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A reconquista de olivenza

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Uma criação de Ricardo Neves-Neves e Filipe Raposo com estreia em Lisboa no São Luiz Teatro Municipal, de 6 a 16 de Fevereiro e em Loulé, no Cineteatro Louletano, a 21 e 22 de Fevereiro de 2020.

Portugal é também conhecido como o país com as fronteiras mais antigas do mundo. No entanto, em 1801, Espanha, apoiada por França, ocupa uma parcela alentejana do território português, ficando essa faixa da fronteira com tracejados indefinidos até à actualidade. A soberania espanhola de Olivenza não é ainda hoje reconhecida por Portugal. Mesmo após a assinatura do Tratado de Viena em 1817, que obriga a restituição do Ç a Olivenza, Espanha continua a adiar a devolução daquela parcela de terra e o Alentejo fica assim indeciso quanto à sua real dimensão. Se Portugal reivindica Olivença aos soluços, Espanha grita o direito sobre Gibraltar, o Rochedo que não é mais do que a última colónia na Europa, onde Inglaterra, a histórica aliada de Portugal, é soberana. E do lado de lá de Gibraltar está Ceuta, antiga cidade portuguesa e actual cidade espanhola, mas dentro do território de Marrocos. Servindo-se da antiga cultura monárquica ibérica, península reinada entre primos, A Reconquista de Olivenza é um exercício fantasioso sobre o Poder e a Política, a Guerra e quem nela participa, bem como a complexa teia de costumes, leis e crenças que ajudam a criar a nossa identidade.

TEXTO E ENCENAÇÃO Ricardo Neves-Neves

COMPOSIÇÃO E ORQUESTRAÇÃO Filipe Raposo

INTERPRETAÇÃO Ana Valentim, Bruno Huca, David Mesquita, David Pereira Bastos, Diana Vaz, Joana Campelo, Márcia Cardoso, Rafael Gomes, Rita Cruz, Ruben Madureira, Sandra Faleiro, Samuel Alves, Sílvia Figueiredo, Sílvia Filipe, Sissi Martins, Susana Madeira, Tadeu Faustino, Tânia Alves, Teresa Coutinho, Teresa Faria, Tiago da Cruz e Vítor Oliveira

DIREÇÃO MUSICAL Cesário Costa

DIREÇÃO VOCAL João Henriques

CENOGRAFIA Catarina Barros

FIGURINISTA Rafaela Mapril

ASSISTENTE DE FIGURINOS Patrícia Andrade

CARATERIZAÇÃO E CABELOS Cidália Espadinha

COREOGRAFIA DE COMBATES Tiago da Cruz

VÍDEO TEMPER Creative Agency

SONOPLASTIA Sérgio Delgado

DESENHO DE LUZ José Álvaro Correia

DIRECÇÃO TÉCNICA TdE Cláudia Rodrigues

ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO Diana Vaz e Rafael Gomes

COMUNICAÇÃO E ASSESSORIA DE IMPRENSA Mafalda Simões

PRODUÇÃO Nuno Pratas

COPRODUÇÃO Cine-Teatro Louletano, Teatro do Eléctrico, Culturproject e São Luiz Teatro Municipal

 

TEATRO ELÉCTRICO

Fundado em 2008, é composto por profissionais do espectáculo (Teatro e Música). É uma estrutura apoiada pela República Portuguesa - Cultura / Direcção Geral das Artes. Apresentou os seguintes espectáculos: O Regresso de Natasha, texto e encenação de Ricardo Neves-Neves (2008); Manual, texto de Patrícia Andrade e Ricardo Neves-Neves, encenação de Ricardo Neves-Neves (2008); Black Vox, textos e encenação de Ana Lázaro, Patrícia Andrade e Ricardo Neves-Neves (2009); A Porta Fechou-se e a Casa Era Pequena, texto e encenação de Ricardo Neves-Neves (2010); A Festa, texto de Spiro Scimone, encenação de Ricardo Neves-Neves (2011); Fantoches Gigantes, texto de Ricardo Neves-Neves, encenação de Paula Sousa (2011); O Solene Resgate, texto e encenação de Ricardo Neves-Neves (2012); Mary Poppins, a mulher que salvou o mundo, texto e encenação de Ricardo Neves-Neves (2012); Menos Emergências, de Martin Crimp, encenação de Ricardo Neves-Neves (2014); Sebastião & Sebastiana, música de W. A. Mozart, encenação de Ricardo Neves-Neves (2015); A Batalha de Não Sei Quê, texto e encenação de Ricardo Neves-Neves (2015); Ciclo de Leituras Eléctricas, de Denis Lachaud, Copi e Vitoriano Braga, encenação de Ricardo NevesNeves (2015); Mãe com Açúcar, texto e encenação de Rita Cruz (2015); A Noite da Dona Luciana, de Copi, encenação de Ricardo Neves-Neves (2016); Encontrar o Sol, de Edward Albee, encenação Ricardo Neves-Neves (2017); A Freguesia, dramaturgia e encenação Ricardo Neves-Neves (2017); Karl Valentin Kabarett, de Karl Valentin, encenação de Ricardo Neves-Neves (2017); Banda Sonora uma criação de Ricardo Neves-Neves e Filipe Raposo (2018); Catamarã de Ana Lázaro e encenação de Ricardo Neves-Neves (2018); Alice no País das Maravilhas, a partir de Lewis Carrol e encenação de Maria João Luís e Ricardo Neves-Neves (2018); A Menina do Mar de

