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Monitor soma +3

Written by  afirna fts direitos reservados

Mema., Vénus Matina e Paulo Carvalho foram selecionados para o programa Monitor. Um projeto de mentoria artística, em Aveiro, que apoia músicos emergentes.

Já são conhecidos os artistas selecionados do Monitor, um projecto de mentoria promovido pela Câmara Municipal de Aveiro e o Teatro Aveirense, no âmbito da estratégia Cultura em Tempos de (In)Certeza, apresentada em junho passado para fazer face às dificuldades no setor artístico na fase de pandemia. mema. e Vénus Matina, ambas de Aveiro e Paulo Carvalho proveniente de Barcelos foram os escolhidos e darão agora início a um percurso de capacitação, com a duração de um ano, num processo que contará com diversos especialistas na área da música.
A convocatória do Monitor, lançada em setembro deste ano, contou com 28 candidatos de diversos pontos do país. O processo teve como objetivo a seleção de dois projetos de Aveiro e um de outra localidade de Portugal, num projeto que se quer nacional e de otimização da carreira de músicos emergentes, conferindo-lhes uma projeção ampla.
Para além deste processo de acompanhamento, o programa artístico contempla ainda a atribuição de uma verba de dois mil euros por projeto, assim como uma atuação ao vivo no âmbito da programação do Teatro Aveirense.
O passo seguinte será o arranque do respetivo percurso de mentoria, com etapas que passam pela teoria relacionada com a indústria musical em Portugal, desde players, contratos e remunerações. O marketing musical, quer tradicional e digital, a comunicação, a marcação de concertos e digressões, os direitos de autor e os direitos conexos, seguindo-se o apoio na definição de uma estratégia para todos os níveis do projeto em questão.
A responsável por este programa artístico é Rafaela Ribas, cabendo a gestão, organização e produção do projeto ao Teatro Aveirense, contando com o apoio de 11 especialistas em várias áreas do sector cultural, sendo a mentoria adaptada ao grau de conhecimento e desenvolvimento de cada artista/projeto.

mema. - Perdi O Norte
mema.

Sofia Marques nasceu em Aveiro em 1991 e foi entre esta cidade e Ílhavo, onde cresceu, que descobriu a música e a tornou parte de si. Em 2006 entra para o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian em Aveiro, para aprofundar os seus estudos de guitarra e técnica vocal. Por esta altura começou a compor a solo e daí a gravar e atuar quer em Aveiro quer em Lisboa, onde viveu dois anos. Mais recentemente, em Berlim, fez parte do coletivo de produtores de eletrónica “Strength in Numbers” (2016), onde iniciou a sua jornada como mema.. Já em Dublin (2016 – 2019), colaborou com vários artistas locais e outros projetos europeus.Em 2018, começa a explorar sonoridades tradicionais, resultando numa eletrónica pop de tons folk e sabor a sal. mema. conta já com três singles cá fora, “O Devedor”, “Outro Lado” e “Perdi o Norte”, este último tendo sido destacado no programa Rimas e Batidas, de Rui Miguel Abreu (Antena 3) e entrando nas playlists de rádios nacionais como Vodafone FM, Radar FM, entre outras. Para além disso, o tema foi ainda premiado com uma menção honrosa no concurso Novos Talentos Fnac 2020. O seu EP de estreia “Cidade de Sal” saiu a 9 de Outubro e está já disponível em todas as plataformas digitais.

Venus Matina - Moda Ligeira
Vénus Matina

“Encontrados” num combo de jazz de uma escola de Aveiro, juntam-se com o propósito de conjugar composições e arranjos cuidados a letras cantadas em Português que exploram a articulação de palavras em métricas melódicas com conteúdos que variam entre a temática interventiva e a reflexão pessoal.
Tendo despertado o interesse nas apresentações que vão fazendo, Vénus Matina, gravam dois temas (Amor al Vã e V alsa Quebrada ou o Pessimismo em Fuga) em colaboração com a A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria e são convidados para o palco do mesmo projecto no Festival Bons Sons 2019.
Em 2020, são selecionados para a Bolsa de Grupos da 24a edição do Festival OuTonalidades, projecto promovido pela Associação Cultural D’Orfeu, ao lado de artistas/músicos reconhecidos no panorama nacional e integram o cartaz do evento Cultura em Tempos de (In)Certeza: Ciclo de Concertos, promovido pela Câmara Municipal de Aveiro em conjunto com o Teatro Aveirense.
Também no presente ano distinguem-se como uma das bandas vencedoras do concurso de bandas da Festa do Avante 2020, atuando na mesma, no palco Auditório 1o de Maio.
Os temas originais que apresentam caracterizam-se por uma sonoridade que incorpora influências desde o jazz, fusão, bossa nova, alternativa, bem como incontornáveis nomes da música portuguesa, prevendo para breve o lançamento do primeiro álbum.

October [Demo]
Paulo Carvalho

Paulo Carvalho é um caso curioso e um curioso personagem oriundo de Barcelos, cidade que durante anos deu ao país algumas das mais entusiasmantes bandas rock da última década. Paulo acompanhou de perto a vibrante cena musical da terra do galo, presenciando concertos de nomes como Black Bombaim ou Glockenwise. Pouco antes de assistir ao fenómeno que fervilhava na sua cidade, quando rumava para a adolescência, um primo mais atento apagou-lhe toda a música que tinha no computador e copiou-lhe umas dezenas de discos que considerava essenciais para a sua formação estética e musical. Esse mesmo primo questionou-o ainda se pretendia aprender a tocar guitarra. Recusou. O primo obrigou-o. Uma semana depois ainda achava "uma seca". Duas mais tarde já era "fixe". Um mês depois era "incrível". Alguns meses após o início, "despediu-se" das aulas porque não queria tocar hits e clássicos. O primo concordou e, como compensação, ofereceu-lhe todas as suas guitarras. Dos primeiros acordes aos palcos foi um pequeno passo. Primeiro, enquanto membro da Escola de Rock de Paredes de Coura, que mais tarde o levou ao festival Vodafone Paredes de Coura e ao mais belo anfiteatro natural do país. Depois, em espetáculos de comunidade, como a celebração dos 50 anos de “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band”, dos britânicos The Beatles, espetáculo fruto de co-produção do gnration e Casa da Música, com apresentação dupla em ambas as salas, onde concebeu o único tema original do concerto. Ainda neste tipo de espetáculos, participou no projeto “Dias de Património a Norte”, levado a cabo pela Direção Regional de Cultura do Norte e com direção da Ondamarela. Como máquina silenciosa de compor belas canções, em 2020, sem avisar ou premeditar, partindo da sua forma descomprometida de trabalhar e de estar na música, lança “October”, canção isolada que compôs em tempos, gravou diversas vezes ao longo de anos e arrastou até aos dias de hoje. Sem pretensão de antecipar um disco, a canção marca a sua composição naturalmente influenciada pela pop alternativa e o folk da década de 60 e 70. Entre os amigos e conhecidos, o tema tornou-se numa espécie de clássico privado, mas a verdade é essa: “October" é um autêntico hit de verão (que fala sobre o outono). Aos 23 anos, gosta de brincar com o destino e escolheu o seu lugar do lado de fora. Eis Paulinho, como é conhecido, um músico que é um fora-da-lei.

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