individualmente desde 1990 (Galeria Ether).
Utiliza no seu trabalho a fotografia e o vídeo, apresentando o resultado através de livros, instalações e filmes. Os seus temas de predileção são a ligação entre o tempo e o espaço e a representação da memória privada e pública. Algumas das suas exposições realizaram-se no Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Centro Cultural de Belém, Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado em Lisboa; Galeria Fonseca Macedo e Museu Carlos Machado nos Açores; Palazzo delle Papesse, em Siena; Elga Wimmer Gallery, em Nova Iorque; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Fundação Eva Klabin no Brazil; Musée Eugéne Delacroix e Galerie Jean-Kenta Gauthier em Paris; e ARCO e Photoespaña, em Madrid.
Daniel Blaufuks tem trabalhado na relação entre fotografia e literatura, através de obras como My Tangier com o escritor Paul Bowles, Collected Short Stories onde apresenta vários dípticos fotográficos numa espécie de «prosa de instantâneos», London Diaries, Uma Viagem a São Petersburgo, Cinema paraíso, Fábrica, O Arquivo, Ein Tag in Mostar, Terezin, 1 + 1 = 1, Lisboa Cliché entre outros.
Várias vezes premiado, o fotógrafo lisboeta coleciona prémios como : “Melhor Documentário Português” (IndieLisboa, 2011), “Best proposal” ( LOOP, Barcelona, 2008), “Shortlisted for the Pilar Citoller Award” (2007) , “Best Photography Book of the Year in the International Category” (Photoespana, 2007), “BES Photo Award” (2007), “Melhor Realizador”, (Caminhos do Cinema Portugues, Coimbra, 2002) “Melhor Realizador”, (Vila do Conde International Short Film Festival, 2001), “Kodak National Award” ) e o Prémio Associação Internacional de Críticos de Arte - Ministério da Cultura Artes Visuais (2017).
Ex-fotógrafo d’O Independente e revista K e freelancer das revistas Blitz e Marie Claire, sempre assumiu uma atitude de não identificação para com o fotojornalismo.
A sua obra está patente em diversas coleções como a da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), a Coleção Berardo (Lisboa), o Centro Galego de Arte Contemporânea (Santiago de Compostela), o Palazzo delle Papesse (Siena), a Sagamore Collection (Miami), The Progressive Collection (Ohio), Casa das Mudas (Madeira) entre outras.
Blaufuks viveu em Inglaterra, nos Estados Unidos e viajou pela Europa, Índia, Rússia, África e América do Sul.

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