Sophia de Mello Breyner Andresen, com encenação de Ricardo Neves-Neves (2019). SOBERANA, uma criação de Ana Lázaro e Ricardo Neves-Neves (2019). O Teatro do Eléctrico fez co-produções com São Luiz Teatro Municipal, Cine-Teatro Louletano/Câmara Municipal de Loulé, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Nacional São João, Teatro Municipal do Porto – Rivoli, LU.CA – Teatro Luís de Camões, Culturgest, Theatro Circo de Braga, Teatro da Trindade, Festival de Almada, Teatro Municipal de Ovar, Artistas Unidos, Teatro da Terra, Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, Galeria da Biodiversidade, Teatroesfera, Câmara Municipal de Lagos, Câmara Municipal de Guimarães.

Publicações: A Porta Fechou-se e a Casa Era Pequena (Companhia das Ilhas, 2013); Mary Poppins, a mulher que salvou o mundo e outras peças (Artistas Unidos/Cotovia, 2014); A Batalha de Não sei Quê e outros textos de Ricardo Neves-Neves (Artistas Unidos/Cotovia, 2017).

NOTAS BIOGRÁFICAS

Ricardo Neves-Neves É Licenciado em Teatro-Actores pela Escola Superior de Teatro e Cinema e Especialista em Estudos de Teatro pela Faculdade de Letras de Lisboa. Participa no Obrador d’Estíu-Dramaturgia (Barcelona), orientado por Simon Stephens. É o director artístico do Teatro do Eléctrico, onde escreve e encena. Encenou obras de Lewis Carroll, Edward Albee, Karl Valentin, Copi, Ana Lázaro, Spiro Scimone, Martin Crimp, J. J. Rousseau, W. A. Mozart e Charles Dickens. Peças suas foram encenadas por Mónica Garnel, Sandra Faleiro, Ana Lázaro, Paula Sousa e João André. Tem peças publicadas nas seguintes editoras: Cotovia/Artistas Unidos, Teatro Nacional D. Maria II/Bicho do Mato, Companhia das Ilhas e Teatro da Terra. Tem peças traduzidas para inglês, francês, catalão e chinês. Autor e co-encenador de Floating Island com Cheng-Ting Chen e Yi-Ting Hung, uma co-produção Théâtre de la Ville (Paris, França) e Taipei Arts Festival (Taipei, Taiwan). Leccionou a cadeira de Interpretação na Escola Superior de Teatro e Cinema e na ACT – Escola de Actores. Colaborou ainda com Teatro Nacional de São Carlos, Artistas Unidos, Teatro da Terra, Primeiros Sintomas, Temporada Darcos, Força de Produção, Teatro da Trindade, Teatroesfera, Teatro Meridional, Centro de Estudos de Teatro, Casa Conveniente, Teatro dos Aloés, Comédias do Minho, Revista Gerador, Cassefaz, Teatro O Bando e Procur.Arte.

Filipe Raposo (Composição e Orquestração) É pianista, compositor e orquestrador. Iniciou os seus estudos pianísticos no Conservatório Nacional de Lisboa. Tem o mestrado em Piano Jazz Performance pelo Royal College of Music (Stockholm) e foi bolseiro da Royal Music Academy of Stockholm. É licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa. Tem colaborações em concerto e em disco com alguns dos principais nomes da música portuguesa: Sérgio Godinho, José Mário Branco, Fausto, Vitorino, Janita Salomé, Amélia Muge, Camané, Carminho, Maria João. Enquanto orquestrador e pianista tem colaborado com inúmeras orquestras europeias: Sinfonieta de Lisboa, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Metropolitana, Orquestra Filarmonia da Beiras, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra do Sul, Thueringen Symphony Orchestra, St. Christopher Chamber Orchestra Vilnius, Accademia del Concerto String Ensemble, ToraTora Big Band, L.A. Big Band, KMH Jazz Orchestra. Em 2013 participou na exposição Fashion Innovation 3 – Nobel Museum Stockholm – com a composição “I have in me all the dreams of the world” para o prémio Nobel da Física. Desde 2004 que colabora com a Cinemateca Portuguesa como pianista residente. Como compositor, trabalha para Teatro e Cinema. Tem desenvolvido com o artista visual António Jorge Gonçalves vários projectos a convite de Madalena Wallenstein para a Fábrica das Artes (CCB) e Festival Internacional BigBang – “4 Mãos”, “Qual é o som da tua cara?”, e no Teatro S. Luiz “O Telhado do Mundo” (com Ondjaki). Como pianista e em nome próprio, tem-se apresentado em vários festivais de Jazz europeus. Em nome próprio editou 3 discos: – First Falls (2011) – Prémio artista revelação Fundação Amália; – A Hundred Silent Ways (2013) – Disco a Solo; – Inquiétude (2015). Actualmente faz a curadoria na área do Jazz para a recém-criada editora digital Lugre Records.

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