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A república alexandrina

Written by  Helena Marteleira fts Andreia Mayer

A 4.ª criação “d'O Fim do Teatro”, a estrear entre os dias 20 a 30 de janeiro, no Centro Cultural da Malaposta, em Odivelas e dos 3 e 12 de fevereiro, estará no Auditório Municipal António Silva, no Cacém.

A República Alexandrina é o resultado intuitivo da observação dos processos e das lutas políticas que colocam em risco a nossa democracia liberal. O valor republicano da causa comum, de que da conduta de cada um depende a sorte de todos, está cada vez mais em perigo.

As conquistas culturais das democracias ocidentais parecem eternas, como se a evolução das civilizações fosse sempre um crescente de liberdade e aceitação da diferença, mas nunca assim foi e nunca assim será.

O espaço da Alexandrina é um espaço de encontro de culturas há cem anos. Na Sociedade Recreativa República Alexandrina, esperam-se convidados para a comemoração mais aguardada da história, mas nenhum aparece.

Como se apenas a burocracia e a logística dos convites tivesse falhado, angariam-se convidados desconhecidos no meio da rua, para garantir a importância do momento. Tal como nas nossas principais cidades se tem assistido ao desaparecimento destes espaços, por troca com a turistificação, através da especulação imobiliária com os proprietários, também ali se espera o pior, mas o pior que finalmente acontece é de outra natureza.

sinopse
Há cem anos que uma reprodução de A Família de Dário Diante de Alexandre, de Paolo Veronese, está no salão nobre da Sociedade Recreativa República Alexandrina. No tempo em que a causa pública fazia sentido, este salão foi palco de discursos, comícios, festas e debates sobre a vida da cidade. No dia em que celebra o seu centenário, e sob o perigo de ter a sua sede vendida, convidados estranhos desenham uma celebração inesperada. Num tempo em que diferentes linhas de possibilidades se cruzam, em realidades paralelas, e que, acima de tudo, duas ideologias se desafiam continuamente, nada, mas mesmo nada, os fará parar de lutar. Lá fora, os sons das máquinas e dos violinos começam a ouvir-se.

M/14
95 min
Texto e Encenação Pedro Saavedra
Interpretação Alice Ruiz, Gonçalo Botelho, Ivone Fernandes-Jesus, Mário Redondo, Pedro Baptista e Rogério Jacques.
Design de Cena Surumaki
Figurinos Cláudia Ribeiro
Música Clothilde
Desenho de Luz Paulo Sabino
Sonoplastia Rui Miguel
Assistência de Encenação Rafael Fonseca

Criado em 2019, como consequência da apresentação do espectáculo O Fim do Teatro, este colectivo surge da vontade de questionar os fins do teatro. Para que serve? Para onde vai? Como continuar? Ficaram, assim, e desde logo, assentes as bases de uma estrutura, herdeira de contadores de histórias, com interrogações de um mundo pós-dramático e de vários e diferentes questionadores que, encontrados na produção de um texto de teatro, nele se reviram nas suas inquietações e aspirações. A criação do espectáculo como meio de encontrar um fim comum, a diferentes gerações e diferentes estéticas, é o seu objectivo, reproduzido também na segunda e na terceira criação: Os Princípios do Novo Homem (2020) e A Morte de Abel Veríssimo (2021). A República Alexandrina será a quarta criação de Pedro Saavedra para a OF.DT

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