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BIPC'19 convida Marrocos

Written by  Rita Pena fts direitos reservados

 

A Bienal Ibérica de Património Cultural 2019 (BIPC'19) decorrerá, entre os dias 11 e 13 de Outubro,  em Loulé. A cidade irá reunir 70 entidades de Portugal, Espanha, Itália, Áustria, Holanda, Brasil e Marrocos, em torno da temática da “Sustentabilidade”.

A BIPC'19 é dirigida a profissionais, seja do setor público ou privado, mas também ao público em geral, onde se  pretende promover a troca de experiências e de ideias em torno do património cultural e de como este poderá contribuir para o desenvolvimento harmonioso dos territórios onde está inserido.
No seguimento da fusão da Feira do Património e da AR&PA, a Bienal de la Restauración y Gestión del Património, promovida pela Junta de Castela&Leão, depois de Amarante, em 2017, Loulé será a segunda cidade portuguesa a acolher este evento. Trata-se de uma organização da Spir, a agência de revitalização patrimonial, que lançou o desafio à edilidade louletana para esta parceria.
Realizado pela primeira vez no sul do país, região em que a riqueza patrimonial ainda necessita de ser mais valorizada do ponto de vista de atracção territorial e desenvolvimento económico-social, pretende-se que esta seja também uma oportunidade para desenvolver este “ativo” no território louletano.

Marrocos será o país convidado e marcará presença com o seu artesanato, música e até mesmo uma tenda marroquina que será instalada num dos pontos onde irá desenvolver-se o programa de atividades. O espaço físico terá demonstração ao vivo de artes e ofícios tradicionais seleccionados, isto é que convergem de alguma forma com a cultura e tradição do Sul de Portugal e onde haverá música e gastronomia, mas, sobretudo, estará presente ao nível institucional e técnico, tanto na forma dos representantes de vários ministérios, como através de especialistas que virão apresentar o estado da arte da intervenção em património cultural em Marrocos, ao nível da investigação, da gestão patrimonial, das artes e ofícios e do turismo-cultural, na forma de seminários, workshops e reuniões bilaterais.Considerando a aproximação cultural e geográfica dos dois países, pretende-se, assim, explorar o que de há em comum em termos patrimoniais entre Portugal e este país do Magrebe. Para o presidente da câmara de Loulé, Vítor Aleixo, o município aderiu “de alma e coração” a esta Bienal para mostrar que “o Algarve é muito mais do que a sua atividade turística, tem outros aspetos importantes que podem resultar no enriquecimento da oferta turística da região, nomeadamente o seu património”.

Para o autarca, este evento insere-se na política de valorização patrimonial que tem sido seguida pelo executivo louletano, nomeadamente no que diz respeito à escrita do Sudoeste, aos banhos islâmicos. sendo os mais completos em termos de planta da península ibérica, às mais antigas atas de vereação conhecidas do país que remontam ao período medieval, à existência de um arquivo histórico que é um dos mais importantes do país em termos de documentação, à recuperação de vários monumentos como a igreja matriz de Loulé ou de edifícios históricos como o solar da música nova e palácio Gama Lobo, ao projeto de intervenção em todo o casco histórico ou à criação do “Quarteirão Cultural”, projeto em que a cultura e a ciência serão mostradas de acordo com as mais atuais técnicas expositivas. “Loulé tem vindo a organizar-se para que o património e a cultura possam constituir um apelo à visita desta cidade pois sabemos bem que em territórios altamente competitivos temos que valorizar aquilo que são os nossos principais ativos. O património cultural do concelho estende-se por várias épocas históricas, há toda uma série de acontecimentos representativos da história nacional que importa valorizar e mostrar ao país”, sublinhou Vítor Aleixo.

Esta bienal terá um investimento por parte da autarquia que rondará os 250 mil euros, mas para o presidente da câmara este é “um investimento que trará um retorno superior, como a marca que irá deixar na população jovem em idade escolar”.É também a pensar nos estudantes e no público mais novo que a edição de 2019 traz uma “programação imperdível que passará por ateliers, exposições, concertos, videomappaing, itinerários ou roteiros”, como sublinhou Catarina Valença Gonçalves, directora da BIPC'19. “Construímos uma programação destinada a este público bastante diversificado, aos turistas e também aos estrangeiros que vivem neste território, para que venham conhecer este mundo do património cultural, os seus bastidores, e outros países que vão estar presentes”, explicou esta responsável que disse ainda “ valer a pena uma visita a Loulé nestes dias”.

Sobre a participação de Marrocos na BIPC'19 cabe salientar que o embaixador deste país em Portugal, Othmane Bahnini, teve um papel fundamental na preparação deste encontro cultural e na aceitação daquele país como convidado da Bienal Ibérica do Património Cultural, a ter lugar em Loulé. No início do ano, o presidente da câmara municipal de Loulé reuniu com o embaixador de Marrocos em Portugal para formular o convite oficial para aquele país ser o convidado da Bienal Ibérica do Património Cultural 2019.

 

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